Ei! Não deixe de visitar as outras páginas!

Mostrando postagens com marcador grupo altomar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grupo altomar. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bertrand de Broc, MAR-garida mais a cadelinha "Miss Dollar"... - news de agosto de 2013 - 5





PRISIONEIRO DA BRUXA SICORAX

Boa noite amigas e amigos leitores!

Sinceramente não sei o que vocês pensam dos meus diários ilustrados, mas eu lhes confesso que adoro redigi-los. Mais divertido, só velejar em solitário,

domingo, 29 de maio de 2011

Le Cours des Glénans - Grupo Altomar - reedição




Salve colegas velejadores!

 Publiquei esta mensagem no ótimo forum do grupo Altomar em 28 de novembro de 2005 e a republico agora, neste blog, com a esperança de que em algum lugar do futuro ela gere frutos. Ou será que o Brasil será eternamente o "País do Paradoxo Aquático"?

Velejadoras e velejadores brasileiros!

Preciso dizer-lhes do meu entusiasmo pela excelente escola Les Glénans. Primeira e maior escola de vela européia com mais de 14 000 estagiários a cada ano, onde realizei recentemente, 29/10 a 1/11/2005, um estágio no monotipo Week-end 14 – "Merlin", antecedido de um período de 19 dias, durante os quais trabalhei como voluntário na manutenção dos barcos da base de Marseillan de Les Glénans, no sul da França.
A força motriz de Les Glénans, que não possui funcionários é o voluntariado.
A missão dessa escola exemplar, de mais de sessenta anos de existência, instituição considerada de utilidade pública e que não possui fins lucrativos, aberta a todos sem distinção de origens culturais, status econômico, sexo ou idade, é ensinar a velejar e a viver em harmonia com o meio ambiente, desenvolvendo a solidariedade, a responsabilidade e a autonomia entre seus monitores e estagiários.
O método de ensino empregado em Les Glénans pareceu-me bastante eficaz e antes de tudo agradável e poderia ser resumido assim:
"uma curta aula teórica seguida de uma boa velejada".
Recomendo a todos, velejadoras e velejadores brasileiros, iniciantes ou não, a leitura da extraordinário livro "LE COURS DES GLÉNANS", 6a edição de 2002, considerada a "bíblia da vela" pelos navegadores franceses. Acho difícil conceber um livro mais completo e bem escrito sobre o assunto.


Chamo a atenção de vocês para a importância do projeto de inserção social através do esporte dos Glénans, "IRMÃOS DE MAR" - "Frères de Mer" em francês, já realizado em 34 cidades francesas e que seria muito indicado para o Brasil. E para encerrar dou-lhes duas ótimas notícias:



1 – A Escola de Vela Les Glénans acolhe com simpatia propostas de parcerias originárias de outros países e já fundou pelo menos duas bases no estrangeiro.

2 – O chefe da base de Les Glénans de Marseillan, sr. Hervé Colas estará passando as férias no sul da Bahia em fevereiro de 2006, a confirmar. Ótima oportunidade para convidá-lo para realizar uma palestra na sede da
sua associação ou clube de vela.

tel.: 04 67 77 22 73
fax.: 04 67 77 39 25



Peço que divulguem ao máximo esta notícia. Suponho que com algumas "filiais" da escola Les Glénans no Brasil, teríamos em pouco tempo muitos mais Torben Grael e Robert Scheidt entre nós.



Ótimos ventos!



Fernando Costa



P. S. – Poderei enviar-lhes pelo correio alguns catálogos que trouxe da escola de vela Les Glénans. Não possuo muitos, mas os que possuo estão à disposição. Gostaria de enviá-los de preferência a associações ou clube de velas interessados.



Maiores informações




sexta-feira, 4 de março de 2011

O medo é um polvo gigante - importado do Altomar


50 milhas em mar aberto, separam Ibiza de Jávea

EM BRASILEIRO

Caríssimos,
Caso tenha um tempinho, recomendo esta interessante reportagem de uma travessia no Mediterraneo até Ibiza em um mono-tipo (vela&remo).
É uma sequência de 6 pequenos filmes muito interessante.
Bons Ventos
Taylor


Salve amigas e amigos visitantes!

- Graças ao Taylor, que publicou o post acima no forum do ótimo grupo Altomar, descobri mais uma alma gêmea.
Agora, além do Didd na França, do Bill na Inglaterra, do Steve nos EEUU, conheço o Ben, de Terragona na Espanha.
- Esse é cascudo, viu? O homem velejou em solitário as 50 milhas que separam Jávea, na Espanha de Ibiza, em pleno Mediterrâneo, a bordo de uma canoa à vela e a remo, do tamanho da "Estrela d'Alva".
- Haja coragem!
- O nome da "canoa" dele é ONAWIND e o endereço do seu blog é este aqui:



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Prazeres futuros - construção naval



Quando penso nisso... nem acredito que...

- Será que passei mesmo um ano inteiro, o moribundo 2010 , do qual nada mais resta que breves 10 horas, em terra?

- Um ano inteiro em terra!!! Macacos me mordam!
- Pra mim que costumava passar 50% do meu tempo dentro d'água velejando na paradisíaca Costa do Sol, um ano inteiro passado em terra é uma eternidade.

- 10 horas, só faltam 10 horas pro ano expirar...

- Passei as primeiras 8.750 horas de 2010 em terra... Que absurdo!

- Vontade de morrer, renascer e gastar uma vida inteira velejando sem parar, na divina MAR, à semelhança dos personagens de "WaterWorld", que no entanto só pensavam em descobrir terra no horizonte...

- Mas pra que correr atrás de terra se a MAR é nosso berço natural, em tudo melhor que a seca, a árida, a dura, a tórrida terra?

- Pensei muito a respeito perguntando-me várias vezes:

- Porque será que estou há tanto tempo em terra, eu que amo, idolatro
e venero a MAR?


- Eu, que da terra, só gosto das ilhas, olhadas de bordo da minha querida "Estrela d'Alva", enquanto as circunavego.

- Porque estou há tanto tempo vivendo em terra se a MAR é que é o lugar
 ideal pra se viver?

- Cheguei à seguinte conclusão provisória: passei um ano em terra, porque descobri que se velejar é a maior aventura deste mundo, construir um barquinho, qualquer barquinho, é a segunda.

- Citei velejar, citei construir um barquinho, sem citar o divino verbo AMAR, porque amar, todos sabem, é o nec plus ultra.

- Mas sabiam que velejar é uma bela forma de AMAR o próximo?

- Não?

- Assunto prum futuro post, não pra este.

- Concebi, desenhei e construí com minhas próprias mãos dois barquinhos durante o período que fiquei em terra. E isto constituiu uma experiência muito edificante pra mim. Feliz Ano Novo maestro CRC!

desenho de Fernando Costa


A propósito, já pintei o "Alegria" 2. Sim, sim, pintura particular, personalizada e intransferível, como o fiz com a "Estrela d'Alva" e o "Alegria" 1 idem. Só uma primeira de mão. Assim que terminar a segunda, mostro o resultado a vocês.

Novidade correlata, o Julio Auler, do ótimo grupo Altomar está tele-ensinando-me a projetar um barco, usando um programa em 3D. Vamos com ele
aperfeiçoar ainda mais o projeto "Alegria".

Imaginem, que maravilha, amigos leitores, ter uma boa idéia do volume, das dimensões e da forma de um barquinho utilizando um rápido
e simples programa em 3D.

A propósito, depois que vi um certo vídeo no site do francês MNM, que já partilhei com vocês, fiquei fascinado com a possibilidade de realizar um semelhante, mostrando a construção do "Alegria" peça por peça, detalhe por detalhe... E para a minha alegria, o Julio Auler disse-me que sabe como fazê-lo.

- Prazeres futuros.

- Bem, preciso ir, vou navegar mais uma hora no caótico canal de Itajuru a bordo da minha querida "Estrela d'Alva".

- Se não voltar, já sabem, fui chacinado por uma lancha.
- Voltei são e salvo! Choveu, mas eu estava preparado. Encontrei um pescador de siris no TT. Os guardas marítimos estavam atarefados com o balizamento de segurança das balsas, de bordo das quais, mais tarde, serão disparados os fogos de artifício, durante a festa de passagem do ano. Cruzei com o Bernardo do estaleiro Coral dentro d'água. Na volta, montado na minha bicicleta, filosofei sôbre a vida dos humanos nos obscuros tempos que correm. Como minhas filosofias também foram obscuras, prefiro falar delas num dia menos festivo. Feliz Ano Novo a todos vocês amigas e amigos. Sejam felizes, que foi só pra isso que nascemos!
Até ano que vem!

sábado, 23 de outubro de 2010

Os cinco mais populares - sôbre este blog 1



Boa noite amigas e amigos leitores!

- Perceberam que há mais de duas semanas, os mesmos 5, dentre os 400 posts deste blog, alternam-se entre os mais populares?
- Curiosos pra saber quais?
- Lá vai o primeiro período de cada um, pra vocês conferirem.
- Jamais poderia imaginar que dois poemas constariam deste top 5.
- Bons ventos e até mais!

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra - filme

Para o malandro e charmoso capitão Jack Sparrow (JOHNNY DEPP), as águas cristalinas da MAR do Caribe, assim como os sete MARES de todo o mundo, representam um vasto playground, repleto de aventuras e mistérios. A idílica vida de pirata de Jack, entretanto, vira de cabeça para baixo quando... continua em link 1
 
"Navio Negreiro" de Castro Alves - poema

Estamos em plena MAR. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?

continua em link 2

Favoritos - blog MARítimos

De presente pra vocês nesta noite de sexta-feira, aqui vão as primeiras linhas dos últimos posts de alguns dos meus blogs favoritos. Continua em link 3
 
Canoas à vela - forum de debates na net
 
Andei pesquisando no arquivo de mensagens dos grupos Altomar e Hisse et Oh! sôbre o tema “canoa à vela” e selecionei dois extratos de mensagens, que transcrevo aqui a título de curiosidade... Continua em link 4

"O Albatroz" de Baudelaire - poema

Às vezes, por prazer, os homens da tripulação
Pegam um albatoz, enorme ave marinha,
Que segue, companheiro indolente de viagem,
O navio que sobre os abismos caminha.
Mal o põem no convés por sobre as pranchas rasas,
Esse imperador do azul, sem jeito e...

Continua em link-da-imagem

Bons ventos a todas e a todos!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

É ali que o bicho pega - diário da Estrela


Voltarei ao paraíso de Arraial do Cabo, amigos, com a intenção de circunavegar, pela primeira vez este ano, a ilha de Cabo Frio, a maior, mais alta e talvez mais bonita da linda Costa do Sol. Pretendo ficar velejando entre a e a praia do Forno, até que Éolo e Netuno se distraiam e nos ofereçam uma chance de dar a volta na ilha.

Dar a volta na ilha com vento e mar calmos não tem segredo nenhum, exceto na reentrada do Boqueirão. É ali, amigos, que o bicho pega. A propósito leiam o que diz a respeito o Luiz do importante grupo Altomar:

"A maré era baixíssima, e quem optou por entrar pelo BOQUEIRÃO do CABO encalhou. Não sei dos barcos que tiveram esse problema, mas sei que foi mais de um.
Só para comentar que passamos por lá na direção oposta semana passada, junto com o Grego, que é um dos velejadores que melhor conhece aquelas águas. Navegamos ali com o mesmo cuidado e preocupação que tomaríamos em águas desconhecidas.
Isso porque o Grego disse - e vale a pena repetir - que o fundo naquela área muda muito e atualmente está completamente diferente das cartas. A coisa mudou tanto que ele nem sabia ao certo onde era melhor para passar. O canal preferido, aquele meio curvo que encosta na ilha, estreitou-se tanto que praticamente desapareceu. Esse ponto eu constatei pessoalmente - e é bem provável que os barcos encalharam pensando que o canal era o da carta."
Em resumo, saibam que mesmo as cartas mais recentes, teoricamente atualizadas, continuam mostrando a batimetria de décadas atrás. Tomem cuidado.
Abraço,
Luiz"
link para o grupo ALTOMAR

O principal problema que enfrento, a bordo da "Estrela d'Alva", que cala apenas 7,3 cm , não é o perigo de encalhe, mas de virar sob o efeito das ondas grandes que se formam na entrada do Boqueirão, e por sobre os baixios, na maré baixa, em frente a ponta do Veado. Mas irei, se for, com todo cuidado, que a instável ( sem o bulbo ) "Estrela d'Alva", depois que vira é difícil, muito difícil de desvirar. Sem a ajuda de terceiros é impossível.

Partida: 28/7/2008 Regresso: 4/8/2008 destino: Arraial do Cabo


Extrato da newsletter n° 15 de 29 de julho de 2008 – projeto Estrela d’Alva.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

o tope da valuma na rajada - comentário de post



“Se o tecido é mais pesado e o desempenho melhorou, então a combinação de corte e tecido resultou numa vela mais "inteligente", que abre o tope da valuma na rajada (ou coisa parecida)."

Abraço, Luiz

Sex, 23 de Mai de 2008 5:01 am – post – 55868 do grupo altomar

Salve Luiz,

Imagino que tenha razão, quanto a mim, fiquei muito surpreso com o resultado. E você não sabe da maior. Na volta de Arraial do Cabo , sábado passado, pude vir sentado confortavelmente no fundo da canoa, com grande e buja n° 1 em cima, apesar do vento e MAR de través. Detalhe, a “Estrela d’Alva” tem apenas 1.30 m de boca máxima e um mastro de 6,90 m. Mas isso não é tudo. Quando ia me aproximando da ponta da Lajinha senti fome e aquartelei pra rangar e, pasme Luiz, a canoa ficou imóvel e aprumada. Com a vela antiga ela adernava pra sotavento e balançava indócil. Parabéns e mais uma vez obrigado à Cognac Arnaldo Velas.

Bons ventos

Fernando Costa

Extrato da Newsletter n° 11 de 1° de junho de 2008 - Projeto "Estrela d'Alva"

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

dvd moitessier - tradução


Conforme prometi aos amigos do Altomar aqui vai a tradução do primeiro extrato do ótimo DVD “Bernard Moitessier – Itinéraire d’un marin de legende”. Trata-se das palavras simples, mas cheias de poesia e sabedoria que o próprio Moitessier nos diz logo no início do primeiro tópico do DVD, enquanto a câmara, instalada por ele mesmo, nos mostra a proa do famoso “Joshua” avançando sobre o abismo oceânico. De arrepiar de tão bonito. Leiam!

La longue route

"Vous entendez, c'est le bruit de la mer.
Ça fait des mois et des mois qui je l'écoute et ça me suffit.
On a l'impression qui c'est toujours le même bruit, mais je vous assure elle me dit un tas de choses, que je commence seulement à comprendre un peu maintenant.
Et vous voyez, c'est pour ça qui je continue.
Il faut aller plus loin. Ça ne suffit pas. Il faut aller plus loin."

Bernard Moitessier

Tradução:

"Vocês estão ouvindo? É o barulho do mar. Há meses e meses que eu o ouço.
A gente fica com a impressão que é sempre o mesmo barulho.
Mas eu asseguro a vocês, que o mar me diz uma porção de coisas, que só agora eu começo a entender.
E é só por isso que eu continuo em frente. É preciso ir adiante até ouvir tudo que o mar tem a nos dizer. É por isso que é preciso ir cada vez mais longe."

Bernard Moitessier

O som do DVD está truncado pouco antes do final do discurso. Tive que completá-la com um pouco de intuição, que espero não tenha falhado.

Bons ventos a todos

Fernando Costa

Extrato da Newsletter n° 11 de 1° de junho de 2008 - Projeto "Estrela d'Alva"

domingo, 22 de agosto de 2010

Sociedade dos Circunavegadores de Ilhas Vivos - news 2008


“Caro Fernando
Minha "arrodeada" na Ilha Grande nem de perto se compara às tuas valentes e poéticas circunavegações  insulares. Fiz o trajeto no veleiro "Cockpit", um Brasília 27s, acompanhado de um bravo companheiro. No total, devemos ter navegado umas 10 horas, quando então paramos para tomar umas caipirinhas na Praia Grande, já do lado de dentro da Ilha. Na parte que dá para MAR aberto, paramos algumas vezes pra dar uns mergulhos e conseguimos pegar um belo dourado no corrico, devidamente degustado quando retornamos ao Sítio Forte. As praias daquele lado, Parnaioca, Aventureiros, etc são muito bonitas e a única situação de risco ocorreu quando, na ponta que aponta pra ponta da Joatinga, tivemos que driblar pedras perigosas (:)).
Confesso que, na chegada, mereceríamos uma bandeira preta com apenas um quadradinho branco, já que abrimos as velas muito pouco.
Admiro muito os seus textos e feitos e espero um dia ter a honra de conhecer, com você, todos os lados de uma ilha daí.
Em tempo... o Tabarly, a quem muito admiro, morreu por cair ao mar... Se estivesse usando cinto de segurança, talvez ainda estivesse navegando, como o Robin Knox Johston, que você esqueceu de citar. Bons Ventos”
Airton Aragão

Qua, 21 de Mai de 2008 8:22 pm – post 55827 do grupo altomar

Ah Airton!
No motor não vale amigo!
O motor polui a divina água.
O motor polui o sagrado ar atmosférico.
O motor fede, perdão, cheira mal.
Volta lá e circunavega a ilha Grande de novo.
É bem verdade que a ilha Grande é muito maior que nossa maior ilha, a de Cabo Frio.
Seja como for, pretendo votar na próxima reunião da SOCIV – Sociedade dos Circunavegadores de Ilhas Vivos, para que somente sejam homologadas as circunavegações de ilhas, feitas inteiramente à vela.
Sabe o que eu queria amigo Airton? Mais uma coisa impossível. Providenciar cem, quinhentos, mil clones de mim mesmo, só pra assistir do alto de um planador, todas as circunavegações de ilhas que serão realizadas por veleiros, no planeta Terra, durante os próximos dez anos.


Já percebeu que cada velejador circunavega a mesma ilha de modo completamente particular, pessoal e intransferível. Na verdade o mesmo velejador circunavega a mesma ilha sempre de uma maneira diferente.
Bom saber que ainda existem dourados vivos nadando nas imediações da ilha Grande.
Obrigado pelo relato, pela lembrança e pelo incentivo, prometo-lhe que em breve citarei o grande Sir Robin Knox Johnson, vencedor da primeira regata de volta ao mundo, sem escalas e sem assistência e terceiro colocado da última VELUX 5 OCEANS, se não me engano.
Ah, quando você conseguir circunavegar a ilha Grande, única e exclusivamente a vela conte-me tudo, por favor. Aposto que essa nova e exigente aventura será muito mais interessante que a primeira.
Me desculpe Airton, mas se há uma coisa que eu não suporto num barco, é motor.

Bons Ventos

Fernando Costa

Extrato da Newsletter n° 11 de 1° de junho de 2008 - Projeto "Estrela d'Alva"

sábado, 21 de agosto de 2010

vela - altomar x hisse-et-oh x bíblia francesa da vela




Salve colegas velejadores!
 
Andei pesquisando a palavra vela, nos arquivos dos grupos “Altomar” e “Hisse-et-oh” e também na bíblia francesa da vela e selecionei os seguintes extratos de mensagens ou texto, que comento abaixo.

“Embora eu não discorde da eficiência da idéia, acho que a causa não será combatida. Isso porque a vela, como esporte oficial no Brasil, continua a fazer o que sempre fez: ser um esporte para poucos. Pior ainda, vem deixando morrer a prática da vela tradicional (pequenas canoas, saveiros de pesca e de transporte, etc) em todo o Brasil. O desprezo e a ignorância oficiais são de tal ordem que não existe nem um único projeto oficial em curso cujo objetivo primeiro seja a manutenção da prática da vela e ou sua reintrodução em áreas aonde foram tradicionais. As federações e o próprio Ministério da Educação, também não se preocupam em criar uma família de veleiros de baixo custo e construção simplificada (e universal) para a implantação da prática da vela em represas, rios e lagos.”

Arnaldo Andrade – 23/02/2003

meu comentário: - Eu criei um projeto utópico, chamado “Trabalhadores do Mar”, cujo objetivo é fabricar, em “larga escala”, o primeiro veleiro popular brasileiro (PVPB) que seria vendido ao preço de duas bicicletas simples ( R $ 700,00 e nem um centavo a mais ). A idéia não é nova. Na França foi feito algo parecido a partir da década de 50 com o famoso “vaurien”. E coincidentemente, 50 anos mais tarde, a França se tornou o país da vela. Mas meu projeto “Trabalhadores do MAR” tem um detalhe novo, que mudaria tudo. ( um detalhe novo pode revolucionar uma idéia antiga. ) Alguém interessado?


Minha vela ficou cinza após muito usada. Com a intenção de clareá-la eu a mergulhei numa solução “javellisée”. Resultado, ela amarelou. Então eu a coloquei de molho na seguinte mistura: 5 litros de água fervendo, 3 sachets de “décolorant tissus” da marca “Idéal”, 3 vidros de vinagre de álcool mais 3 colheres de sopa de sal. Esperei vinte minutos e depois enxaguei. Resultado, uma vela branca e luminosa como no primeiro dia.

ceperou – 16-6-2007 - 22h 26

meu comentário: - Gostaria de branquear minhas velas-buja para combinarem com a vela grande branquíssima que recebi de presente da Cognac Velas. Alguém conhece uma mistura mágica equivalente à que foi descrita acima, com ingredientes que possam ser comprados no Brasil?

bíblia da vela francesa - Le Cours des Glénans - página 354

“Para conhecer o rendimento de uma vela a bordo de um veleiro em movimento, ao sabor de um vento de força conhecida, dispõe-se às vezes do gráfico das coordenadas polares da vela.”

meu comentário: - Alguém aí sabe traçar o gráfico de coordenadas polares de uma vela?

Bons ventos a todos

Fernando Costa

extrato da newsletter n° 10/2008 de 15 de maio de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

bulbo de quilha - hisse-et-oh x altomar



Salve colegas velejadores!

Andei pesquisando sobre o assunto que mais me interessa no momento, o bulbo utilizado para aumentar a estabilidade de uma barco à vela, nos arquivos dos grupos “Hisse-et-oh” e “Altomar” e selecionei os seguintes extratos de mensagens, a título de curiosidade:


“Algum de vocês já fabricou um bulbo para quilha de veleiro?”

Vardes – 20/2/2008

Não sei se vocês sabem, mas eu construí e o escultor Luiz Costa finalizou um bulbo em ferro e cimento com 45 quilos de massa, o ano passado. Afixado à extremidade da bolina da “Estrela d’Alva”, trouxe um providencial aumento da estabilidade da canoa em todas as situações: ancorada, movida a remo e logicamente a vela. O aumento da estabilidade proporcionou o aumento do conforto, da segurança e da velocidade da canoa. Agora estou pretendendo fabricar um novo e talvez definitivo bulbo em chumbo. Aceito todo tipo de ajuda. A "Estrela d'Alva", amigos, terá em breve Bulbo, trapézio e balão. Acreditem se quiserem.


“Estamos calculando os custos das formas e do barco, é um casco barato, porem ele tem um custo alto na parte final pois tem um mastro de 11 metros e uma área vélica assustadora.
Milton quer usar o dele pra cruzeiro deve usar uma quilha pequena e um mastro de hobbie 16, o meu devo fazer como a técnica manda, uma quilha de 2 metros, com um bulbo de chumbo de chumbo de uns 450kg.”

Ricardo Ribeiro – 8/12/2002


Sabe o que eu gostaria de saber amigos? Quem foi o primeiro engenheiro naval a ter a idéia de usar um bulbo fixado à extremidade da bolina de um barco à vela. Alguém sabe?

Bons ventos a todas e a todos

Fernando Costa

Extrato da newsletter n° 9 de 1° de maio de 2008 – projeto “Estrela d’Alva”

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

tempestade no MAR


Andei pesquisando o tema tempestade nos arquivos dos grupos “Hisse-et-oh” e “Altomar” e selecionei os seguintes extratos de mensagens, a título de curiosidade:

hisse-et-oh

“Voces já ouviram o barulho do mar em dia de tempestade ? A centenas de metros o barulho é infernal, mesmo quando o vento diminui de intensidade, o MAR continua a bramir.”

Ecume29 11-03-2008
meu comentário: A discussão a respeito de tempestade no forum de “hisse-et-oh” começou com a exibição das impressionantes imagens que voces poderão visualizar ao som de um trecho do divino “Requiem” do genial Amadeus Mozart em...


Olhando pra essas poderosas imagens não nos resta a mínima dúvida de que uma tempestade é mil vezes mais perigosa na margem que no meio do oceano. Portanto em caso de tempestade fuja ( se isto for possível ) para o meio do seu oceano amigo velejador e afaste-se de terra como o diabo foge de cruz. Fico imaginando quantos barcos já naufragaram por terem contrariado esse procedimento básico. Uma tempestade arremessando ondas contra uma costa rochosa é um liquidificador de moer navios. Parabéns ao Jean-René Keruzoré pelas expressivas imagens da tempestade, mas eu trocaria o Requiem de Mozart por um certo extrato de uma certa sinfonia de Beethoven como trilha sonora.
- Qual?
- A Terceira ou Heróica, que ele compôs em homenagem a Napoleão Bonaparte e mais tarde suprimiu a dedicatória quando este sagrou-se imperador.



Altomar

“Para minimizar os riscos de uma velejada é mais importante tomar as decisões corretas na hora certa, do que estar materialmente equipado para enfrentar tempestades.”
"É melhor estar no porto invejando quem está velejando do que estar no MAR invejando quem está no porto."

Luiz - 1 de Fev de 2008

meu comentário: Estou de pleno acordo com tudo que o Luiz diz na mensagem n° 51869 do importante forum do grupo Altomar. Mas cito, por amor ao debate, um outro provérbio, cuja origem desconheço, que reza...

“Quem muito consulta a Meteorologia jamais larga do cais.”


Grande abraço e bons ventos a todas e todos

Fernando Costa

Newsletter n° 8 de 17 de abril de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

canoas à vela - forum de debates na net



Salve colega velejador!

Andei pesquisando no arquivo de mensagens dos grupos Altomar e Hisse et Oh! sôbre o tema “canoa à vela” e selecionei dois extratos de mensagens, que transcrevo aqui a título de curiosidade:

Hisse-et-oh

“ Um colega meu parou de fumar e decidiu empregar o dinheiro economizado na construção de uma canoa à vela e a remo, de quatro metros de comprimento, na sua sala de jantar. Imaginem o prazer que ele passou a desfrutar remando e respirando ar puro. Agora adivinhem o nome da canoa. Quem falou “Guimba” acertou.”

Fanch-c - 06-11-2005

meu comentário: - Detesto modas e modismos, mas adoraria que esta aí pegasse. Parar de fumar e com o dinheiro economizado construir uma canoa à vela e à remo.

Altomar
“No dia seguinte continuamos ( viagem ) para a ilha Lembongam entre Lombok e Bali. Na saída da baía cruzamos com  dezenas de canoas de pesca, com velas latinas coloridas...”
( diário de bordo do veleiro “Triton” que realizou uma memorável volta ao mundo entre 2000 e 2005.)

Ricardo Amatucci/Frans Prijkel – 4-5-2004

meu comentário: Muito interessante esse diário de bordo do veleiro “Triton” do Frans Prijkel. Lendo-o cheguei mais uma vez à conclusão que uma volta ao mundo a bordo de um veleiro, é uma das maiores aventuras possíveis no planeta TERRA.

Extrato da newsletter n° 5 de 5 de março de 2008 - projeto Estrela d'Alva

terça-feira, 20 de julho de 2010

O terrível teatro de Donald Crowhurst - grupo Altomar



Salve amigo leitor!

Alguns integrantes do ótimo grupo Altomar (vide meus favoritos) se interessaram por "Deep Water" (2006) e eu postei a mensagem abaixo a respeito. De repente lhe interessa. Se você gosta de aventuras marítimas dramáticas, que acabam em morte trágica, a estória do infortunado Don Crowhurst é uma das mais teatrais  que conheço. Leia! 

Encontrei o ótimo "Deep Water" (2006) - pronto pra baixar aqui. É só abrir uma conta grátis.

http://www.watch-movies.net.in/link/deep-water-2006/

E encontrei as legendas em português de Portugal aqui


Adoraria ler o maior número de comentários possível, sobre esse importante documentário, feitos de preferência pelos assíduos participantes do Altomar.
Cada detalhe desse filme me interessa.
Nunca pude imaginar que existissem tão boas e detalhadas imagens de arquivo, tanto fotografias, quanto imagens em movimento sobre o infeliz Donald Crowhurst, que de vilão transforma-se em estrela do filme, despertando mais curiosidade que o grande Moitessier e relegando o vencedor da regata, Robin Knox-Johnston ao terceiro plano.
Tem um detalhe que muda tudo, e que eu ignorava. Eu pensava que o Crowhurst era apenas um espertalhão que planejou se dar bem às custas da primeira regata de volta ao mundo, em solitário e sem escala. Na verdade ele entrou numa tremenda sinuca-de-bico. Se ficasse o bicho comia, se corresse o bicho pegava. Optou pela mentira. Mas a mentira, todos sabem, tem pernas curtas, no dizer da minha avó Balbina. O bicho acabou mordendo Crowhurst na cabeça. No cérebro. Na mente, se é que me entendem. Mas antes de pular n'água fria e salgada com o crônometro e o sextante amarrados ao pescoço, redigiu o mais louco diário de bordo que se tem notícia. Na verdade redigiu dos diários de bordo, um fantasioso e outro verdadeiro. O fantasioso é também ufanista e o verdadeiro altamente deprimente.
Bons ventos amigos e que vocês jamais revivam em pleno oceano, o terrível teatro de Donald Crowhurst! Fico me perguntando...
 Será que alguém sofreu tortura pior e mais longa que a dele?
Mais longa sim, porque uma noite de tempestade na MAR dura uma eternidade. Concordam? E quantas tempestades o pobre Crowhurst amargou sozinho em alta MAR antes de morrer, ele que era apenas um marinheiro de fds? Só Netuna sabe! Netuna sabe de tudo mas não conta nada. Netuna é o contrário dos meus detratores, esses sabem de nada, mas contam tudo.

Fernando Costa


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...