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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Se a canoa não virar - canção - reciclado saindo do forno agora



foto - Benno Grapentin - 18/1/2011 - Cabo Frio
Parabéns e muito obrigado pelas fotos amigo Benno. Esta aqui já é uma das minhas favoritas. Bons ventos!


EM BRASILEIRO

Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá
Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá
Rema, rema, rema, remador
Quero ver depressa o meu amor
Se eu chegar depois do sol raiar
Ela bota outro em
meu lugar
Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá
Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá
Rema, rema, rema, remador
Quero ver depressa o meu amor
Se eu chegar depois do sol raiar
Ela bota outro em meu lugar
Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá
Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá
Rema, rema, rema, remador
Quero ver depressa o meu amor
Se eu chegar depois do sol raiar
Ela bota outro em meu lugar
Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá
Se a canoa não virar,
Olê olê olê olá
Eu chego lá

Composição: Antônio Almeida e Oldemar Magalhães




Meus detratores irão discordar, mas até a presente data a minha querida "Estrela d'Alva" virou apenas duas vezes comigo. Uma em Arraial do Cabo, nas proximidades da ilha do Pontal, em julho de 2007. Outra em Cabo Frio, entre as ilhas Dois Irmãos e a dos Papagaios em agosto de 2008.

Bons ventos a todos e meu muito obrigado à Guarda Marítima de Cabo Frio e à tripulação do "Thanaleon" pelo resgate.

Que a canoa de vocês jamais vire. Mas penso, que faz bem pra um marujo virar com sua canoa de tempos em tempos. Se ele não morrer, com certeza vai se tornar mais forte e precavido após cada incidente.

Fernando Costa

Extrato da Newsletter n° 11 de 1° de junho de 2008 - Projeto "Estrela d'Alva"

sábado, 8 de janeiro de 2011

Deus é brasileiro - filme - post reciclado


Cansado dos erros cometidos pela humanidade, Deus (Antônio Fagundes) resolve tirar umas férias nas estrelas. Mas, para isso, ele precisa encontrar um santo que se ocupe de seus deveres enquanto ele estiver ausente. Resolve procurá-lo no Brasil, país muito religioso que, no entanto, nunca teve um... continua em link do texto

Foi vendo o trailer desse curioso filme do Cacá Diegues, em 2003, que eu tive a brilhante idéia de transformar a minha querida “Estrela d’Alva”, de simples canoa a remo, em sofisticada canoa à três velas.
Se vocês não tiverem tempo de ver todo o DVD, vejam ao menos a última cena, ao som da divina música de Heitor Vila-Lobos. Encantadora. Inesquecível. Belíssima.
Bons ventos a todas e todos

Extrato da Newsletter n° 11 de 1° de junho de 2008 - Projeto "Estrela d'Alva"




domingo, 19 de setembro de 2010

Mexilhões x pé de vento - diário da Estrela


Vou contar pra vocês os melhores momentos da minha última expedição de sete dias, pro paraíso tropical de Arraial do Cabo. Se as aventuras de um humilde canoeiro a bordo do mais simples dos veleiros, pode interessar-lhes, leiam.
Velejei, um, dois, três dias consecutivos, mais de cinco horas por dia, entre a ilha de Cabo Frio e o continente. Isso com vento médio de SE e swell avantajado de NE. A “Estrela d’Alva” parecia uma grande e nervosa prancha de surf debaixo dos meus pés. Ficava brincando de me aproximar orçando dos baixios. Jogo perigoso, amigos. As ondas cresciam repentinamente de tamanho produzindo aquele ruído ensurdecedor de arrebentação, que faz os pelos do corpo da gente se eriçarem todos à uma. Sobrevivemos no entanto à ousadia, eu e minha inseparável “Estrela d’Alva”, com o sangue inflamado de adrenalina. A mais saudável das drogas deste mundo de deus e do diabo, metade pra cada um. A poderosa adrenalina, amigos, faz a gente sonhar acordado. Faz a gente sorrir infantilmente. Faz a gente relaxar após um longo período de tensão. Faz a gente dormir, mais tarde, o melhor sono do mundo.

 foto - Simone Albuquerque

ADRENALINA
A adrenalina ou epinefrina é um hormônio, derivado da modificação de um aminoácido aromático, secretado pelas glândulas supra-renais. Em momentos de "stress", as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros.
Quando lançada na corrente sanguínea, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo, a adrenalina aumenta a...
continua em:

Quer um bom conselho amigo velejador? Troque de vício, se infelizmente você tiver algum. Troque o álcool ou o cigarro ou a maconha ou a cocaína pela poderosa adrenalina. Vai por mim! Medo de morrer afogado na MAR? Tenha medo não. Netuna detesta matar velejador. Porque? Porque o barco à vela é o brinco da MAR. Isso mesmo, brinco, adorno, jóia, enfeite. O barco à vela é o mais belo enfeite da divina MAR. Uma enseada de MAR sem barco à vela, é uma bela mulher com o pescoço, os dedos, o umbigo, os pulsos e as orelhas nuas. Não deixa de ser bonito mas... Ih, a "Estrela d'Alva" é o brinco predileto da Costa do Sol. É o que ela mais usa. 112 dias só este ano. Ligados?


-         Cruzei em Arraial do Cabo com os dois únicos barcos à vela inventados ( LowTech ) de Cabo Frio: a canoa havaiana a remo, à vela e agora também a motor!!! do Hugo Sanches e a canoa à vela e a remo do Paulo Paes. E foi em companhia deste último + do seu filho Pedro + do Pedrinho dos Caiaques, que vem liderando a classe dingue na Copa Pé de Vento, que saboreei um dos mais deliciosos jantares da minha vida, à beira da praia dos Anjos. Curiosos pra conhecer o cardápio? Mexilhões, amigo velejador. Gosta? Só mexilhões dos grandes. Grandes e carnudos. Carnudos e suculentos. Suculentos e frescos. Grandes, carnudos, suculentos e recém colhidos numa das esculturas subaquáticas do Paulo Paes, que é artista multimídia e velejador apaixonado, pela mesma mulher que todos nós amamos. A divina MAR. Saboreamos com indizível prazer aqueles deliciosos mexilhões, cozidos sem água, sem sal, sem alho, sem cebola, sem tempero algum e no entanto deliciosos. Obrigado pelo convite PP. Obrigado pela invenção do saboroso mexilhão sábia e gentil mamãe Natureza. Já percebeu, amigo velejador, que o mexilhão é parecido na forma, no cheiro, no gosto e eventualmente na cor com a.... com uma... não, não, nada não. O assunto é agradável, mas não é assunto que se comente abertamente numa newsletter. Passemos adiante.


Escapei por pouco da fúria não anunciada, nem pela buoyweather.com, nem por windguru.com, nem pelo CPTEC, do irado Éolo que entrou rachando em Arraial do Cabo, por volta das dez horas de domingo, dia 3/8/2008. Sabem o que buoyweather.com previu para aquele dia de manhã? Não? Minutinho que vou copiar do meu celular: 3/8 – Verd - WNW  5 to 7 / NE 5 at 8. Normalmente buoyweather.com erra pra mais, desta feita errou pra muito menos e eu, mais minha querida “Estrela d’Alva”, que vínhamos voltando pra Cabo Frio, com a bela vela grande da Cognac Velas toda em cima, quase dançamos.
Sabem o que na realidade rolou? Um pequeno tufão vindo de SW com violentos 25 nós de força e rajadas de mais de 30 nós.  Meu amigo e colaborador Evandro Lopes que estava velejando de windsurf na lagoa de Araruama confirmou.  O canoeiro Serjão do “Atalho” de Cabo Frio confirmou.
Deixo aqui um grande abraço pro Bagú do “Farol do Atlântico” de Arraial do Cabo, com meu muito obrigado pela força.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

"Volta ao mundo em solitário" de Aleixo Belov - newsletter nº 15/2008

link da imagem

Muito bom dia, amigo leitor!

- Gosta de citações e máximas? Mais do que eu? Não acredito! Bem, aqui vão, para o seu deleite, 25 (vinte e cinco) extratos prediletos do livro em que Aleixo Belov , conta sua viagem de circunavegação do planeta Terra em 1980/81, alguns deles comentados livremente por mim.

1 - O vento urrava lá fora e o MAR estava virado no cão

2 – Sozinho no MAR, posso sentir tudo, menos solidão.

Ocorre algo semelhante comigo. Velejar sozinho na MAR, equivale a andar em companhia de todas as pessoas que você mais ama. Elas embarcam todas nos seus pensamentos, sonhos e fantasias, quer você queira quer não.

3 – Os dias vão passando e eu envolto em sonhos.

4 – Que beleza é dormir.

E o melhor sono deste mundo, se dorme na cama simples e estreita de um veleiro ancorado numa enseada tranqüila.
5 – Aqui o amor é livre.

Quando o Aleixo Belov deu sua primeira volta ao mundo em solitário o amor ainda era livre. Sorte dele... Saiu colecionando namoradas por todos os lugares por onde passou. Um amor em cada porto, especialidade de marujo. Logo depois surgiu o fantasma da maldita AIDS e o amor nunca mais foi livre, como no princípio dos anos 80. O amor voltou a ser prisioneiro do maldito casório, ou desses namoros assíduos, que só não são piores, que o famigerado casório. Queria ser um cascudo pirata dos mares do sul, só pra incendiar e botar no fundo o barco de quem inventou duas coisas terríveis: o detestável trabalho e o maldito casório. Não fosse isso viver poderia se resumir em velejar e amar. E melhor que tudo, no mundo, velejar amando ou amar velejando. Que tal?

6 – Tudo é mistério. Sozinho no meio do mar, boiando sem vento nem visibilidade.

Boiar na MAR à noite, em plena calmaria e envolto em denso nevoeiro, é o nec plus ultra do mistério na Terra. Mistério que pode resultar em tragédia a qualquer momento.

7 – No barco me sinto livre e às vezes dá vontade de navegar sem parar, sem voltar a terra, numa fuga total e definitiva.

Sinto a mesma vontade. Queria ter um barco à vela indestrutível e com autonomia infinita. Um veleiro que equivalesse ao “Nautilus” do capitão Nemo.

8 – No mar, as eternas preocupações, ora calmaria, ora vento demais.

9 – Além da minha viagem de barco, faço uma viagem paralela em outro mundo, através dos livros e outras tantas através dos sonhos e pensamentos.

Ler na MAR é uma festa. Qualquer tipo de livro. Mas acho que ler na MAR, livros que falem da MAR é ainda mais excitante. Acabei de fazer isso com “A VOLTA AO MUNDO EM SOLITÁRIO” de Aleixo Belov e minha pequenina expedição de sete dias na COSTA DO SOL, ganhou uma amplitude sem precedentes... Foi... Foi potencializada, digamos assim. Se é que compreendem o que quero dizer.

10 – A calmaria mina o moral de qualquer navegador.

É porque ainda não foi escrita a filosofia da calmaria, mestre Belov.

11 – Dias e dias sozinho a contemplar o horizonte.

A linha do horizonte está para o velejador solitário, assim como a flauta do faquir está para a venenosa cobra Nadja.

12 – Sentia-me novo, começara a minha viagem de fantasia.

Viagem de fantasia. Viagem de fantasia porque circunavegar o planeta Terra é, suponho um carnaval de emoções.

13 – Quando passo mais de dez dias no MAR começo a sentir uma sensação muito especial. Uma espécie de transcendência, com uma paz interior muito grande. Começo então a ver o mundo com clareza.

14 – O MAR exerce uma atração muito grande sobre mim.

15 – Pescávamos todos os dias, saindo às 5 horas da manhã, numa canoa à vela.

Viram? O grande Aleixo Belov também já teve a sua canoa à vela! Quem já teve sua canoa à vela, passa a pertencer automaticamente ao MOLOTEVE. Movimento LowTech da Vela em Cabo Frio.

16 – A intenção era dar a volta ao mundo, em solitário, a bordo de um barco à vela de bandeira brasileira.
17 – É bom a gente ver outro veleiro em pleno mar.

Eu adoro. É semelhante a encontrar um amigo no meio da multidão anônima. Um dos meus maiores prazeres velejando é ver outros veleiros velejar. Com a vantagem que a gente sempre aprende alguma coisa nova, observando um outro veleiro velejar. Só não gosto, quando o velejador se aproxima da “Estrela d’Alva”, com a secreta intenção de provar, que o veleiro dele, comprado pronto no supermercado da esquina, é mais rápido do que o meu, inventado no “fundo do quintal”, com a ajuda dos “moleques da minha rua”.

18 – Quem sofre do coração não deve consultar o barômetro.

Quem sofre do coração não deve enfrentar a MAR. A MAR é boa, pra quem tem coração feito de cabo de poliéster pré-estirado, fabricado na Cordoaria São Leopoldo.

19 – Assim estou eu vivendo em companhia da minha plantinha e dos meus peixinhos, do sol, do MAR, do vento e das ondas, dos meus sonhos.

20 – Me seguro com toda força nos estais e vejo com que bravura o barco se defende das ondas e segue em frente. De repente sinto-me um super-homem montado neste cavalo mágico.

21 – Desenvolvi os meus raciocínios e mesmo me surgiram uma série de idéias novas.

Natural, um veleiro velejando em solitário é uma não-máquina-de-pensar, não confundir com uma máquina-de-não-pensar, essa todos sabem, é o automóvel!

22 – O “Três Marias” parece mais um enorme pássaro, de asas abertas, que sobrevoa o oceano. E eu montado nesta maravilha, me sinto livre, sinto o mundo ao meu alcance, sinto-me um cidadão do universo.

23 – As ondas cresceram tanto que pareciam mais bichos de boca aberta, tentando engolir o barco.

24 – Para ser completamente livre, precisa-se ser completamente só.

link da imagem

25 – O melhor da vida, a beleza da natureza, é grátis.

LIVROS PUBLICADOS POR ALEIXO BELOV
A Volta ao Mundo em Solitário
Relata sobre a primeira volta ao mundo, 327 páginas.
Em Busca do Oriente
Relata a primeira parte da segunda volta ao mundo, trecho de Salvador até a Índia, 314 páginas.
Em Busca das Raizes
Relata a segunda  parte da segunda volta ao mundo, trecho entre a Índia e  a União Soviética, 196 páginas.
A Caminho de Casa
Relata  a terceira parte da segunda volta ao mundo, trecho entre a União Soviética e Salvador, 172 páginas.
Terceira Volta ao Mundo do Veleiro Três Marias
Relata a terceira volta ao mundo, 392 páginas.
Observação: os livros podem ser encontrados na Edições Marítimas, rua Teófilo Otoni, Rio de janeiro, telefone: (021) 2233-3275/3025.
http://www.aleixobelov.com.br/

Extrato da newsletter n° 15 de 29 de julho de 2008 – projeto Estrela d’Alva.

domingo, 12 de setembro de 2010

Aleixo Belov - velejador solitário



Após termos falado de Alain Colas, Eric Tabarly, Bernard Moitessier, Joshua Slocum, Howard Blackburn, Vito Dumas, Fred Rebell, Julio Villar, Donald Crowhurst, Alain Gerbault, Francis Chichester, todos “gringos”, vamos falar do primeiro brasileiro a dar uma volta ao mundo em solitário a bordo de um veleiro, Aleixo Belov.

Aleixo Belov começou sua vida de "marujo" pescando em Salvador, a bordo de uma humilde canoa à vela. Mais tarde mergulhando ao longo dos recifes, ouviu o chamado da divina MAR:



“Chamam por mim as águas,

Chamam por mim os mares,
Chamam por mim, levantando uma voz corpórea, os longes,
As épocas marítimas todas sentidas no passado, a chamar.”



Fernando Pessoa/Álvaro de Campos 



Aleixo Belov construiu o veleiro “Três Marias” no fundo do quintal de sua casa, com a ajuda de um único carpinteiro naval, o habilidoso Gildo.



Aleixo Belov deu a volta ao mundo em solitário guiando-se exclusivamente pelos astros e por um rudimentar radio-goniômetro. Imaginem amigos, o drama de se atravessar, por exemplo, o famigerado estreito de Torres, sem radar ou gps. Tiro meu chapelão de palha pra você mestre Belov.




O Estreito de Torres une o MAR de Coral, no leste, ao MAR de Arafura, ao golfo de Carpentária e ao MAR de Timor, a oeste, todos pertencentes ao Oceano Pacífico. Tem cerca de 150 km de largura e 48.000 km2 de área total. É muito raso, e um labirinto de recifes e ilhas o torna muito difícil de navegar.





Aleixo Belov sofreu um acidente que poderia ter sido fatal, quando uma das catracas do seu veleiro "Três Marias" quebrou, arremessando-lhe uma peça no queixo. Porque mestre Belov não instalou uma catraca mais potente, mais resistente no seu veleiro. Por falta de recursos financeiros. Entenda-se por falta de patrocínio.



Aleixo Belov dedicou sua volta ao mundo aos jovens brasileiros.



Aleixo Belov teve a imensa coragem de realizar a travessia Bali-Cape Town em plena temporada dos ciclones.



Depois da primeira, realizada em 1980/81, Aleixo Belov já completou mais duas voltas ao mundo e atualmente prepara-se para a quarta.



Curiosos pra saber ainda mais sobre o audaz Aleixo Belov? Pois leiam:



Depois de uma viagem de 18 meses na MAR, Aleixo Belov é o primeiro brasileiro a dar três voltas ao mundo a bordo de um veleiro. Barco construído por ele próprio no quintal de casa e batizado de Três Marias. Nessa entrevista ao iBahia, o engenheiro que ficou conhecido como Velejador Solitário fala das aventuras, dos sonhos, próximos planos e de como descobriu, na Bahia, a paixão pela MAR.



iBahia - Retornando de sua terceira volta ao mundo, quais são os seus novos planos?


Aleixo Belov - Acabei de chegar a Salvador, então é hora de reassumir o trabalho, a família, a engenharia. Estou com o pensamento leve, depois de dezoito meses na MAR. Então chego para trabalhar. Fico envolvido com essas coisas, até que chega um momento, que vem um verme e me rói o juízo, dizendo que é hora de voltar para a MAR... a vontade chega sem aviso, sem pedir licença, de repente, e então eu não consigo mais me segurar e tenho que navegar.


iBahia - Mas, depois da trilogia Em Busca do Oriente, Em Busca das Raízes e A Caminho de Casa, e ainda do livro de estréia, A Volta ao Mundo em Solitário, existem planos para uma próxima publicação?


Aleixo Belov - Sim, claro. Fiz muitas anotações durante essa última volta ao mundo, tenho muito material guardado, coletei muitos dados em toda a viagem, registrei as belezas, o pensamento dos povos, e devo publicar um novo livro com essas coisas. E do mesmo jeito que a cada viagem eu aprendo um pouco mais de navegação, aprendo a me tornar um escritor um pouco melhor também...


iBahia - E dessa última viagem, o que tem de mais interessante para contar?


Aleixo Belov - Me surpreendi muito de ter voltado à Polinésia Francesa e ver que não sofreu tantas mudanças da década de 80 para cá, quando estive pela primeira vez. Ao contrário de outros lugares, que estão socialmente degradados pela interferência humana, pela poluição, a Polinésia é um lugar onde a beleza e a natureza foram preservadas. Mas, por outro lado, os costumes mudaram muito. A globalização fez com que as pessoas passem a invejar a... continua em link do texto completo.

Site oficial do Aleixo Belov
http://www.aleixobelov.com.br/




Extrato da newsletter n° 15 de 29 de julho de 2008 – projeto Estrela d’Alva.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

o tope da valuma na rajada - comentário de post



“Se o tecido é mais pesado e o desempenho melhorou, então a combinação de corte e tecido resultou numa vela mais "inteligente", que abre o tope da valuma na rajada (ou coisa parecida)."

Abraço, Luiz

Sex, 23 de Mai de 2008 5:01 am – post – 55868 do grupo altomar

Salve Luiz,

Imagino que tenha razão, quanto a mim, fiquei muito surpreso com o resultado. E você não sabe da maior. Na volta de Arraial do Cabo , sábado passado, pude vir sentado confortavelmente no fundo da canoa, com grande e buja n° 1 em cima, apesar do vento e MAR de través. Detalhe, a “Estrela d’Alva” tem apenas 1.30 m de boca máxima e um mastro de 6,90 m. Mas isso não é tudo. Quando ia me aproximando da ponta da Lajinha senti fome e aquartelei pra rangar e, pasme Luiz, a canoa ficou imóvel e aprumada. Com a vela antiga ela adernava pra sotavento e balançava indócil. Parabéns e mais uma vez obrigado à Cognac Arnaldo Velas.

Bons ventos

Fernando Costa

Extrato da Newsletter n° 11 de 1° de junho de 2008 - Projeto "Estrela d'Alva"

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

canoas à vela - forum de debates na net



Salve colega velejador!

Andei pesquisando no arquivo de mensagens dos grupos Altomar e Hisse et Oh! sôbre o tema “canoa à vela” e selecionei dois extratos de mensagens, que transcrevo aqui a título de curiosidade:

Hisse-et-oh

“ Um colega meu parou de fumar e decidiu empregar o dinheiro economizado na construção de uma canoa à vela e a remo, de quatro metros de comprimento, na sua sala de jantar. Imaginem o prazer que ele passou a desfrutar remando e respirando ar puro. Agora adivinhem o nome da canoa. Quem falou “Guimba” acertou.”

Fanch-c - 06-11-2005

meu comentário: - Detesto modas e modismos, mas adoraria que esta aí pegasse. Parar de fumar e com o dinheiro economizado construir uma canoa à vela e à remo.

Altomar
“No dia seguinte continuamos ( viagem ) para a ilha Lembongam entre Lombok e Bali. Na saída da baía cruzamos com  dezenas de canoas de pesca, com velas latinas coloridas...”
( diário de bordo do veleiro “Triton” que realizou uma memorável volta ao mundo entre 2000 e 2005.)

Ricardo Amatucci/Frans Prijkel – 4-5-2004

meu comentário: Muito interessante esse diário de bordo do veleiro “Triton” do Frans Prijkel. Lendo-o cheguei mais uma vez à conclusão que uma volta ao mundo a bordo de um veleiro, é uma das maiores aventuras possíveis no planeta TERRA.

Extrato da newsletter n° 5 de 5 de março de 2008 - projeto Estrela d'Alva
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