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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Remando pra variar, a favor da maré – quintilhas da Estrela 5

foto original - Henrique Souza

EM BRASILEIRO



Não sei vocês já perceberam, mas após um ano inteiro no seco, que absurdo!

Eu e minha querida “Estrela d’Alva” voltamos pra dentro d’água.

Quando isso? Nos últimos dois dias de 2010...

 Mas ontem, ontem fizemos algo de realmente novo eu e minha querida Estrela.

Remamos a favor da maré. Delícia! diria o Zeca.








sábado, 4 de dezembro de 2010

Snipe altamente técnico - newsletter nº 2/2009



- Salve amigas e amigos velejadores!
- Aqui quem lhes fala é o canoeiro-solitário da Costa do Sol.
- Lembram-se de mim?
- Meu nome é Fernando Costa e meu inseparável veleirinho-artesanal-manufaturado-interativo-mutante-primitivo-sofisticado é a humilde-cascuda
canoa-alada "Estrela d'Alva".
- Casco de madeira e compensado naval. Mastro em alumínio-reciclado-de 470. "Asas" em Prolan feitas sob medida pela Cognac Velas. Talvez o único cutter-bermudiano-de-fortuna ativo neste paradisíaco pedaço verde-esmeralda de MAR.
- E aí?
- Já ouviu falar de mim?
- Já prezado velejador?
-  Acha que temos algo em comum, além do fato de nos utilizarmos da mais sutil forma de energia, para deslizarmos sobre as águas?
- Hein?
-  Não?
-  Sim?
-  Engano seu!
- Porque enquanto você se limita a velejar em volta das famosas três bóias, a bordo do seu Snipe altamente técnico, em companhia de seu fiel proeiro, meu prazer é "velejar por velejar", em solitário, a bordo de uma canoa recalcitrante contra qualquer estatuto.
- Tá ligado na minha liberdade sem fronteiras?
- Aposto que não.



- Pois saiba que "velejar por velejar" é como pensar... Você vai onde quiser e ninguém tem nada com isso. Aliás ninguém fica nem sabendo onde você foi. Só você mesmo sabe onde você foi, quando foi, como foi, o que viu, o que sentiu, o que pensou enfim . Às vezes... Creio que não vai entender isto. Mas as vezes "velejando por velejar" nem você mesmo sabe onde foi...
- Porque?
- Porque a liberdade é alucinógena.
- Gosta de liberdade não?
- Prefere o promíscuo-condomínio-conjugado à casinha solteira no meio da mata?
- Prefere amargar um engarrafamento na ponte Rio-Niteroi a cruzar o inóspito deserto de Atacama a toda brida?
- Prefere velejar na lagoinha rasa e calminha de sempre à aventura
 de afrontar a MAR revolta ?
- Despreza a quitandinha do agricultor em prol do super-mercado-básico-de-sempre?
-  Gosta mais de ser funcionário público que profissional liberal?
- Dá mais valor à esposa balofa, lerda e costumeira do que à
namoradinha esguia, arisca e efêmera?
-  Prefere contemplar o teto branco do seu claustrofóbico apartamento, em vez do céu super estrelado das noites dormidas ao relento, sobre
o convés de um veleiro rústico?
-  Prefere amargar insônias ao som do funk tocado alto no bar da esquina, ao deleitoso sono embalado pela eterna orquestra oceânica?
- Prefere olhar deprimido pros fios de alta-tensão da rede elétrica citadina, do que hipnotizado pra linha enfeitiçante do horizonte marítimo?
- Dispensa suco de laranja naturalmente doce, em prol da famigerada cola-cola. Esse açucarado xarope vagabundo?
- Feita de quê? Alguém sabe coca-cola, é feita de quê?
- Gosta de cheirar fumaça quente de óleo diesel em vez do ar
 puro e fresco dos oceanos?
- Gosta de comer um insosso filé de merluza descongelado, em vez de um delicioso xerelete recém pescado e frito por você mesmo?
- Prefere enfim os veleiros fabricados em série aos artesanais?
- Todos iguaizinhos?
- Saídos da mesma forma?
- Sem nenhum direito às licenças poéticas?
- Escravos obedientes às rigorosas regras da Isaf?
- É brother, enquanto você faz das tripas coração, como diria minha avó Balbina, pra cruzar a linha de chegada de uma regata qualquer, um décimo de segundo à frente dos demais concorrentes e ganhar uma medalhinha de falso-ouro a mais, meu prazer é circunavegar uma das vinte ilhas que se estendem entre Arraial do Cabo e Rio das Ostras uma vez mais antes de morrer. É doce morrer na MAR... Nas águas verdes da MAR... Espero que seja mesmo. 
- Conhece alguma além da dos Papagaios?
- Hein?
- Fala a verdade, que mentir é feio.
- Conhece alguma ilha, além da ilha dos Papagaios, a mais próxima de Cabo Frio?
- Eu conheço todas de passar bem perto.
- De tirar fino nas pedras. De raser les cailloux como dizem os franceses.
- Posso apresentá-las a você?
- Quer?
- Se quiser é só falar.
- A única coisa que temos em comum, colega velejador, é mesmo o fato de nos utilizarmos da mais sutil forma de energia, do combalido planeta Terra, para deslizarmos sobre as águas.
- Só isso.

 
foto - Henrique Souza

- Ué, mas isso já é uma grande coisa e um ótimo começo.
- Num mundo infernizado por zilhões de veículos poluentes a motor, cruzar com um barco à vela é uma benção.
- Dá cá a mão! Selemos nossa única semelhança com um aperto de mão, que só nós velejadores sabemos dar. Firme, honesto e otimista. Corra quantas regatas quiser com seu Snipe altamente técnico que eu continuarei a circunavegar as belas-ilhas-selvagens-da-Costa-do-Sol a bordo da minha canoinha marginal e irregular, até que Netuna dê cabo de mim. Se servir de consolo a "Estrela d'Alva" vista de longe parece um olímpico "470". Parece mas não é! É bem mais lenta e livre. Mais livre do que lenta. Melhor ser lenta e livre que ligeira e escrava. Há algum prazer em correr pra lá e pra cá, dentro da jaula infecta de um zoológico qualquer? Há? Fala a verdade, que mentir é feio. Há? Prazer, prazer de verdade há em partir por aí à fora livre, leve, solto e com todas as velas ao vento...
Vento que balança as palhas do coqueiro
Vento que encrespa as ondas da MAR
Vento que assanha os cabelos da morena
Me trás notícia de lá

Fernando Mendes

Extrato da newsletter nº 2 de 5/6/2009. – Projeto “Estrela d’Alva”.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Copa Pé de Vento - Newsletter 19/2008

foto: Ulisses Ferreira

"Estrela d'Alva" envergando a vela grande em prolan, desenhada pela Cognac Velas

A Copa Pé de Vento, bela invenção do nosso amigo-velejador César Trindade é, na minha humilde opinião, junto com a imperdível Regata de Barcos Clássicos de Búzios, mais a UFRJ - Cabo Frio, os três eventos mais interessantes, ligados à vela, criados nos últimos cinco anos, na paradisíaca Costa do Sol/Região dos Lagos.
A regata de veleiros clássicos, será perfeita quando atrair um mínimo de 300 veleiros vindos de todos os estados costeiros do Brasil, mais outro tanto do exterior.
- Ué?
- Qual o problema? Posso sonhar alto não?
- Desde quando existe imposto sobre o sonho.
- O sonho é livre amigos. Talvez seja o única coisa verdadeiramente livre desde que o mundo é mundo.
E a copa Pé de Vento será perfeita quando realizar cada uma de suas etapas numa raia de vento diferente, da paradisíaca Costa do Sol/Região dos Lagos. Sugiro:

1 - Enseada da praia do Foguete em Cabo Frio
2 - Enseada da praia do Forte em Cabo Frio
3 - Enseada da praia Brava em Cabo Frio
4 - O largo e belo braço de MAR compreendido entre a praia do Peró e a ilha Comprida em Cabo Frio
5 - Enseada da Prainha, em Arraial do Cabo
6 - Enseada da praia do Forno, em Arraial do Cabo
7 - Enseada da praia dos Anjos, em Arraial do Cabo
8 - Largo canal existente entre a ilha de Cabo Frio e o continente, em Arraial do Cabo
9 - Enseada da praia dos Tucuns em Búzios
10 - Enseada da praia de Geribá em Búzios
11 - Enseada da praia da Ferradura em Búzios
12 - Enseada da praia do Canto/Ossos em Búzios
13 - Enseada da praia de Manguinhos em Búzios
14 - Largo canal existente entre o ilha e a praia Rasa em Búzios

Porque limitar-se à enlameada, rasa e poluída lagoinha das Palmeiras, quando se tem um patrimônio tão vasto e belo quanto este que acabo de enumerar? Hein?
Mas foi durante a oitava etapa da Copa Pé de Vento, ainda na lagoa das Palmeiras, que eu escolhi para navegar, pela primeira vez, com as três velas novas e feitas sob medida, pelo generoso Arnaldo "Cognac Velas" Andrade, para a "Estrela d'Alva", que recebeu elogios de muitos.
Por mais que eu compartilhe com mestre Ney Shindo, sua sábia filosofia da reciclagem, não posso negar o raro prazer de velejar a "Estrela d'Alva" de coração novo. De coração e crista novos e mais linda e ágil que nunca. Na verdade só pude envergar as três velas: mestra, bujarrona e buja, na véspera da regata, mas já no local da Copa Pé de Vento, por causa dos ventos fortes que sopraram de NE no domingo, mas isto é detalhe. Corri festivamente a regata, em companhia do Evandro Lopes, mas devo confessar que partilhei minha concubina "Estrela d'Alva" com o Ney Shindo antes do início da regata. E a julgar pelos seus sorrisos, todos dois se foram plenamente satisfeitos. Se não desse azar trocar nome de barco eu rebatizaria a "Estrela d'Alva" de "Amélia".

"Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado"
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade

Ataulfo Alves e Mário Lago

"Estrela d'Alva" não tinha a menor vaidade.
"Estrela d'Alva" é que era a bat-vela de verdade!

Grande abraço amigos Arnaldo, Aguavel*, Ney Shindo e César Pé de Vento
 
 foto - César Trindade

Extrato da newsletter nº 19 de 2 de novembro de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"


domingo, 12 de setembro de 2010

O caos! O inferno! O Armagedon! - queijo sem vinho

Querida "Estrela d'Alva"

As más línguas dos meus detratores disseram que eu te abandonei. Elas tem em parte razão. Só em parte. Porque passei os últimos 10 meses afastado de você, mas sem esquecer um só minuto de você. Saiba que esse longo período que passei em terra, foi desagradável. Muito desagradável. - Porque? Ora porque... Porque a cidade que os homens construíram é péssima pra se viver nela. Defeitos mil, virtudes zero. Leia.
- Calor excessivo dentro desses caixotes de cimento, que chamamos de casa, quando deveríamos chamá-los de forno micro-ondas.
- Barulho de gente falando sem parar, de motores explodindo, de sub-música tocando alto em toda parte.
- Perigo de acidente de trânsito, de incêndio, de desabamento, de inundação, de sequestro, de roubo à mão armada, do diabo.
- Poluição.
- Lixo.
- Mau cheiro.
- Excesso de luzes à noite.
- Impossibilidade de se apreciar a paisagem, por acúmulo de escombros plantados diante dos nossos olhos atônitos e tristes.
Em suma, o caos! O inferno! O Armagedon!
Morrendo de saudades do tempo que a gente navegava juntos ao longo da bela e selvagem Costa do Sol.
Acabo de tomar uma decisão importante e quero que você seja a primeira a saber. Semana que vem, estaremos de volta ao nosso-amigo-elemento-líquido, de onde nunca deveríamos ter saído. Um pouquinho mais de paciência e em breve, muito em breve envergaremos de novo suas belas velas brancas, full-batten, radiais, brilhantes e sem número, inesquecível presente de mestre Arnaldo da Cognac Velas
Vento em popa, tudo em cima e viva a aventura de velejar por velejar.

Abraços

Fernando Costa, seu amante e companheiro e jamais marido, que o casamento é um equívoco ainda maior que a cidade moderna.

PS.: - Apesar do sofrimento, o longo período que passei em terra não foi de todo improfícuo. Estudei arquitetura naval com mestre C. R.. Desenhei e construí nosso filho "Alegria 1". E por fim ativei este blog, pra contar nossas pequenas-grandes aventuras ao mundo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Nãããooooo!!!!! Macacos me mordam!

Bom dia prezados visitantes!

Li, reli e voltei a ler o interessante relato que nosso amigo Airton Aragão fez do traslado do seu recém-adquirido catamarã "Chaposo", de São Luiz do Maranhão, até Fortaleza do Ceará . Ô terra boa! "Terra dos únicos brasileiros que sabem velejar". Como de hábito, sublinhei meus extratos favoritos, dentre os quais escolhi cinco pra comentar com vocês.

1 - Depois de muito tempo procurando um barco adequado a minhas atividades no Ceará, (velejadas na enseada do Mucuripe, pescarias em mar aberto e pequenas travessias costeiras) localizei, no Maranhão, um catamaran de 23 pés (7 metros), com uma pequena cabine central, que estava à venda no estaleiro que o tinha construído em 2003. 

Parabéns pela bela aquisição, amigo Airton. Sem querer lhe agradar, simpatizei à primeira vista com o "Chaposo". Curiosamente eu gosto mais de monocascos que de cata ou trimarãs. Mas do seu catamarã eu gostei. - Porque? Não me pergunte, que sinceramente não sei. Consegue saber porque simpatiza com algumas pessoas e com outras não? O que eu sei, com certeza, é que adoraria ir até Fortaleza, só pra dar uma boa velejada a bordo do "Chaposo". Veleiro pra mim é que nem mulher, só sei se gosto de verdade depois de... Cála-te boca! Passei minhas férias de 2008 em Natal. Pena que naquela época você ainda não possuia o "Chaposo".

2 - Fechado o negócio, encomendei, à veleria BateVento, para a travessia, um enxoval de verão com duas velas novas, menores que as que vieram com o barco.

Este "morceau" como dizem os franceses, soa como música aos ouvidos dos meus olhos sempre atentos:
"um enxoval de verão com duas velas novas". Lembra-me o momento mágico em que nosso amigo Arnaldo da Cognac Velas presenteou-me com as velas novas da "Estrela d'Alva". A coitadinha que até então só envergava vela recauchutada e barriguda, transformou-se num piscar de olhos, de Gata Borralheira em Cinderela. Mais um vez obrigado mestre Arnaldo. Três velas novas e feitas sob medida pra um veleirinho que a gente ama do fundo do coração, jamais se esquece. Uma delas, a buja do gurupés, fez a dona da "Aylê" suspirar e encontra-se em exposição junto com o "Alegria".

3 - Quando consegui contato com o estaleiro, no Maranhão, soube que o barco havia arribado para a foz do Rio Preguiça, em Barreirinhas, com o mastro quebrado, culpa de uma cupilha arrebentada.

Nããããoooo!!!!! Macacos me mordam. Saber que o mastro de um veleiro quebrou, causa-me uma dor aguda no coração. É por essa e outras, que digo a vocês, que não tenho medo da MAR, mas dos erros que nós marujos cometemos na MAR ou pouco antes de afrontá-la. Como?! Perder um precioso mastro por causa de uma mísera cupilha! Isto me lembra que mes passado, uma das manilhas que sustentava o estai de BE da "Estrela d'Alva", comprada numa certa loja da Marina da Glória, no Rio de Janeiro, se partiu com... não, agora não, depois lhes conto essa estória.

4 - O barco mostrou todas as suas qualidades de rapidez, conforto e estabilidade. Nesse dia, atingimos, segundo o GPS, o pico de 18 nós.

Uauuuauuu! 18 nós! Tudo isso amigo Airton? 18 nós?!! Tem certeza? Sim? Parabéns! Como diria minha avó Balbina, não se trata de um barco à vela, mas de um avião a motor, com o perdão da palavra motor. Então... Então o conserto do mastro foi bem feito? Dos males o menor!

5 - Faltando uns 500 metros para o local de ancoragem, em frente a meu apartamento em Fortaleza, a ferragem do leme de bombordo rompeu-se com um estalo (solda original mau feita).

Preocupante isso amigo Airton. Sugiro que você mande verificar todas as outras soldas.

6 - Meu entusiasmo pelo cat aumentou muito. Velocidade, conforto, segurança, praticidade, possibilidade de navegar em águas rasas e chegar até a praia, são características excelentes desse tipo de barco. O conforto de não navegar adernado faz com que o cansaço da viagem seja mínimo, atenuado, também, pelo fato de se poder circular pelo barco numa posição “mais normal”.

Ouço a mensagem, mas não sinto a fé. Continuo a gostar mais dos monocascos. Mas quem sabe um dia não troco a "Estrela" por um Hobie Cat. Houve tempo em que eu nem podia ouvir falar que uma pessoa comia peixe cru, que sentia ânsias de vômito, hoje, quando tenho um bom motivo pra comemorar, é num restaurante japonês que comemoro e jamais numa churrascaria. Farei uma excessão amanhã, celebrando o nascimento do "Alegria" na "churrascaria da Passagem".

7 - Fiquei encantado com a possibilidade que o formato da costa cearense (côncava ou convexa ?) dá, de podermos velejar sempre próximos à praia, principalmente num barco de baixo calado. Isso permite que se façam pequenos trechos a cada dia e se escolha uma simpática cidadezinha onde passar a noite ou um fim de semana, numa pousada, se for o caso.

Salivando aqui só de pensar nesses deliciosos e providenciais alíseos, com os quais a mãe natureza brindou o Nordeste, terra dos únicos brasileiros que sabem de fato velejar, com certeza por causa da assiduidade dos alíseos.

Prometi comentar cinco extratos, comentei sete.



Bem, como não preciso desejar-lhe bons ventos, amigo Airton, desejo-lhe boas velejadas a bordo do seu simpático "Chaposo"!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

o tope da valuma na rajada - comentário de post



“Se o tecido é mais pesado e o desempenho melhorou, então a combinação de corte e tecido resultou numa vela mais "inteligente", que abre o tope da valuma na rajada (ou coisa parecida)."

Abraço, Luiz

Sex, 23 de Mai de 2008 5:01 am – post – 55868 do grupo altomar

Salve Luiz,

Imagino que tenha razão, quanto a mim, fiquei muito surpreso com o resultado. E você não sabe da maior. Na volta de Arraial do Cabo , sábado passado, pude vir sentado confortavelmente no fundo da canoa, com grande e buja n° 1 em cima, apesar do vento e MAR de través. Detalhe, a “Estrela d’Alva” tem apenas 1.30 m de boca máxima e um mastro de 6,90 m. Mas isso não é tudo. Quando ia me aproximando da ponta da Lajinha senti fome e aquartelei pra rangar e, pasme Luiz, a canoa ficou imóvel e aprumada. Com a vela antiga ela adernava pra sotavento e balançava indócil. Parabéns e mais uma vez obrigado à Cognac Arnaldo Velas.

Bons ventos

Fernando Costa

Extrato da Newsletter n° 11 de 1° de junho de 2008 - Projeto "Estrela d'Alva"
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