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domingo, 16 de janeiro de 2011

O negro inventou mil firulas - post reciclado




EM BRASILEIRO


A peça mais importante de um barco a motor é o motor, com o perdão da feia palavra motor. A peça mais importante de um barco à vela é o velejador. Curiosíssimo pra ver quantas maneiras novas de velejar os negros inventarão, quando enfim descobrirem a inteligente VELA. Notaram que o futebol nunca mais foi o mesmo depois que os criativos negros puseram o pé na bola? O branco só conhecia o jogo em linha reta, o negro inventou mil firulas! Entenda-se firulas como figuras de estilo. Se desejarem degustar uma pequenina amostra do vem por aí, observem o "Tobá", eu e o "Azeitona", aqui de Cabo Frio, velejando. O da foto não vale. O da foto é modelo. Tá só posando pra foto. Onde já se viu velejador de verdade segurar num chicote de escota desse jeito? Nunca!

Fernando Costa

Newsletter n° 8 de 17 de abril de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Jogos eletrônicos - alguém a fim de um reciclado aí?




EM BRASILEIRO

Tenho jogado vários jogos eletrônicos da rubrica ação no site www.planete-games.com, com a finalidade de treinar meus reflexos manuais, já que o velejador é um dos esportistas que mais usa as mãos. O resultado é excelente, recomendo.


Comentário em 11/8/2008 – Meu jogo favorito até o presente é Nimian Hunter, mas acho que os que mais trabalham os reflexos necessários a um velejador solitário sejam Missile Game 3D, Shadow of Hamunaptra e Space Explorer. Mas isso é o que eu penso. E vocês? O que é que pensam?


Um abraço a todos e até breve

Fernando Costa

Extrato da Newsletter n° 1/2007 do projeto Estrela d'Alva


domingo, 21 de novembro de 2010

Derek Hatfield no podium - Velux 5 Oceans


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Salve colega velejador regatista!


Já se passaram 35 dias 4 horas e 44 minutos desde que a VELUX 5 OCEANS começou.
Curioso por notíticias dessa incrível regata de volta ao mundo em solitário com escalas?
- Prefere em inglês, francês ou polonês?
- Todos três?
- Porque todos três?
- Curiosidade?
- Seja feita a vossa vontade!
- Só penso nisso na satisfação dos visitantes desse blog.
- Bons ventos e até breve.

Fernando "Estrela d'Alva" "Alegria" da Costa



EM FRANCÊS

« J'ai vécu difficilement les deux premières semaines de la course. Mes enfants me manquaient et j'avais du mal à me motiver. Je découvrais encore le bateau (ndr ; l'ancien 60 pieds de Thierry Dubois lancé en 1999). Mais maintenant, je pense que je le connais bien et je sais ce qu'il faut faire pour le faire aller plus vite lors de la prochaine étape. »
Cette étape n'a pas été de tout repos pour Derek Hatfield. Il a du faire avec de gros soucis de pilote automatique. Il a d'ailleurs expliqué n'avoir jamais dormi à l'intérieur du bateau, préférant se reposer dans le cockpit afin de toujours pouvoir intervenir sur le poste de barre en cas de coup dur.
Mais s'il termine à près d'une semaine d'un vainqueur, il est parvenu à maintenir le Britannique Chris Stanmore-Major hors de portée de la troisième marche du podium. Si le skipper de Spartan l'a menacé jusqu'à revenir à moins de 100 milles lors de cette descente de l'Atlantique depuis La Rochelle, ce n'est que lundi qu'il devrait retrouver la terre ferme pour prendre la 4e place de la course. Il ne restera alors plus qu'un seul concurrent en mer, le Belge Christophe Bullens qui navigue à encore 3000 milles de l'arrivée.
En prenant la 3e place de la première étape de la VELUX 5 OCEANS, Derek Hatfield se voit attribuer 9 points pour le classement général ainsi qu'une
prime de 12000 livres, soit 14000 euros.
Le départ de la 2e étape de la VELUX 5 OCEANS sera donné le 12 décembre du Cap.
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EM INGLÊS

"It's fantastic to be here," Derek said as he stepped onto dry land for the first time in over a month. "All those hard times of the last month are going to disappear pretty quickly now! It's been a good leg though, not my best ever but I am very happy with third. The first two weeks of the race I found very difficult. I really missed the children and I had a hard time getting motivated. I was still getting to know the boat but I think I know her pretty well now and I have some ideas about how to go quicker on the next leg."
Problems with his autopilot meant Derek could never drop his guard at sea, which made it difficult for him to get much-needed rest. Amazingly Derek did not sleep inside his boat once during ocean sprint one - any sleep Derek could get was on deck just in case something went wrong with the boat's steering.
Derek also had to sail hard to defend his position against constant attack from British skipper Chris Stanmore-Major, who at one point was just 100 nautical miles behind in fourth place. After a long battle, Chris is expected to arrive in Cape Town on Monday. For third place Derek is awarded nine points and takes home €12,000 in prize money.
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EM POLONÊS

Dzisiaj o godzinie 14.37 lokalnego czasu RPA (13.37 czasu polskiego) kanadyjski żeglarz Derek Hatfield na swoim jachcie Active House wpłynął do portu w afrykańskim Kapsztadzie. Trzecia lokata na podium to dla 57-letniego, najstarszego w gronie zawodników Hatfielda, spora satysfakcja, choć ma on już na koncie jedno zwycięstwo w tych regatach, w edycji 2002/3 (w klasie trzeciej - Open 40).
Dziś wpływał do portu przy silnym wietrze i dużej fali. W trakcie całego pierwszego, niełatwego dla niego etapu pokonał w sumie 7932 Mm ze średnią prędkością 9.74 węzła. Teoretyczna odległość z La Rochelle we Francji skąd regaty wystartowały 17 października to 7500Mm ale jacht żaglowy to nie statek i płynie tak, jak na to pozwala wiatr, pokonując często o wiele dłuższą trasę niż ta wyznaczona w teorii. Derekowi udało się jednak nie nadłożyć zbytnio drogi.
Po przepłynięciu linii mety na pokładzie dołączyła do niego żona, Patiane Verburgh, podzielająca żeglarską pasję męża i razem dopłynęli do portu przy North Wharf. Wśród tłumu kibiców witających Kanadyjczyka byli też zdobywca pierwszego miejsca w tym etapie Brad Van Liew oraz Zbigniew "Gutek" Gutkowski - to już tradycja tych regat. Amerykanin dopłynął do mety sześć dni temu, Polak cieszy się drugim miejscem od środy.
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"O Hamlet da MAR" - "Deep Water" parte 5 - filme sobre a primeira regata de volta ao mundo em solitário



- Salve velejadoras e velejadores solitários!

- Falemos again, a mando de Madame Sorte, do mais infeliz dos velejadores solitários de todos os tempos e lugares:
- Donald Crowhurst.
- Aquele que blefou jogando contra a toda poderosa MAR.
- Coitado.
- Basta a gente olhar pras enormes vagas do Pacífico Sul, na quinta parte de "Deep Water" pra sentir o drama de Donald Crowhurst, que eu apelidei de
 "O Hamlet da MAR".
- Amigos navegantes, podemos fazer de tudo quando na MAR, menos mentir sobre nossa posição. Na MAR você pode dizer, se tiver certeza, por onde já passou, jamais onde estará amanhã.
- Antes de seguir adiante com meus comentários, gostaria de mostrar-lhes meia-dúzia de extratos favoritos dos posts anteriores, que já publiquei neste blog, a respeito do incauto, do bisonho, do temerário, do inocente Donald Crowhurst.
- Concordam?
- Lá vai!

"Só que algo estranho acontece... O tempo passa e nada de Donald Crowhurst chegar... Dos nove navegantes que partiram, apenas Robin Knox Johnson consegue completar a prova." link-do-texto
"Estou aos 3 mins 16 seg do filme... Vejo uma imagem perturbadora! Loucura isto! O trimarã do Donald Crowhurst visto por ele mesmo, poucos segundos após ter saltado na MAR, com o cronômetro e outros objetos pesados amarrados ao pescoço... Afundando... Afundando, tragado pelo abismo. O que teria pensado Donald Crowhurst durante seus últimos dois minutos de vida, olhando "do fundo do MAR" o casco do seu trimarã boiando na superfície? Isso jamais saberemos e isto é o que mais me intriga neste primeira parte do filme. São 4 h da manhã. Vou tomar um chocolate
quente, já volto."  link-do-texto

Olhando pro rosto sofrido do Simon Crowhurst pensei que mais triste deve ter sido sua vida, após o inconcebível e histórico fiasco protagonizado por seu pai, que o suicídio deste último. Morrer é doce, amigos, principalmente
 se for na MAR. link-do-texto

Vergonha vitalícia que se reflete nas vozes melancólicas de perdedores da viúva e do filho do famoso trapaceiro. Confesso que ouvi-los me deprime. Na situação deles eu jamais comentaria semelhante assunto. link-do-texto 
 
Incapaz de afrontar o Índico e o Pacífico irados, opta pela farça. Mas, antes do epílogo, já sem força mental pra suportar a fantasiosa versão dos fatos, ao contrário de Hamlet, opta pelo suicídio, ultrapassando o próprio Hamlet em dramaticidade.
 
Tem um detalhe que muda tudo, e que eu ignorava. Eu pensava que o Crowhurst era apenas um espertalhão que planejou se dar bem às custas da primeira regata de volta ao mundo, em solitário e sem escala. Na verdade ele entrou numa tremenda sinuca-de-bico. Se ficasse o bicho comia, se corresse o bicho pegava. Optou pela mentira. Mas a mentira, todos sabem, tem pernas curtas, no dizer da minha avó Balbina. link-do-texto
 
Sobre a quinta parte do documentário eu acrescentaria um último comentário. Observei ao longo da minha curta-longa vida neste mundo de Deus e do diabo, que um dos verbos que os macróbios humanos mais conjugam é o verbo mentir.
O pior lugar pra se mentir, amigos, é a bordo de um veleiro, velejado em solitário. Mas se mesmo assim você quiser, precisar, for obrigado a mentir colega velejador, minta sobre o seu passado na MAR e jamais sobre o futuro. O futuro na MAR é mil vezes mais imprevisível que o futuro em Terra.
 
Bons ventos a todas e todos os velejadores solitários do mundo, a começar por Laura Dekker, Jéromine Pasteur, Mike Horn e Michel Desjoyeaux.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Velux 5 Oceans - 2010/2011




Salve amigo velejador

Faltam apenas 32 dias 18 horas 34 minutos para o início da oitava edição da BOC Challenge, aliás "Around Alone", aliás "Velux 5 Oceans", regata de volta ao mundo em solitário com escalas.

Você sabia que Phillippe Jeantot venceu as duas primeiras edições dessa hercúlea regata?

Você sabia que o percurso da Vendée Globle é de 21 600 milhas náuticas e a da Velux 5 Oceans de 30 000 milhas náuticas?


Bernard Stamm, a bordo do seu Cheminées Poujoulat, vencedor da última edição da "Velux 5 Oceans" - link da imagem

Você sabia que a brasileira Izabel Pimentel foi convidada a participar da regata?

Você sabia que entre os velejadores que participaram da última edição da Vendée Globe, apenas um participará da Velux 5 Oceans?

Você sabia que outros dois velejadores, além do Philippe Jeantot, venceram duas vezes a "Velux 5 Oceans"?

Você sabia que esses dois marujos, bi-campeões da "Velux 5 Oceans", são Bernard Stamm e Christophe Auguin?

Não pra todas as respostas? Viu quanta coisa importante você aprendeu num único post do blog da Estrela? Um, dois, três... meia dúzia.

Volte sempre! Ah e não se esqueça de comentar com os amigos, que encontrou um blog dedicado àqueles que amam a divina MAR do fundo do peito.


Bons ventos a todas e todos!

"Volta ao mundo em solitário" de Aleixo Belov - newsletter nº 15/2008

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Muito bom dia, amigo leitor!

- Gosta de citações e máximas? Mais do que eu? Não acredito! Bem, aqui vão, para o seu deleite, 25 (vinte e cinco) extratos prediletos do livro em que Aleixo Belov , conta sua viagem de circunavegação do planeta Terra em 1980/81, alguns deles comentados livremente por mim.

1 - O vento urrava lá fora e o MAR estava virado no cão

2 – Sozinho no MAR, posso sentir tudo, menos solidão.

Ocorre algo semelhante comigo. Velejar sozinho na MAR, equivale a andar em companhia de todas as pessoas que você mais ama. Elas embarcam todas nos seus pensamentos, sonhos e fantasias, quer você queira quer não.

3 – Os dias vão passando e eu envolto em sonhos.

4 – Que beleza é dormir.

E o melhor sono deste mundo, se dorme na cama simples e estreita de um veleiro ancorado numa enseada tranqüila.
5 – Aqui o amor é livre.

Quando o Aleixo Belov deu sua primeira volta ao mundo em solitário o amor ainda era livre. Sorte dele... Saiu colecionando namoradas por todos os lugares por onde passou. Um amor em cada porto, especialidade de marujo. Logo depois surgiu o fantasma da maldita AIDS e o amor nunca mais foi livre, como no princípio dos anos 80. O amor voltou a ser prisioneiro do maldito casório, ou desses namoros assíduos, que só não são piores, que o famigerado casório. Queria ser um cascudo pirata dos mares do sul, só pra incendiar e botar no fundo o barco de quem inventou duas coisas terríveis: o detestável trabalho e o maldito casório. Não fosse isso viver poderia se resumir em velejar e amar. E melhor que tudo, no mundo, velejar amando ou amar velejando. Que tal?

6 – Tudo é mistério. Sozinho no meio do mar, boiando sem vento nem visibilidade.

Boiar na MAR à noite, em plena calmaria e envolto em denso nevoeiro, é o nec plus ultra do mistério na Terra. Mistério que pode resultar em tragédia a qualquer momento.

7 – No barco me sinto livre e às vezes dá vontade de navegar sem parar, sem voltar a terra, numa fuga total e definitiva.

Sinto a mesma vontade. Queria ter um barco à vela indestrutível e com autonomia infinita. Um veleiro que equivalesse ao “Nautilus” do capitão Nemo.

8 – No mar, as eternas preocupações, ora calmaria, ora vento demais.

9 – Além da minha viagem de barco, faço uma viagem paralela em outro mundo, através dos livros e outras tantas através dos sonhos e pensamentos.

Ler na MAR é uma festa. Qualquer tipo de livro. Mas acho que ler na MAR, livros que falem da MAR é ainda mais excitante. Acabei de fazer isso com “A VOLTA AO MUNDO EM SOLITÁRIO” de Aleixo Belov e minha pequenina expedição de sete dias na COSTA DO SOL, ganhou uma amplitude sem precedentes... Foi... Foi potencializada, digamos assim. Se é que compreendem o que quero dizer.

10 – A calmaria mina o moral de qualquer navegador.

É porque ainda não foi escrita a filosofia da calmaria, mestre Belov.

11 – Dias e dias sozinho a contemplar o horizonte.

A linha do horizonte está para o velejador solitário, assim como a flauta do faquir está para a venenosa cobra Nadja.

12 – Sentia-me novo, começara a minha viagem de fantasia.

Viagem de fantasia. Viagem de fantasia porque circunavegar o planeta Terra é, suponho um carnaval de emoções.

13 – Quando passo mais de dez dias no MAR começo a sentir uma sensação muito especial. Uma espécie de transcendência, com uma paz interior muito grande. Começo então a ver o mundo com clareza.

14 – O MAR exerce uma atração muito grande sobre mim.

15 – Pescávamos todos os dias, saindo às 5 horas da manhã, numa canoa à vela.

Viram? O grande Aleixo Belov também já teve a sua canoa à vela! Quem já teve sua canoa à vela, passa a pertencer automaticamente ao MOLOTEVE. Movimento LowTech da Vela em Cabo Frio.

16 – A intenção era dar a volta ao mundo, em solitário, a bordo de um barco à vela de bandeira brasileira.
17 – É bom a gente ver outro veleiro em pleno mar.

Eu adoro. É semelhante a encontrar um amigo no meio da multidão anônima. Um dos meus maiores prazeres velejando é ver outros veleiros velejar. Com a vantagem que a gente sempre aprende alguma coisa nova, observando um outro veleiro velejar. Só não gosto, quando o velejador se aproxima da “Estrela d’Alva”, com a secreta intenção de provar, que o veleiro dele, comprado pronto no supermercado da esquina, é mais rápido do que o meu, inventado no “fundo do quintal”, com a ajuda dos “moleques da minha rua”.

18 – Quem sofre do coração não deve consultar o barômetro.

Quem sofre do coração não deve enfrentar a MAR. A MAR é boa, pra quem tem coração feito de cabo de poliéster pré-estirado, fabricado na Cordoaria São Leopoldo.

19 – Assim estou eu vivendo em companhia da minha plantinha e dos meus peixinhos, do sol, do MAR, do vento e das ondas, dos meus sonhos.

20 – Me seguro com toda força nos estais e vejo com que bravura o barco se defende das ondas e segue em frente. De repente sinto-me um super-homem montado neste cavalo mágico.

21 – Desenvolvi os meus raciocínios e mesmo me surgiram uma série de idéias novas.

Natural, um veleiro velejando em solitário é uma não-máquina-de-pensar, não confundir com uma máquina-de-não-pensar, essa todos sabem, é o automóvel!

22 – O “Três Marias” parece mais um enorme pássaro, de asas abertas, que sobrevoa o oceano. E eu montado nesta maravilha, me sinto livre, sinto o mundo ao meu alcance, sinto-me um cidadão do universo.

23 – As ondas cresceram tanto que pareciam mais bichos de boca aberta, tentando engolir o barco.

24 – Para ser completamente livre, precisa-se ser completamente só.

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25 – O melhor da vida, a beleza da natureza, é grátis.

LIVROS PUBLICADOS POR ALEIXO BELOV
A Volta ao Mundo em Solitário
Relata sobre a primeira volta ao mundo, 327 páginas.
Em Busca do Oriente
Relata a primeira parte da segunda volta ao mundo, trecho de Salvador até a Índia, 314 páginas.
Em Busca das Raizes
Relata a segunda  parte da segunda volta ao mundo, trecho entre a Índia e  a União Soviética, 196 páginas.
A Caminho de Casa
Relata  a terceira parte da segunda volta ao mundo, trecho entre a União Soviética e Salvador, 172 páginas.
Terceira Volta ao Mundo do Veleiro Três Marias
Relata a terceira volta ao mundo, 392 páginas.
Observação: os livros podem ser encontrados na Edições Marítimas, rua Teófilo Otoni, Rio de janeiro, telefone: (021) 2233-3275/3025.
http://www.aleixobelov.com.br/

Extrato da newsletter n° 15 de 29 de julho de 2008 – projeto Estrela d’Alva.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Próxima viagem - Búzios - Newsletter nº 13 de 2008



Não sei se vocês já se deram conta, mas desde o dia 31/12/2007 que venho realizando expedições de sete dias de duração, semana sim, semana não, a bordo da minha intrépida canoa a remo e à vela "Estrela d'Alva".
Até o presente já realizei:
- 4 ( quatro ) mini-expedições de sete dias para Cabo Frio ( do forte de São Mateus às nervosas ilhas Emerências )
- 4 ( quatro ) mini-expedições de uma semana para Arraial do Cabo
- 2 ( duas ) mini-expedições de sete dias para a lagoa de Araruama
- 2 ( duas ) mini-expedições de uma semana para Búzios
- 1 ( uma ) mini-expedição de sete dias para Rio das Ostras/Búzios.
Se tudo correr como planejado, dia 30 de junho do corrente, partiremos eu e minha inseparável esposa, perdão concubina, perdão, namorada e companheira de aventuras "Estrela d'Alva" para a décima quarta expedição de sete dias do corrente ano. E vocês? O que vocês fizeram de bom na primeira metade de 2008? Hein? Quantas ilhas vocês circunavegaram? Quantas noites vocês dormiram ao relento, embalados pela carinhosa MAR e velados pela eterna e romântica lua? E o que mais importa, quantas boas velejadas vocês já deram desde o início do ano? Hein? Não, não me digam que vocês passaram o primeiro semestre de 2008 inteiro, de costas pra maravilhosa MAR, zanzando entre a casa e o trabalho?
partida: 30/6/2008 regresso previsto para 07/7/2008

Búzios
Cercada por colinas e montanhas de exuberante vegetação, Búzios é um local onde você ainda pode seguramente desfrutar da natureza. Na Reserva das Emerências, você encontrará a mais pura vegetação de mata atlântica, com plantas exóticas, bromélias e até os últimos micos-leões-dourado da região. Na Reserva de Tauá, confira as mais de 300 espécies de borboletas e 60 tipos de aves.
Búzios agora tem em seu território 2 APAS - Áreas de Proteção Ambiental. Visando a preservação da Natureza, a Praia Azeda foi recentemente contemplada com este status e toda sua região só poderá conter no máximo... continua em link do texto.
Gente, só agora, olhando pra uma certa foto, que vocês poderão visualizar no link acima, percebi que o Cabo Búzios visto de bordo de um avião lembra a poderosa pata armada com sete garras, de um monstro contemporâneo dos dinossauros. Vou correr o perigo de ser capturado mais uma vez! Vou tentar dobrar o poderoso Cabo Búzios.


Bons ventos a todos e até à volta!



Extrato da Newsletter nº 13 de 27 de junho de 2008 - Projeto “Estrela d’Alva”

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

as nervosas ilhas Emerências



Partiremos segunda-feira próxima, eu e minha inseparável “Estrela d’Alva”, para a décima expedição de sete dias do corrente ano. Como vocês já sabem, nossos três objetivos principais são velejar, pensar e circunavegar ilhas. O território marítimo que pretendemos explorar desta feita se estende do Forte de São Mateus às nervosas ilhas Emerências. Tentarei circunavegar mais uma vez as ilhas Redonda, Capões e Breu. Algum de vocês gosta de circunavegar ilhas, tanto quanto eu? Hein? Digam a verdade!

Partida: 5/5/2008   Regresso: 12/5/2008   Destino: Cabo Frio

Bons ventos a todas e a todos

Fernando Costa

Extrato da newsletter n° 9 de 1° de maio de 2008 do projeto “Estrela d’Alva”

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

o certo depois do errado - diário da Estrela

foto - Henrique Souza

Salve amigas e amigos velejadores!

Após ter realizado uma longa série de curtas “viagens” a título de experiência, com duração de 1, 2, 3 e 4 dias, ao longo dos meses de abril, maio e junho, totalizando exatos 45 dias inteiros dentro d’água, partirei amanhã, 9/7/2007, para a primeira expedição de 7 dias do ano. Intenção – Circunavegar pela segunda vez a ilha de Pargos e revisitar por mar a praia da Ferradura em Búzios.



Depois de ter feito o errado fiz o certo. Porque será que nós seres humanos só fazemos o certo, quando o fazemos, após termos feito o errado? Quem já viu um bípede implume acertar de prima? Hein? Vejam o meu caso. Quis começar por uma expedição marítima de 13 dias. Ha ha ha! Cometi uma dezena de erros graves e primários e quase dancei. Aprendi o óbvio. Quem quiser disputar a maratona deve começar correndo um quilômetro. Depois 2, depois 3, depois 4, depois 5 e assim por diante até chegar aos famosos 42 192 m. E não podemos esquecer que o primeiro maratonista, Felípides morreu justamente, por não respeitado esse princípio didático.

Bons ventos

Fernando Costa



Newsletter n° 1/2007 do projeto Estrela d'Alva

estatísticas



Especialemente pra você que gosta de números e observações frias e calculistas, amigo velejador, eis aqui algumas que dizem respeito às minhas pequeninas expedições marítimas na bela Costa do Sol. 

Até 17 de abril de 2008

 números

* mini-expedições com sete dias de duração em 2008 - 8
# dias em expedição em 2008 - 56
> dias dentro d'água em 2008, com o tempo de todas as escalas já descontado – 48
* distância navegada sem poluir a água, o ar ou o som em 2008 - aprox. 430 milhas
# ilhas já circunavegadas em 2008 - Papagaios, Dois Irmãos, Comprida, Emerência de Dentro, Emerência de Fora, Pontal, Porcos (duas vezes), Feia, Caboclo (tres vezes), Branca, Gravatá, Filhote, Pargos, Rasa.
( Ainda falta Breu, Capões, Redonda, Âncora, Cabo Frio e Franceses. )
> n° de veleiros avistados velejando em 2008 - 116
* novos veleiros velejados – 3 ( o hobie-cat 14 “Cafucio” do Israel, o dingue “Eryka” do Pedro dos Caiaques e o daysailer “Lucky Star” do Rafael )
# corpos estranhos recolhidos do mar - 21

performances e recordes:

> recorde de singradura ao longo de uma mini-expedição de sete dias de duração – 90 milhas.
* ampliação do “limite norte” com a travessia Búzios (Manguinhos) - Rio das Ostras (Iate Clube) com vento de NE. Distância percorrida em linha reta e num único bordo – aprox 25 milhas em cinco horas. 11/4/2008
# primeira velejada sem escalas entre Búzios e Cabo Frio, contra um vento fraco de sul. 30/03/2008.
> primeira participação na regata Transaruama em 15/3/2008.
* ampliação do “limite oeste”, com a dobragem da ponta do Anzol, na lagoa de Araruama em 16/3/2008.

fenômenos extraordinários observados em 2008:

# tempestade com duração de duas horas em Rio das Ostras – 12/4/2008
> presença maciça de mosquitos em todos os lugares onde fundeei para dormir entre Cabo Frio e Búzios. – 24-31/3/2008
* chuva e vento fortes e persistentes em São Pedro da Aldeia no dia 13/3/2008
# poluição avançada da lagoa de Araruama – 10 a 17 /3/2008
> ondas grandes ( 3 a 4 metros ) produzindo ressaca em Cabo Frio – 24 a 29/2/2008
* grande halo em volta do sol em 26/2/2008
# ventos fortes demais ( 30 nós ) para o verão, em Arraial do Cabo – 16/2/2008
> invasão da praia do Forte por um limo ocre, de odor desagradável, em quantidade maior do que o normal - jan/2008
* invasão virulenta do fundo do canal de Itajuru por uma alga filamentosa verde - jan/2008
# chuva intensa com 4h 30 mins de duração em Cabo Frio - 21/1/2008
> grande halo em volta do sol em 2/1/2008
* ventos fortes e persistentes de NE, atípicos durante o verão em jan/2008.

Bons ventos

Fernando Costa

Newsletter n° 8 de 17 de abril de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

- Será que já morri e fui pro céu? - diário da Estrela





viagem anterior – rio das ostras/búzios

Praia de Manguinhos, Búzios, 10 de abril de 2008, sexta-feira - 20:00 h

4° dia da sétima expedição de sete dias do corrente ano - tempo excelente

"Acabo de realizar, amigos, a melhor velejada da minha curta vida de velejador solitário (cinco anos). Parti às 14h 30 do Iate Clube de Rio das Ostras e atraquei ao cais novo de Manguinhos às 20h 30. Como dizer pra vocês, com palavras, dos inúmeros prazeres que essa homérica velejada de seis horas de duração me proporcionou?

.............

Tudo estava tão perfeito, a MAR, ligeiramente agitada por pequenas ondas de E, mais um suave swell de NE, o delicado e morno vento-brisa de E, o céu azul emoldurado por cúmulos de bom tempo. A luz doce do sol, filtrada por uma sutil névoa seca. E mais tarde, quando a noite caiu, a romântica lua em quarto crescente, acompanhada por milhões de cintilantes estrelas, mais o planeta Vênus, que todos sabem, é a estrela d'alva, sem aspas e com letras todas minúsculas. Porque "Estrela d'Alva" entre aspas e com iniciais maiúsculas é uma só, minha querida canoa alada.

....................

 Minha felicidade foi tanta que vim acariciando a superfície macia e morna da água da MAR com a mão direita. Porque da MAR e não do MAR? Porque como disse na minha newsletter anterior o MAR pra mim e para os franceses é feminino em tudo. Ruído a bordo? Só dois. Ambos agradáveis. O da proa da minha canoa alada cortando as tranquilas ondas da MAR, mais o barulhinho gostoso da prancha de surf deslizando à flor d'água e seguindo obedientemente a "Estrela d’Alva", como o bezerrinho segue a vaca. Eu vim o tempo todo sentado confortavelmente no fundo da canoa, comendo, quando me dava fome, azeitonas-verdes ou maçãs-gala, olhando maravilhado a paisagem e me perguntando de tempos em tempos:
- Será que já morri e fui pro céu?


Mas se vocês pensam que isto é tudo que me aconteceu de agradável ou emocionante ao longo desta última expedição, estão redondamente enganados. Leiam:
- Ultrapassei o “limite norte”, indo pela primeira vez até Rio das Ostras.
- Recebi três elogios entusiasmados, feitos à minha querida “Estrela d’Alva”, por três mulheres diferentes (coisa muito rara... as mulheres em geral adoram as lanchas a motor e menosprezam as canoas à vela...). Uma pescadora em Manguinhos. (-Que barquinho bonitinho moço!) Uma surfista na enseada da praia dos Ossos. (-Seu barco é lindo! - Não, não, a tal surfista não estava surfando, estava nadando... Porque na praia dos Ossos não tem onda pra se surfar.) E uma velejadora na enseada da praia de Armação de Búzios. (-Que maravilha sua batera à vela!)

...................

- Dormi sete noites na cama mais macia do mundo, a cama de um pequeno veleiro ancorado numa enseada tranquila. Quatro delas do jeito que mais gosto, ao relento.
- Assisti a cinco nasceres e a sete pores de sol.
- Sobrevivi a uma tempestade noturna na enseada da praia da Tartaruga, em Rio das Ostras.
- Fui atacado pela louca da prancha de surf em Rio das Ostras.
- Almocei no Icab a convite e em companhia do meu amigo Johnny Geribá.
- Vi trinta e cinco veleiros velejando.
- Velejei por alguns minutos em companhia do nosso amigo Joel Damasceno. Ele a bordo da sua nova batera à vela “Atrevida”, eu a bordo da minha companheira de sempre, a intrépida “Estrela d’Alva”. Porque intrépida? Porque ela jamais treme diante do perigo. Eu, já não posso dizer o mesmo de mim.

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- Vi o nosso amigo Quintão dando uma aula de vela a bordo do Ranger 22 “Xodó”, na enseada da praia de Manguinhos.
- Tomei um bom café feito pelo comodoro do Iate Club de Rio das Ostras, o sr Helinho, porque a secretária dele havia faltado ao trabalho por motivo de saúde.
- Examinei de perto o sofisticado (e segundo o Johnny, rapidíssimo) trimarã “Laura’s” (um projeto revolucionário) no Iate Clube de Búzios.
- Visitei pela primeira vez o providencial pier novo de Manguinhos. Cabo Frio precisa urgentemente de um igual.
- Tive, no mínimo, cinco idéias originais. Porque, como sabem, um veleiro navegando em solitário é uma não-máquina-de-pensar.

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- Velejei um total de 90 milhas sem poluir a água, o ar ou o som.
- Apertei pela primeira vez a mão do grande velejador Kiko “Brasil 1” Pelicano.
- Vi uma cena extraordinária e pra mim inédita, em Búzios. Uma jovem mulher velejando um laser em companhia dos seus dois filhinhos... Pensei imediatamente no nosso amigo Mario Hamers... O Mario me disse, há algum tempo, que a estratégia de marketing dele consistia em ensinar vela às crianças. Mario, que tal você ensinar vela às mães das crianças primeiro? De que adianta ensinar vela às crianças, se as mães das crianças assistiram filmes hollywoodianos de tragédias na MAR, quando adolescentes e não cessam de apavorar seus filhos com medos infundados? Detalhe importante. Antes de ensinar as mães das crianças a velejar, sugiro apresentá-las ao simpático Breno da Ventura Esportes. A especialidade do Breno é tirar o medo da MAR das pessoas. Medo inconsciente e infundado, é lógico. A terra é dez vezes mais perigosa que a MAR. E não sou quem diz isso? Só estou repetindo o que o Lars Grael e o Amyr Klink escreveram.

Eu e minha intrépida "Estrela d'Alva", a canoa alada - foto de Henrique Souza

- Circunaveguei enfim, em grande estilo a caprichosa ilha de Pargos, que estava devendo a vocês desde o ano passado. (Estou apostando uma boa garrafa de vinho com os amigos Johnny Geribá e Joel Damasceno das bateras à vela “Habilidosa” e “Atrevida”, como eles não conseguem circunavergar “Pargos” em menos de duas horas.)
- Entrei no canal de Itajurú à noite, com duas velas em cima, contra a corrente de maré e o vento de NE e consegui driblar dois pesqueiros dos grandes que estavam manobrando no meio do canal.

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- Enquanto isso vocês... por favor não falem, que vou adivinhar.
Enquanto isso vocês ficaram em terra, vivendo aquela vidinha medíocre de personagem de novela televisiva de sempre: Casa-trabalho. Trabalho-casa. Ou seja, intrigas mil, ação zero. Não é verdade?
- Não, por favor, não se ofendam, que este último parágrafo é pura provocacão! O que mais desejo é que vocês todos se rebelem contra a famigerada sociedade-de-consumo e venham me fazer companhia na MAR, sete dias sim, sete dias não, sempre a bordo de um veleiro e jamais de um barco a motor, que barco a motor, só serve pra poluir a água, o ar e o som. Ligados?

Bons ventos a todos e não se zanguem com minhas pseudo-insolências que, como escreveu o poeta, "só amor me move".

Fernando Costa

Newsletter n° 8 de 17 de abril de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"
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