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segunda-feira, 22 de junho de 2015

O velejador solitário, coitado, caiu n'água! - NEWS do mês de junho 5





Atlântico Norte - 2013 - foto de Fernando Costa




O velejador solitário, coitado, caiu n'água!

- O outro dia olhei mais uma vez pra todos esses veleiros eternamente, lamentavelmente, definitivamente estáticos na enseada de Botafogo e vi, Iuuuuupiii! um movimento novo*.

- Um velejador solitário navegando com tudo em cima.

- Tudo em cima, entenda-se neste caso, grande + balão.

- O vento soprava fraco de NE como quase sempre...

- Mas de repente o velejador solitário caiu n'água.

- Caiu n'água, meu deus e o veleiro continuou

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Canção da MAR - Post reciclado. Porque reciclado? Porque é hora de reciclar!

foto de Henrique Souza


EM PORTUGUÊS

Fui bailar no meu batel
Além do mar cruel
E o mar bramindo
Diz que eu fui roubar
A luz sem par
Do teu olhar tão lindo
Vem saber se o mar terá razão
Vem cá ver bailar meu coração
Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo

Frederico de Brito e Ferrer Trindade

 interpretada por Dulce Pontes



Batel

 [Do fr. ant. batel, atual bateau.]
S. m.
1. Pequeno barco: & &
2. Náut. Peça de madeira em forma de setor, presa na parte curva da barquinha (4) para poder flutuar na vertical.
3. Lus. Embarcação de pesca.
4. Lus. Embarcação miúda, usada nas naus e galeões.
[Pl.: batéis. Cf. bateis, do v. bater.]
Dicionário Aurélio – sec XXI


EM BRASILEIRO

Por falar em bailar no meu batel... Prestem atenção, amigos velejadores, quando vocês virem a “Estrela d’Alva” velejando, que pode ser que estejamos realizando uma coreografia inspirada em George Balanchine. Darei um prêmio a quem decifrar a seqüencia de movimentos.
- Qual prêmio?
- Uma bandeirola em cetim vermelho com a logomarca do projeto
 Estrela d'Alva impressa.
Bons ventos a todas e a todos

Fernando Costa

Extrato da newsletter n° 9 de 1° de maio de 2008 do projeto “Estrela d’Alva”


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Muito mais estrelas - diário da Estrela - newsletter nº 17/2008



Quando por uma razão qualquer, eu arribo, chegando até à margem, em companhia da minha querida e inseparável “Estrela D’alva”, os sempre curiosos brasileiros, meus amigos, meus irmãos, meus compatriotas queridos me perguntam:
  -  Qual o seu nome?
Fernando
 - Vai pescar Fernando?
- Só baleia e tubarão dos grandes, respondo brincando.
 -  Pescou o quê Fernando? 
-  Belas nuvens!
  - De que você alimenta a bordo da sua batera à vela?
Basicamente de frutas, maçãs são minhas favoritas, mas às vezes como peixe cru. 
  - Fernando, como é que você dorme a bordo da “Estrela d’Alva”?
- Dentro de um saco de dormir, deitado sôbre um retângulo de espuma com três dedos de espessura, por cima de um isolante térmico.
  - Por onde você navega? 
- Entre os paraísos de Búzios e Arraial do Cabo, partindo de Cabo Frio, sem esquecer a colossal lagoa de Araruama, que infelizmente foi poluída pelo antropóide-falante. Mas este ano me aventurei até Rio das Ostras.
E quanto às necessidades fisiológicas...?
Tinham de fazer essa pergunta! Sempre me fazem essa pergunta. Procuro seguir as normas sanitários francesas para barcos na MAR, porque pesquisei as brasileiras e ainda não as encontrei.


  Agora vou fazer a mim mesmo uma pergunta que nunca me fizeram:
-  Fernando, viver na MAR é melhor que viver em terra?
-  Muito melhor, no mínimo dez vezes melhor. Leiam:
1 – A MAR é silenciosa, ao contrário da barulhenta cidade, onde o infernal ruído dos motores, da sub-música que se toca alto em toda parte, da conversa sem fim dos antropóides-falantes e da propaganda política eleitoral não nos deixa jamais pensar, nem dormir direito. E dormir e pensar são dois dos maiores prazeres desta vida.
2 – A MAR é bem menos quente que a Terra. Com essa idéia absurda de cortar as árvores e asfaltar as ruas, a cidade tornou-se um verdadeiro forno crematório, que vai nos cozinhando aos poucos.
3 – Enquanto a cidade cheira mal, a divina MAR cheira deliciosamente bem em toda parte. A MAR, amigos, à semelhança de uma mulher sadia e caprichosa, tem um cheirinho bom e sempre diferente em cada lugar do corpo. É verdade, cada braço de MAR, cada enseada, cada trecho de praia exala um aroma original e sempre saboroso. Isso, é lógico, quando um bando de meta-orangotangos-vagabundos não poluem a área em questão. Ofendida porque chamei o bicho-homem de meta-orangotango-vagabundo amiga leitora? Então me diga de que forma devo chamar um ser que polui a sua própria água de beber? Ou a água onde ele e sua namorada vão nadar. A água em que seus filhos vão velejar? Quer que nos chame de homo sapiens, é? Me perdõe mas não o merecemos mais não. Somos todos nós, uns mais outros menos, nada além de meta-orangotangos-vagabundos.


4 – O horizonte na MAR é ampla e mede exatos 360°. Enquanto que na cidade foi reduzido a minguados 50°.
 
5 – Navegando na MAR, a cada dia você pode acordar diante de uma paisagem diferente. Enquanto que olhando pela janela da casa mais cara de Cabo Frio, você vê exatamente a mesma paisagem há anos, eu de bordo da minha humilde “Estrela d’Alva”, acordo e vislumbro, hoje a ilha do Japonês, amanhã a prainha na entrada de Arraial do Cabo e depois de amanhã, se me der na telha e o vento for generoso, a encantadora enseada da praia da Ferradura em Búzios. Sou portanto o miserável mais rico do mundo, amigos, e toda minha fortuna se resumo num simples e inteligente barco à vela. Concordam que o barco à vela é a mais inteligente invenção da doida raça humana?
 
6 – A MAR é mais segura que a cidade: mil vezes menos acidentes, roubos, assaltos, seqüestros e quase que ausência de tiroteios.
 
7 – O céu marítimo possui amplitude máxima, meia esfera celeste e muito mais estrelas. Porque? Porque a escuridão que reina na MAR, à noite, não ofusca a visualização dos astros.


8 – A MAR fornece alimento gratuitamente, coisa que a terra, deixou de fazer há tempos.
9 – Morrer na MAR, tem, normalmente, muito mais charme que morrer atropelado num cruzamento qualquer, de uma cidade qualquer.
 
“É doce morrer no mar, nas águas verdes do mar.”

Dorival Caymmi

 
10 – Estatiscamente as pessoas que você encontra na MAR, são muito mais interessantes, corajosas e habilidosas do que as que você encontra em terra. Já dizia mestre Platão: “Exitem tres tipos de gente, os vivos, os mortos e os que andam na MAR.”
 
Entenderam porque eu já passei metade desse ano dentro d’água?
 
E vocês? Esperando o quê pra trocarem a quente, barulhenta, fedorenta, claustrofóbica e insegura cidade pela paradisíaca MAR? Hein?
 
Fernando “Estrela d’Alva” Costa, “o maluco da canoa alada”, como alguns me chamam aqui em Cabo Frio.

Extrato da newsletter n° 17 de 4 de setembro de 2008 - projeto "Estrela d'Alva".

foto: - Fernando Costa

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Velejar é sobrenatural - viagem anterior - Búzios - newsletter nº 14 de 2008



- Salve amiga visitante!



- Búzios tem três curiosidades que me encantam:

* o mirante donde se tem uma vista panorâmica de toda a

domingo, 5 de setembro de 2010

Amélia que era a batera de verdade - newsletter nº 13/2008

foto - Henrique Souza
Se a amiga leitora me permite comparar o barco à vela com a mulher, eu digo que os veleiros de fibra de vidro seriam essas mulheres difíceis e exigentes que só querem transitar em carro do ano, jantar em restaurante caro e fazer amor em hotel de cinco estrelas. Ao contrário, uma canoa alada seria a famosa Amélia da canção.



"Amélia não tinha a maior vaidade, Amélia que era mulher de verdade."



Poucos brasileiros descobriram, até o momento, o imenso prazer de velejar e dentre esses poucos felizardos, uma minoria se deu conta do inestimável valor que uma boa batera de madeira, a remo e à vela possui.
Falemos sobre isso. Falemos do que uma boa batera a remo e à vela tem que os outros barcos à vela todos não tem.
Rusticidade!
É graças à rusticidade, por favor não confundir com rudeza, da batera a remo e à vela, que você pode entrar em profunda intimidade com o uterino ambiente marinho. Porque uterino? Porque a MAR é tão agradável para os marujos, quanto o útero materno é para o feto. A MAR amigos, é o útero da Terra.
Com uma batera a remo e à vela você pode chegar facilmente até à praia e aí deixá-la encalhada, para explorar a floresta vizinha, caminhar pela orla ou dormir.

link da imagem
Com uma batera a remo e à vela você pode pescar e usar a bolina, o leme ou um dos bancos como tábua pra cortar peixe.
A bordo de uma batera a remo e à vela você pode armar uma churrasqueira e fazer a festa como os amigos e a criançada.
Numa batera a remo e à vela você pode subir calçado e sem limpar a areia dos pés. Quer coisa pior do que você embarcar num veleiro de plástico e o dono do barco pedir pra você tirar os tênis? Andar descalço num barco de plástico é a véspera do desastre, concordam? Eu aprendi na escola de vela francesa Les Glénans ( http://www.glenans.asso.fr/ ), que você só entra num veleiro pra velejar, de tênis e colete salva-vidas vestidos. Um lhe protege os dedos dos pés contra topadas nas ferragens do convés, ao mesmo tempo que lhe impede de escorregar e quebrar a perna ou a cabeça e o outro lhe dá uma pequenina chance de sobrevivência em caso de queda na MAR.
Com uma batera a remo e à vela você pode brincar de tirar fino das pedras. Caso você erre e dê com a bico de proa numa delas, primeiro a canoa não afunda e segundo, você mesmo a conserta com um pedaço de madeira encontrado no lixo mais uma dose de araldite mais pó de serra, não é verdade?

link da imagem
Com uma batera à vela de seis metros de comprimento de boca, dois metros de largura e trinta centímetros de calado você pode transportar tranquilamente 300 quilos de carga ou cinco pessoas de 70 quilos.
E agora a qualidade que eu mais aprecio. Você pode personalizar livremente sua batera a remo e à vela de madeira. Se você quiser inventar e instalar uma alavanca pra escora na sua batera, você pode. Se você quiser inventar e instalar um trapézio ( o brinquedo elevado ao brinquedo ) na sua batera a remo e à vela, em madeira, você pode. Se você quiser inventar e instalar uma escada de corda para subir a bordo da sua batera a remo e à vela, você pode e deve. Se você quiser inventar e instalar um suporte para vara de pescar você pode. Se você quiser inventar e instalar uma barraca para se proteger do sol e eventualmente dormir a bordo, você pode e ninguém tem nada a ver com isso. Se você quiser desenhar, confeccionar e arvorar seis bandeirolas de cetim, com uma logomarca ou brasão inventado por você, para a sua nova batera a remo e à vela, você pode. Enfim você pode fazer tudo que lhe der na telha, na sua batera a remo e à vela. Os outros poderão lhe chamar de maluco, mas não poderão lhe impedir de fazer o que você quiser, a bordo da sua canoa a remo e à vela de madeira. Simplesmente porque não existe nenhuma lei que impeça um cidadão-marujo de fazer o diabo com sua batera a remo e à vela de madeira. Percebem?
E isto não é tudo, vocês encontrarão outras qualidades da batera a remo e à vela e similares no link FVA.

Extrato da Newsletter nº 13 de 27 de junho de 2008 - Projeto “Estrela d’Alva”

sábado, 4 de setembro de 2010

viagem anterior - Búzios - newsletter nº 13 de 2008


Perguntei ao alemão Jens do "Abema", clone do "Joshua" de Bernard Moitessier, como é que a gente faz, pra se livrar dos perigos do excesso de autoconfiança e ele não me deu uma resposta convincente. Isso me preocupa, porque, não sei se vocês já notaram, mas venho realizando performances marítimas, digamos assim, cada vez mais ousadas, para não dizer temerárias, em companhia da minha pequenina e instável "Estrela d'Alva".
Na segunda-feira, 23/6/2008, fiz o impensável, parti de Búzios debaixo de uma frente fria e orcei contra o vento até Cabo Frio, encarando chuva, ondas grandes, baixa visibilidade e frio.
Bati meu recorde anterior de singradura, que era de 10,5 horas. Levei desta vez 8 horas para completar o percurso de 20 milhas, mas acho que me arrisquei mais do que deveria. E aí? Como refrear a imensa vontade de partir. De ir mais longe. De velejar mais rápido. De se ultrapassar. Hein? Como ganhar "savoir faire", "know-how", experiência e auto-confiança, sem perder o necessário "medo-protetor" da toda poderosa MAR. That is the question?
Antes, confesso que tinha medo da MAR. Agora tenho medo da minha crescente falta de medo da MAR. Ou se preferirem do meu excesso de auto-confiança. Amigos, velejar de Búzios a Cabo Frio, a bordo de uma canoa de 4,86 m de comprimento, por 1.30 m de boca máxima, debaixo de uma frente fria é temeridade. Concordam? Muita gente boa já dançou por causa disso. O cascudo e jovem marinheiro bretão Antoine Duguet, por exemplo. Antoine Duguet foi o marinheiro mais apaixonado pela divina MAR que já conheci até o presente. Pena.
Culpa do Fernando Pessoa que escreveu isto aqui na sua bela e quilométrica Ode Marítima:
"Ah seja como for, seja por onde for, partir!
Largar por aí afora, pelas ondas, pelo perigo, pelo mar.
Ir para Longe, ir para Fora, para a Distância Abstrata,
Indefinidamente, pelas noites misteriosas e fundas,
Levado, como a poeira, plos ventos, plos vendavais!
Ir, ir, ir, ir de vez!"




Mudando de assunto. A festa-regata-passeio de inauguração da nova flotilha de bateras à vela, realizada no ICAB, dia 21/6/2008, foi bem melhor do que eu tinha imaginado. Seis belas bateras construídas em Campos e armadas no capricho, pelo meu amigo Johnny Geribá, entraram numa das raias de vento mais lindas do Brasil por volta das 11 horas. Eram elas "Jeitosa", do comodoro do ICAB, Sr. Alain Joullié, "Habilidosa 1" e "Habilidosa 2" do Johnny Jeribá, "Moleca", do Roberto, "Sacuritá" do Liro e a "Graciosa" do holandês Bart. Difícil dizer qual a minha preferida. Admirei todas. Parabéns aos seus proprietários, timoneiros e tripulações, mas antes de todos, ao carpinteiro que as construiu e ao Johnny Geribá que as armou. A "Jeitosa" ganhou a regata, mas a minha grande surpresa foi ver o pescador e velejador-iniciante Liro, no podium, em sua regata de estréia. Tive o privilégio de acompanhar a regata de dentro d'água, ziguezagueando entre os competidores, em companhia do meu amigo e colaborador Evandro Lima e a bordo da minha intrépida canoa alada. A "Estrela d'Alva" envergou três velas, porque o vento soprava fraco e também pra tirar uma onda com suas colegas maiores, que apesar de bonitas, não possuem gurupés e não contam mais que duas velas: grande e buja. Escrevi isto aqui, não para esnobá-los e sim para provocá-los, ouviram amigos do simpático ICAB? Já perceberam o quanto a provocação nos ajuda a progredir na vida? Portanto não se irritem, pelo contrário, agradeçam ao maluco aqui, por provocá-los. Quem avisa amigo é, dizia minha avó Balbina. Eu digo que quem provoca mais que amigo é. O provocador bem intencionado é um... é um... meta-amigo, digamos assim. Concordam? Silêncio? Não entendo esse silêncio. Estamos num forum de debates ou no meio do deserto de Atacama?

Extrato da Newsletter nº 13 de 27 de junho de 2008 - Projeto “Estrela d’Alva”

sábado, 28 de agosto de 2010

Próxima viagem - newsletter n° 12 de 2008



Lá vamos nós, eu e minha querida “Estrela d’Alva”, revisitar o paraíso de Búzios, com um evento imperdível na agenda. A inauguração da flotilha das Bateras à Vela dia 21/6/2008, a convite do meu amigo e colaborador Johnny Geribá, do Iate Clube Armação de Búzios.

partida: 16/6/2008      regresso previsto para 23/6/2008

"Estrela d'Alva" durante a inauguração da flotilha de bateras a vela em Búzios
foto de Simone Albuquerque
Búzios

Mil anos antes dos Portugueses chegarem ao Brasil, tribos Tamoios e Goiatacases já habitavam a região de Búzios. Favorecidos pela pouca defesa propiciada por Portugal para as costas brasileiras e pela generosidade do litoral com inúmeras enseadas e portos naturais, piratas franceses, ingleses e holandeses desenvolveram intensa atividade na área.
Em 1555, a França através da invasão do Rio de Janeiro, estabeleceu a chamada França Antártica. Criando bons relacionamentos com os índios das região, os franceses apossaram-se da península e construíram bases de proteção e estocagem de...

continua em link do texto

Extrato da newsletter n° 12 de 16 de junho de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

bulbo de proa - construção naval


Os escultores Luiz Costa e Claudio Gomes da Costa estão finalizando um bulbo experimental em cimento, a ser instalado na extremidade da bolina da Estrela d’Alva. A intenção é aumentar a estabilidade da embarcação, cujas vantagens seriam maior segurança, conforto e velocidade. Estou torcendo pra dar certo, mas se der errado tentaremos de novo. Segundo o fotógrafo André Kertesz, o erro é uma grande escola.

Depois de ter feito o bulbo de fibra de vidro do “Alegria”, preciso fabricar o bulbo de chumbo da Estrela d’Alva. O teste com o bulbo de quilha experimental foi positivo... Mudou tudo pra melhor. Laminando o bulbo de proa do pequenino “Alegria” eu aprendi com se faz um bulbo. Obrigado mestre T. S.!

Fernando Costa

Newsletter n° 1/2007 do projeto Estrela d'Alva

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

o certo depois do errado - diário da Estrela

foto - Henrique Souza

Salve amigas e amigos velejadores!

Após ter realizado uma longa série de curtas “viagens” a título de experiência, com duração de 1, 2, 3 e 4 dias, ao longo dos meses de abril, maio e junho, totalizando exatos 45 dias inteiros dentro d’água, partirei amanhã, 9/7/2007, para a primeira expedição de 7 dias do ano. Intenção – Circunavegar pela segunda vez a ilha de Pargos e revisitar por mar a praia da Ferradura em Búzios.



Depois de ter feito o errado fiz o certo. Porque será que nós seres humanos só fazemos o certo, quando o fazemos, após termos feito o errado? Quem já viu um bípede implume acertar de prima? Hein? Vejam o meu caso. Quis começar por uma expedição marítima de 13 dias. Ha ha ha! Cometi uma dezena de erros graves e primários e quase dancei. Aprendi o óbvio. Quem quiser disputar a maratona deve começar correndo um quilômetro. Depois 2, depois 3, depois 4, depois 5 e assim por diante até chegar aos famosos 42 192 m. E não podemos esquecer que o primeiro maratonista, Felípides morreu justamente, por não respeitado esse princípio didático.

Bons ventos

Fernando Costa



Newsletter n° 1/2007 do projeto Estrela d'Alva

"Jeitosa", "Louca", "Atrevida" e "Habilidosa"


Amigos, enquanto Cabo Frio só possui duas bateras à vela em atividade, a minha “Estrela d’Alva” e a “Nazaré” do nosso amigo Paulo Paes, Búzios já conta com oito.
Confiram:
1 – “Jeitosa” – do sr. Alain Joullié, comodoro do ICAB – que eu saiba o único clube de vela brasileiro que só aceita a presença de veleiros em suas instalações.
2 - “Habilidosa I” – do Johnny Geribá, que venceu sua categoria na última regata de barcos clássicos de Búzios.
3 - “Habilidosa II” – do Johnny Geribá
4 - “Atrevida” – do Joel Damasceno
5 - “Graciosa” – do holandês Bart
6 - “ Maravilha” – do Pedro Bulhões
7 - “Sacuritá” – do Liro
8 - “Louca” – do João
Não sei se vocês já pensaram a respeito, mas a “batera à vela” e congêneres reúne inúmeras qualidades que nenhum outro barco à vela possui. Falaremos sôbre isso numa futura newsletter. Por hora deixo voces pesquisarem o que divulga a respeito a FEDERAÇÃO FRANCESA DE BARCOS A REMO E VELA – FVA.


Bons ventos a todas e todos e até breve!

Fernando Costa

Newsletter n° 8 de 17 de abril de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"
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