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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Ilha Grande - comentário de post - 23.155 clicadas - os dez posts mais populares dentre os 8.380 já publicados neste blog



“Bacana Fernando
Semana passada eu circunaveguei a Ilha Grande e gostei muito. Talvez fique viciado também.

Bons Ventos”

Airton Luciano Aragão 6-05-2008 - http://br.groups.yahoo.com/group/altomar/

´´´´´´´´´´´´´´

Salve Airton

( Airton é nome de

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Entramos de novo no vermelho!






- Eu adoraria só dar boas notícias e falar de assuntos agradáveis neste oceânico blog, amigas e amigos leitores. 

- Mas... 

- Tem sempre um MAS...

 - Mas vivendo no Brasil, morando na América do Sul e habitando sobre o

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ilha Grande - comentário de post – 15824 cliques – os 30 posts mais populares deste blog, entre junho de 2010 e junho de 2013 - 27

Leia uma introdução à esta nova série de posts aqui.


Ilha Grande - agosto de 2012 - foto de Fernando Costa






“Bacana Fernando. Semana passada eu circunaveguei a Ilha Grande e gostei muito. Talvez fique viciado também.

Bons Ventos”

Airton Luciano Aragão 6-05-2008 - http://br.groups.yahoo.com/group/altomar/

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Salve Airton!

(Airton é nome de campeão! E que campeão! O campeão dos campeões!)

Eis aí uma aventura que eu adoraria realizar! Circunavegar a Ilha Grande em companhia da minha querida e inseparável “Estrela d’Alva” ou de outro

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pobre inseto pousado num graveto flutuante - antigos diários


"Estrela d'Alva"    foto - Henrique Souza


Salve amigos aventureiros da MAR!

Fui buscar no fundo do baú uma estoria antiga pra contar pra vocês. Página do meu diário, do tempo em que eu ainda não sabia dormir a bordo da minha querida Estrela d'Alva. Nesta época eu deixava minha canoa alada ancorada numa enseada tranquila e pedia ajuda a um barraqueiro de praia, pra guardar minha bagagem. Só voltava pra velejar quando o estado da MAR e a força e direção do vento eram favoráveis à circunavegação de uma nova ilha. Depois descobri que é fácil

domingo, 23 de janeiro de 2011

Duvido que me entendam - quintilhas da Estrela 9




foto - Benno Grapentin - 18/1/2011

 

EM BRASILEIRO

Os que me chamam de doido aqui na Costa do Sol (Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios), não percebem ou não querem perceber que por trás da minha loucura rola um método.

Por exemplo: faz mais de 20 dias que saio dia sim dia não a bordo da “Estrela d’Alva” para re-ambientar-me com o mundo aquático.

Porque isto? Porque passei mais de um ano inteiro em terra e segundo meu paradoxo nº 1 “O marujo só deve partir pra MAR, após no mínimo uma semana na MAR.”

Que isto sirva de exemplo para os futuros aventureiros que desejarem conquistar as 20 ilhas selvagens da paradisíaca Costa do Sol, a bordo de uma casquinha-de-noz do tamanho da Estrela.

“O marujo só deve partir pra MAR, após no mínimo uma semana na MAR.” Se é que me entendem. Pelos comentários que ouço, duvido que me entendam.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Quanto menor o barco maior o marinheiro - antigos diários



Salve amigos aventureiros da MAR!

Não sei se já disse a vocês mas antes de relatar minhas pequenas-grandes aventuras neste blog eu as contava através de newsletters enviadas por e-mails aos amigos e conhecidos, mais uns três ou quatro grupos de debate na net (2007 a 2009).
Antes de redigir newsletters, eu gravava curtas mensagens no meu celular, relatando os acontecimentos mais importantes ao final de cada dia. Foi dos rascunhos dessas curtas mensagens sonoras que nasceram as newsletters.
Mas antes das newsletters, eu mantinha um diário real escrito em folhas de caderno, no tamanho A5, com minha letra péssima que nem eu mesmo entendia, do qual selecionava alguns extratos, que enviava por e-mail aos amigos.
Se vocês me perguntarem se sou extrovertido e gosto de me comunicar,
 eu direi que não.
Na verdade comecei a relatar minhas aventuras, para me proteger de uma certa agressividade potencial, que percebi em algumas pessoas que
 cruzavam meu caminho.
Nós, meta-orangotangos-inconsequentes, não simpatizamos com personagens misteriosos que saem pra navegar em solitário, ao longo de vários dias a bordo de uma canoa à vela artesanal.
Nossa postura diante do desconhecido é violenta.

foto - Henrique Souza

Mas deixemos esse assunto de lado, só queria dizer pra vocês que comecei a relatar minhas pequenas-grandes aventuras marítimas na Costa do Sol, pra me proteger e também pra aumentar minhas chances de sobrevivência em caso de acidente.
E funcionou. Estou vivo até hoje.
Mas depois... Depois descobri que relatar as próprias aventuras traz outras vantagens e nos proporciona novos prazeres...
Mas deixemos de filosofar que a filosofia não está na moda nesses obscuros
 tempos que correm.
Novidades sim. Novidades sempre estiveram na moda em qualquer tempo e lugar. Tenho uma novidade pra vocês. Na verdade uma antiguidade-nova. Ou se preferirem uma novidade-antiga. Serve? Machado, o grande Machado, escreveu que o passado que se ignora vale o futuro. Ofereço-lhes alguns fragmentos do diário da primeira expedição que fiz pra Búzios a bordo da "Estrela d'Alva". Tempo do mastro de eucalipto, velas super usadas e bastante barrigudas, mais uma bolina lateral ineficiente feita com duas tábuas do paineiro.
Estamos em 2004, mes de setembro!
- Ha ha ha ha, iniciante faz tudo errado. Escolhi o mês do vendaval pra minha primeira viagem a Búzios. Doido não, o cão chupando manga!
- De Cabo Frio fui até a praia Rasa em Búzios e depois regressei a Cabo Frio, sempre por MAR.
Naquela época eu raramente dormia à bordo da Estrela. E quando o fazia, subia antes a canoa pra cima da praia, com a ajuda dos pescadores locais.


ANOTAÇÕES DO DIÁRIO

- Penso que pela primeira vez a "Estrela d'Alva" "andou" um pouco contra o vento (entenda-se "orçou"... será?), graças a um aperfeiçoamento que fiz
 nas bolinas laterais.
- Tentei, da praia de Manguinhos chegar até a ilha do Caboclo, praia do Canto,
diante do centro de Búzios.
- Tentei, tentei, mas não consegui.
- De repente o vento tornou-se mais forte e muito instável em direção.
- Ou será que uma corrente marítima me afastou do rumo certo?
- Tive de me contentar com a praia da Tartaruga.
- Praia charmosa que eu não conhecia, cheia de turistas e de grandes barcos que fazem o tour das ilhas.
- Não das 20 ilhas que se estendem entre Arraial do Cabo e Búzios, não, isso é coisa pra malucos como eu.
- Esses barcos fazem o tour de apenas três ilhas: Branca, Feia e Caboclo.
- Moral da estória: os grandões vão pertinho e a pequenininha é que vai longe.
- Ou se preferirem, enquanto os grandes fazem o mais fácil, a pequena e indômita "Estrela d'Alva" tenta o mais difícil, pra compensar sua insignificância.
- A título de consolo lembro do refrão que diz "quanto menor
o barco maior o marinheiro".
- Ouviram? Todos vocês que cruzam por nós, olhando-nos do alto do convés dos seus "imensos barcões" com desprezo?
Sabem? Lendo esses meus antigos diários sinto medo do passado, que dizem, é pior que o medo presente somado ao futuro.

domingo, 21 de novembro de 2010

O Pomo da Discórdia - regata


Muito bom dia amigas e amigos visitantes!

- Algum de vocês anda procurando um evento interessante pra assistir durante o próximo fim de semana?
- Que tal Búzios?
- Conhecem algum lugar mais charmoso que Búzios?
- Gostam mais de Arraial do Cabo?
- Eu confesso que fico sempre na dúvida, sobre qual, dentre essas três divindades feitas cidades é a mais linda: Cabo Frio, Arraial do Cabo ou Búzios, que juntas formam a paradisíaca Costa do Sol.
- Meu "desaparecido" amigo francês P. E. gosta mais de Cabo Frio, que ele, que velejou pelo mundo todo diz ser o lugar mais lindo do planeta.
- Eu amo todas três: Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo.
- Mas... E se de repente me aparecesse a encrenqueira Discórdia com uma suculenta maçã nas mãos e me cochichasse ao meu ouvido:
- Para a mais bela!
- Páris, o pobre e mortal Páris teve de decidir entre Juno, Vênus e Palas Atena.
- Feliz-coitado!


O Julgamento de Páris, de Rubens - 1639 - Museu do Prado - Madri

- E eu vou ter entregar "o pomo da discórdia" a Arraial do Cabo, Cabo Frio ou Búzios.
- Dúvida atroz.
- Fico com Búzios, só porque é em Búzios que vai rolar no próximo fim de semana a 5ª Regata Richards de Veleiros Clássicos.
- Se vou participar do evento?
- Já participei duas vezes desse agradabilíssimo evento, amigos, do qual só guardi boas recordações, acontece que há 13 meses contraí o vírus-da-construção-naval. Descobri que a segunda melhor coisa do mundo, logo após velejar é construir um barquinho, qualquer barquinho. Pode ser o menor, mais simples, mais barato, mais leve barquinho do mundo, o "Alegria", que continua a fazer um surpreendente sucesso aqui em Cabo Frio,  junto a pessoas de todas as classes sociais, todas as idades, ambos os sexos e todas as profissões.

foto - Fernando Costa

Alegria - o menor, mais leve, mais simples e mais barato barquinho do mundo

- Só porisso não vou participar da regata este ano. Mas com certeza estarei na praia dos Ossos ou da Armação de Búzios assistindo o evento junto de vocês e quem sabe, ano que vem não volte a deslizar ao longa de uma das melhores e mais lindas raias de vento do mundo, a bordo da minha pequenina e inseparável "Estrela d'Alva"?

Bons ventos!

Gente, não para de chover aqui em Cabo Frio!

domingo, 14 de novembro de 2010

O velejador, sua namorada mais o cão Hund - estórias vividas na MAR


A estória é a seguinte. Um amigo velejador, cujo nome estou proibido de divulgar, contou-me que tinha acabado de se separar da mulher, que apossou-se do seu apartamento em novembro de 2008. De repente não tinha mais onde morar. A solução que encontrou foi juntar-se ao responsável pela separação.
- Quem?
- Seu veleiro Ranger 22, pra bordo do qual ele se mudou "de mala e cuia" no dizer da minha avó Balbina. No princípio estranhou morar a bordo. Sentiu falta do barulho dos motores dos carros, do vozerio dos vizinhos falando alto, da sub-música que toca-se alto em toda parte . Sentiu falta da imobilidade da sua cama. Sentiu falta das luzes da cidade acesas durante a noite toda, perturbando nosso sono de macróbios humanos. Sentiu falta do calor infernal que faz na cidade. Enfim sentiu falta de todos os defeitos da cidade, mas já na segunda semana deu-se conta que viver na MAR ou perto dela é a maneira ideal de se viver... Passou a velejar com frequência, só arriando as velas pra dormir numa enseada tranquila ou ao abrigo de uma ilha amiga. Em vez de azarar as moças nas boates, passou a perseguí-las nas praias e rapidinho descolou a primeira namorada. Sairam pra velejar uma primeira vez, com vento fraco, conforme manda o figurino, mas da segunda o vento refrescou. Estavam previstos 10 entraram 25 nós de vento, chegando a 30 nas frequentes rajadas. Ele pensou em voltar. Estavam a duas milhas do porto de origem. Teria sido prudente e relativamente fácil voltar. Mas o diabo, sempre atento a uma nova chance de praticar o mal e perder os inocentes, colou a boca no ouvido do nosso colega velejador e cochichou.

- Siga em frente! Vá em frente corajoso velejador, o dia está lindo, a temperatura ideal e a MAR foi feita pra quem a merece.
- Nosso colega vejador entusiasmou-se com a enganosa lábia do diabo. Manteve todas a velas em cima e meteu leme a meio.

O vento de través bem folgado, quase entrando pela alheta foi apertando, as ondas crescendo e a velocidade do veleiro aumentado cada vez mais. Nosso colega velejador tinha dificuldade pra manter o rumo. As ondas começaram a estourar invadindo cada vez mais a proa do veleiro. Enquanto isso a namorada dele, tranquila estava e tranquila continuou, tomando banho de sol deitadinha no convés de bum bum pra cima, mais apetitosa e macia que um caqui, só que maior e bem menos vermelha. A meio caminho entre Rio das Ostras de onde saiu e Búzios onde ele pretendia chegar o vento alcançou 30 nós na rajada. A MAR cresceu bastante de tamanho e apareceu um swell imenso ninguém sabe de onde. O veleirinho coitado, cuja manutenção deixava a desejar, como acontece com 90% dos poucos veleiros brasileiros que ainda navegam, balançava, caturrava, adernava muito nas rajadas, enfurnava a proa n’água, estalava, rangia, espumava, mas a namorada do nosso colega velejador, que nadava bem, mas em matéria de vela era analfabeta, pensava que tudo aquilo era normal.
- De repente o incorrigível diabo, mergulhou em parafuso, despencando do interior de um enorme cúmulo-nimbo, a nuvem da desgraça, e aterrisou invisível no convés do Ranger 22, do nosso pobre amigo velejador e salivando, pensou:
- É hora de fazer a festa!
Esqueci de dizer que nosso colega velejador possuía um cão pastor-alemão chamado Hund. Hund era um cão sempre alerta e obediente. Começou a rosnar, a latir, a acuar o diabo, que, todos sabem, é pródigo em artimanhas pra engambelar-nos a nós pobres e pequeninos mortais. Não satisfeito em mal aconselhar nosso colega velejador, foi recuando, foi caminhado de costas e estalando os dedos.
- Vem meu irmão. Vem comigo, vem Hund?
-  Atiçado, Hund continuou a latir, a avançar na direção do diabo que ia sempre recuando, afastando-se do seguro barlavento, em direção ao perigoso sotavento. De repente uma onda mais forte chicoteou o convés lançando Hund no espaço. O diabo riu sua famosa gargalhada rascante e desapareceu do veleiro. Hund ainda flutuando no ar olhou aflito nos olhos do nosso colega velejador, que olhou desesperado nos olhos da namorada, que angustiada olhou nos olhos de Hund ainda parado no ar. Suspense!

- Ploft, Hund cai n’água e desaparece na esteira do Ranger 22, naquele momento surfando a inacreditáveis 15 nós de velocidade.
- O amigo leitor já viu um Ranger 22, mesmo com tudo em cima dar 15 nós? Nem eu.
- Outra pergunta.
- Diga-me agora você, que é velejador experiente, com várias travessias de oceano nas costas, diga-me o que acha que aconteceu 10 segundos depois dessa muda troca de olhares que acabamos de mencionar? Hund olhando nosso colega velejador nos olhos, que olhou pra namorada no fundo dos olhos que olhou pra Hund no fundo dos olhos?
- Pago-lhe um suco de açaí na “pastelaria” NOVO SABOR, do Paulo Chinês, mais tarde, se adivinhar o que aconteceu com nossos amigos, assim que Hund caiu de cabeça n'água salgada.
- Dou-lhe uma.
- Dou-lhe duas.
- Nosso colega velejador jogou uma bóia n’água, aquartelou o veleiro e escalou 2/3 do mastro pra tentar avistar Hund?
- Dou-lhe três! Errou a resposta e perdeu o suco de açaí.
- A resposta certa é… continua num próximo post.

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- Irada assim porque amiga velejadora?
- Gosta de novela não é? Ué, tem certeza que você é brasileira? Brasileiro é que costuma negligenciar a MAR, pra assitir novela na TV!
Os franceses fazem ao contrário.
- Um abraço a todos e a todas.
-  Quando Madame Sorte quiser, conto a segunda parte dessa incrível estória pra vocês.
- Bons ventos a todas e a todos e que o cão de estimação de vocês jamais caia à MAR durante um pé de vento.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Copa Pé de Vento - Newsletter 19/2008

foto: Ulisses Ferreira

"Estrela d'Alva" envergando a vela grande em prolan, desenhada pela Cognac Velas

A Copa Pé de Vento, bela invenção do nosso amigo-velejador César Trindade é, na minha humilde opinião, junto com a imperdível Regata de Barcos Clássicos de Búzios, mais a UFRJ - Cabo Frio, os três eventos mais interessantes, ligados à vela, criados nos últimos cinco anos, na paradisíaca Costa do Sol/Região dos Lagos.
A regata de veleiros clássicos, será perfeita quando atrair um mínimo de 300 veleiros vindos de todos os estados costeiros do Brasil, mais outro tanto do exterior.
- Ué?
- Qual o problema? Posso sonhar alto não?
- Desde quando existe imposto sobre o sonho.
- O sonho é livre amigos. Talvez seja o única coisa verdadeiramente livre desde que o mundo é mundo.
E a copa Pé de Vento será perfeita quando realizar cada uma de suas etapas numa raia de vento diferente, da paradisíaca Costa do Sol/Região dos Lagos. Sugiro:

1 - Enseada da praia do Foguete em Cabo Frio
2 - Enseada da praia do Forte em Cabo Frio
3 - Enseada da praia Brava em Cabo Frio
4 - O largo e belo braço de MAR compreendido entre a praia do Peró e a ilha Comprida em Cabo Frio
5 - Enseada da Prainha, em Arraial do Cabo
6 - Enseada da praia do Forno, em Arraial do Cabo
7 - Enseada da praia dos Anjos, em Arraial do Cabo
8 - Largo canal existente entre a ilha de Cabo Frio e o continente, em Arraial do Cabo
9 - Enseada da praia dos Tucuns em Búzios
10 - Enseada da praia de Geribá em Búzios
11 - Enseada da praia da Ferradura em Búzios
12 - Enseada da praia do Canto/Ossos em Búzios
13 - Enseada da praia de Manguinhos em Búzios
14 - Largo canal existente entre o ilha e a praia Rasa em Búzios

Porque limitar-se à enlameada, rasa e poluída lagoinha das Palmeiras, quando se tem um patrimônio tão vasto e belo quanto este que acabo de enumerar? Hein?
Mas foi durante a oitava etapa da Copa Pé de Vento, ainda na lagoa das Palmeiras, que eu escolhi para navegar, pela primeira vez, com as três velas novas e feitas sob medida, pelo generoso Arnaldo "Cognac Velas" Andrade, para a "Estrela d'Alva", que recebeu elogios de muitos.
Por mais que eu compartilhe com mestre Ney Shindo, sua sábia filosofia da reciclagem, não posso negar o raro prazer de velejar a "Estrela d'Alva" de coração novo. De coração e crista novos e mais linda e ágil que nunca. Na verdade só pude envergar as três velas: mestra, bujarrona e buja, na véspera da regata, mas já no local da Copa Pé de Vento, por causa dos ventos fortes que sopraram de NE no domingo, mas isto é detalhe. Corri festivamente a regata, em companhia do Evandro Lopes, mas devo confessar que partilhei minha concubina "Estrela d'Alva" com o Ney Shindo antes do início da regata. E a julgar pelos seus sorrisos, todos dois se foram plenamente satisfeitos. Se não desse azar trocar nome de barco eu rebatizaria a "Estrela d'Alva" de "Amélia".

"Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado"
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade

Ataulfo Alves e Mário Lago

"Estrela d'Alva" não tinha a menor vaidade.
"Estrela d'Alva" é que era a bat-vela de verdade!

Grande abraço amigos Arnaldo, Aguavel*, Ney Shindo e César Pé de Vento
 
 foto - César Trindade

Extrato da newsletter nº 19 de 2 de novembro de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"


domingo, 17 de outubro de 2010

Campeonato Mundial de WindSurf - amigos

Nosso amigo e colaborador "Aguavel" jogou a toalha na construção do "Alegria 2", sexta-feira e foi pra Praia Seca participar do... 


Fez bem. Quando rolar a charmosa "Regata de Barcos Clássicos de Búzios" eu farei o mesmo. Tem eventos que a gente não pode perder. O "Alegria 2" pode esperar até segunda-feira, quando iremos re-desenhar o plano de linhas do botinho e logo a seguir corrigir os moldes e se sobrar tempo construir três cavaletes.

Velejar é fazer amor com a MAR - arquitetura naval



Interessante... Estava pesquisando arquitetura naval no ótimo forum do grupo hisse-et-oh, vide meus favoritos, na coluna da direita em baixo, e encontrei um "ping-pong" interessante. O Crabec, que é aluno de um ótimo curso de arquitetura na França publicou o plano de linhas do seu projeto de construção de um veleiro de 50 pés, 14,22 T de deslocamento e boca máxima de 4,57 m.
 
Até aí tudo bem. Tudo normal. Mas como vocês sabem, o que busco na vida não é a normalidade e sim a extravagância, a excentricidade, a originalidade, a diferença, a novidade, o inéditismo, o extra-ordinário, o-nunca-ouvido, o-nunca-falado, o-nunca-jamais-visto-antes e se isso for possível o-jamais-pensado. "O-que-não-deveria-estar-alí." "O-que-ninguém-faz". "A-coisa-de-louco".
 
Encontrei o que procurava no comentário de alwoodrat, leiam. Está em francês, mas francês é igual a português. Não tem tempo? Sabia que falta de tempo é a desculpa daqueles que perdem tempo por falta de método, amigo leitor. Bom, já que não tem tempo pra tentar entender a mensagem no original, leia ao menos meu pós-comentário.
Bonjour Crabec - 14-09-2010 07:02

Surtout ne prends pas mal ce qui va suivre mais si je dis bravo pour le boulot que tu as du fournir pour "sortir" ton projet, je me pose des questions sur l'aerodynamisme/hydrodynamisme des "écopes" sur passavants... Quid du "tapis" et de la stabilité inverse? Pour moi, un bateau doit avoir plus sous l'eau que dessus, 50% de lest, une quille longue qui ne prend pas les algues ou les filets et qui protege le safran et l'helice, il doit pouvoir prendre la cape sans probleme pour me permettre d'aller me coucher et de cuisiner le temps que passe le gros temps, et surtout, etre le plus lent possible pour retarder au max l'atterrissage... Bonne chance pour tes projets d'avenir? Salut à tous les autres.

O alwoodrat pede ao projetista que seu veleiro ideal seja o mais lento possível, pra demorar a voltar pra terra... Ha ha ha ha ha... Sempre pensei isso. Que um veleiro não deveria ser rápido. Porque bom mesmo é velejar por velejar, sem pressa, nas ondas verdes-esmeralda da divina MAR, bem longe da inóspita, dura e perigosa terra. Velejar é como fazer amor. Qual apaixonado, gostaria de gozar logo, pra vestir logo as roupas e ir logo embora da companhia da namorada? Velejar é fazer amor com a sedutora MAR. E amor quanto mais lento melhor. Pra mim um veleiro só precisa ser rápido no momento que você tiver de correr de uma tempestade pra se abrigar por trás de uma ilha. Lembro-me de uma vez que eu vinha velejando tranquilamente nas proximidades das nervosas ilhas Emerências, entre Cabo Frio e Búzios, ao sabor de um NE tranquilinho, quando de repente, a MAR escureceu e o SW entrou rachando. Arriei a buja no desespero, só Netuna sabe como (perguntem a ela) e consegui navegar sem deixar a Estrela virar de cumbuca pra cima até a providencial "Toca dos Tucuns". Naquele momento eu desejei ardentemente que a Estrela fosse dez vezes mais rápida. Na verdade a coitadinha desembestou comigo em cima, mas como ela é pesada (entenda-se super-dimensionada), o muito que ela corria era pouco praquela emergência.

domingo, 3 de outubro de 2010

Lá no fundão - Arquitetura Naval

Vista frontal da "Estrela d'Alva"

Salve amigos!

Só agora, que eu e meu colaborador "Aguavel" tiramos todas as medidas da Estrela d'Alva e desenhamos suas vistas de topo, perfil e frontal que me dei conta do quanto ela é estreita e seu mastro relativamente alto. Agora entendo porque alguns não acreditam quando conto tudo que fiz com esse instável veleirinho LowTech ao largo da Costa do Sol. Lá no "fundão", como dizem os pescadores da região.
A Estrela tem apenas 1,30 m de boca máxima por 6 metros de comprimento, incluindo o gurupés, com um pontal de no máximo 50 cm, mais um mastro de 7 metros.


Diga a verdade, amigo velejador, você teria coragem de circunavegar a ilha de Âncora, que fica a 5 milhas de terra e na mesma latitude do Cabo Búzios, (vide carta acima) em solitário, com a cana do leme da Estrela na mão e 25 m² de vela em cima? Teria coragem amigo Steve? Teria coragem amigo Didd? Teria coragem Bill? Teria coragem "Aguavel"?

Bons ventos a todas e a todos

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Só faz sentido existir pra melhorar - diário da Estrela


Estrela d'Alva velejando em Búzios, durante a regata de inauguração da flotilha de bateras à vela do Icab - foto de Simone Albuquerque

Eu que pretendia realizar 13 aventuras de sete dias cada, ao longo do corrente ano, já realizei 17 de sete dias, uma de dez e a última, que durou de 4 a 18 de setembro, de 14 dias.
Como tinha previsto não fui longe durante esta última aventura. Na verdade não cruzei a barra do canal de Itajurú e só velejei um único dia. Porque? Por várias razões.
Primeira, porque o excelente livro “O longo caminho” de mestre Moitessier me enfeitiçou durante a primeira semana de “viagem” e não consegui fazer mais nada a não ser, ler o livro, pensar e escrever a respeito.
Segunda, porque durante a segunda semana, uma frente estacionária provocou muitas pancadas de chuva forte na região, durante as quais soprava um vento médio a fraco, de direção e intensidade instáveis, após o que a calmaria se reinstalava.
Terceiro, porque depois de um perrengue passado na MAR é bom a gente dar um tempo pra se autocriticar e aperfeiçoar procedimentos. Penso às vezes que se não fosse pelo perigo que se corre, nós marujos, que gostamos de cutucar a instável Netuna e o temperamental Éolo com vara curta, deveríamos passar um perrengue por mês na MAR. Cada novo perrengue nos re-ensina de forma indelével uma série de princípios que não podemos jamais negligenciar quando na MAR. Concordam?
Já que velejei pouco, remei bastante e testei a nova barraca que eu e meu amigo e colaborador Evandro Lopes inventamos, baseada na que o Beto Pandiani e o Igor Bely usam a bordo do "Bye Bye Brasil". A diferença é que a deles é High e a minha LowTech. Já tínhamos feito três barracas anteriormente, mas esta última versão é a melhor de todas... Dentro dela posso rangar, ler e dormir com relativo conforto e privacidade. Vocês ficariam surpresos se comparassem a primeira com a última... Imensa evolução. Donde se conclui que qualidade não se inventa.
Realizei uma façanha digna de nota, no único dia que velejei. Pela primeira vez percorri o estreito corredor que existe, entre os mais de 70 barcos ancorados ao longo do canal de Itajurú, no bairro da Passagem, de ponta a ponta e com quase tudo em cima. Isso com vento e corrente de maré de sizígia a favor. Ou seja, bastava um pequeno deslize e a “Estrela d’Alva” ficaria presa pelo ra... perdão pelo leme, na amarra da bóia de um dos barcos fundeados. Aposto que isso, meus detratores esqueceram de contar pra vocês. Não esqueceram? Seja como for, pra quem não ousava nem pensar em entrar no canal de Itajurú velejando, progredi bastante, não? No livro dos espíritos do Alain Kardec li que “só faz sentido existir pra melhorar”. Alguém concorda? Alguém discorda? Não entendo isso. Em cada uma das minhas newsletters faço, no mínimo, umas dez perguntas e não recebo nenhuma resposta. Estranha sensação de estar teclando com a pedra da Baleia ou com um indiferente sapo, como as más línguas diziam do meu guru Gilliatt.

Extrato da newsletter nº 18 de 3/10/2008 – projeto “Estrela d’Alva”

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Didd do "Abadenn" - velejador solitário e blogueiro


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Navegando na net, amigos, não me perguntem onde, que nem sei mais onde exatamente, encontrei o blog do francês Didd, que acabou de realizar uma aventura que me seduz: partir do continente e circunavegar uma ilha. O que eu acho incrível é que nenhuma pessoa, dentre as que cruzaram meu caminho aleatório até o presente, demonstrou possuir a "paixão das ilhas", que em mim virou febre, idéia fixa, obsessão.  Quando eu digo que circunaveguei todas as ilhas que se estendem ao longo da costa, entre Arraial do Cabo e Búzios, meus ouvintes simplesmente me olham indiferentes e nada comentam. Alguns bocejam, o que pra mim é intolerável. Mas o  cascudo marujo bretão Didd é uma excessão a esta regra. Didd ama a divina MAR, adora as charmosas ilhas e acaba de realizar (16 e 17 de setembro ) uma expedição em volta de um dos arquipélagos mais famosos do mundo. Famoso pelos perigos que oferece. Ventos fortes, correntes violentas e MAR quase sempre irada. Feia a coisa alí. Curioso pra conhecê-lo, amigo leitor? Curioso pra conhecer um dos mais cascudos arquipélagos do Planeta? Procure as "ìles de Glénan" na costa oeste da França. Navegue rumo a W. Passe pela ilha dos Carneiros. Vá além da ponta Penmarch. Veleje até a ilha de Sein. Ultrapassado o través da ilha de Sein? Sim? Tem certeza? Cuidado que ela engana. Se tem certeza que ultrapassou o través da ilha de Sein, assuma o rumo norte. Norte puro. 000, ligado? Isso, leme a meio, vai nessa e em breve você chegará a Conquet, em pleno coração da Bretanha, ponto de partida da pequena-grande viagem do corajoso Didd, que de Conquet foi a Ouessant, passando por Molène, portal de entrada do canal da Mancha.
Ler sobre a aventura marítima do Didd, amigos, trouxe-me à memória uma penca de boas lembranças:
Meu amigo Antoine Duguet, marujo bretão como o Didd.
Les Glénans, que me ensinou a perseguir a segurança aliada à elegância ao navegar.
Alfred Johnson e Howard Blackburn, que constam da minha lista dos maiores velejadores solitários de todos os tempos e lugares.
Gilliatt, meu verdadeiro herói, marujo-super-homem do canal da Mancha, do qual a ilha d'Ouessant é portal de entrada.
E pra terminar em grande estilo, os carismáticos gêmeos Berque.

Bons ventos Didd, pra você e pro seu intrépido "Abadenn"

 A lamentar na sua aventura, mestre Didd, só o fato da Gaëlle ter-lhe "dado bolo". Normal... Esquenta não. Mulher é assim mesmo. Na hora do "vamos ver", corre da raia. Aqui no Brasil elas nem querem ouvir falar de barco a remo ou à vela. Só gostam mesmo de automóveis, motos e na MAR, das insuportáveis lanchas. Culpa das novelas televisivas que operaram uma verdadeira lavagem cerebral nos brasileiros, ao longo dos últimos 50 anos. Coisa horrorosa, valorizar um invento, o motor, com o perdão da palavra motor, que está destruindo os dois patrimônios mais valiosos do planeta Terra, a água e o ar atmosférico.


Ei, só agora me dei conta que o Steve da "Spartina" e o Didd do "Abadenn" vivem praticamente sobre a mesma latitude, com o oceano Atlântico entre eles... No tempo da "Pangaea" eles seriam vizinhos. 

domingo, 26 de setembro de 2010

IOLE, KETCH e CUTTER - newsletter 18/2008



Aconteceu no dia 20 de setembro e foi um sucesso a quarta reunião do MOLOTEVE/CF ( Movimento LowTech da Vela em Cabo Frio ) com a presença do mestre-veleiro Arnaldo Andrade, da Cognac Velas, que nos falou e muito bem sobre MASTREAÇÕES ALTERNATIVAS e a quem muito agradeço a gentileza de ter motorado até a paradisíaca Região dos Lagos/Costa do Sol, para democratizar conosco seus largos conhecimentos sobre vela.

Ouvindo a agradável e ilustrativa palestra de mestre Arnaldo ocorreu-me uma nova fantasia. Tentar velejar o maior número possível de veleiros, com mastreações alternativas, antes de morrer. Não, não por favor, não estou desprezando o sloop, embora pense que todo tirano deva ser destronado. Só estou em busca do que passei a vida inteira perseguindo, emoções novas.

Na verdade antes mesmo de ouvir o animado discurso do mestre-veleiro Arnaldo, (que teve a delicadeza de visitar e fotografar a minha querida e humilde “Estrela d’Alva”, à beira do canal de Itajurú) eu já vinha namorando os veleiros de mastreação alternativa: Iole, Ketch, Cutter ( A "Estrela d'Alva" é um Cutter Bermudiano, estão ligados? ), Caíque, Iate, Palhabote, Escuna, Sumaca, Patacho, Brigue-Escuna, Polaca etc.
( http://www.ancruzeiros.pt/ancnomenct.html )

Minha curiosidade foi potencializada, quando em novembro do ano passado, tive o imenso prazer de timonear a escuna “Dália” dos simpáticos Silvana & George, ao som de “O Navio Fantasma” de Richard Wagner, circunavegando a ilha Branca em Búzios. Nunca pensei que um veleiro tão grande, pudesse ser tão fácil e agradável de velejar.

A palestra de mestre-veleiro Arnaldo durou uma hora e meia, mas evaporou-se como se tivesse durado apenas cinco minutos. E ele não utilizou nenhum recurso de ensino extraordinário. Só os tradicionais “quadro negro”, “giz” e “apagador”. Donde se conclui que quando o professor é bom, pode esnobar o “admirável mundo novo” dos recursos audiovisuais.

Da mesma forma, o bom ator pode dispensar microfone, iluminação, música de fundo, cortina, palco, maquiagem e agradar seu público.
Um dos alunos deu um conselho ao mestre.
- Seus discursos sobre vela são eloqüentes e substanciais mestre Arnaldo.
- Obrigado.
- Sabe o que você poderia fazer?
- Não!
- Andar com um gravador no bolso, entregá-lo ao fim do dia a uma digitadora e publicar um novo livro por ano.
- É? Vou pensar sobre isso.
Confesso-lhes no entanto que eu não fiquei totalmente satisfeito com o desempenho do mestre-veleiro Arnaldo.
- Porque?
- Porque eu sonhei que ele chegasse a Cabo Frio comandando um belo e grande veleiro chamado "Cognac", projetado, construído e armado em Iole, Cutter ou Ketch por ele próprio e com sua simpática esposa Bete como proeira.

Que iniciasse sua aula sobre "Mastreações Alternativas" lançando na piscina da pousada do Leandro, dez veleiros-miniatura-artesanais-tele-guiáveis armados em Iole, Ketch, Cutter, Caíque, Iate, Palhabote, Escuna, Patacho, Polaca e Sumaca e a finalizasse com uma inesquecível velejada em três dimensões, ao sabor do vento forte de NE, que soprou aquele sábado, dia 20/9, conosco, seus alunos, feitos tripulantes, a bordo do seu extra-ordinário veleiro "Cognac", ao largo da paradisíaca Costa do Sol.

Agora eu pergunto a vocês. Tem culpa mestre-veleiro Arnaldo de cruzar o rumo perigoso de um sonhador-quixotesco-inveterado tipo eu, que vive a querer coisas inviáveis e fantasiosas? Óbvio que não.

Antes que eu me esqueça, mestre Arnaldo me entregou um ótimo texto escrito e ilustrado por ele próprio, sobre o tema de sua palestra “Mastreações Alternativas” . O documento poderá ser enviado por e-mail aos interessados. Aqueles que assistiram ou não a palestra e que residam em Cabo Frio, basta me procurar que empresto o original para cópia.

O texto começa nestes termos:
“A propulsão à vela em barcos pequenos é prática que data de mais de 30 séculos no mundo ocidental. Muitas soluções satisfatórias foram alcançadas ao longo desse período. Outras tantas...” continua no paper “O Plano Vélico das Pequenas Embarcações” de Arnaldo Paes de Andrade

Curiosidade: Entrei na janelinha de pesquisa, do importante grupo Altomar com o nome Arnaldo e encontrei nada 4808 citações !!! Ou existem muitos Arnaldos no grupo Altomar, ou o homem é mais famoso do que eu supunha! Deveria tê-lo tratado ainda melhor, embora ele tenha me declarado que gostou de ter participado da quarta reunião do MOLOTEVE/CF e da estadia na bela e confortável pousada do Leandro, grande ex-jogador do Flamengo e da seleção brasileira de futebol, cabofriense da gema, imortalizado em estátua de bronze, que pode ser vista na Praça das Águas em Cabo Frio, ao lado da estátua do surfista Victor Ribas.
- Grande abraço mestre-veleiro Arnaldo. Saúde, bons ventos, ótimos negócios e até a próxima.
- Agradeço também o apoio do Museu do Surf, da Pousada Mariá e da Pousada do Leandro.
- Valeu Telmo, Radamés, Júpiter, Leandro, Marcelo e Evandro!


Extrato da newsletter nº 18 de 3/10/2008 – projeto “Estrela d’Alva”

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