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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Veleiro LowTech 1 - vinho sem queijo
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Só faz sentido existir pra melhorar - diário da Estrela
Estrela d'Alva velejando em Búzios, durante a regata de inauguração da flotilha de bateras à vela do Icab - foto de Simone Albuquerque
Eu que pretendia realizar 13 aventuras de sete dias cada, ao longo do corrente ano, já realizei 17 de sete dias, uma de dez e a última, que durou de 4 a 18 de setembro, de 14 dias.
Como tinha previsto não fui longe durante esta última aventura. Na verdade não cruzei a barra do canal de Itajurú e só velejei um único dia. Porque? Por várias razões.
Primeira, porque o excelente livro “O longo caminho” de mestre Moitessier me enfeitiçou durante a primeira semana de “viagem” e não consegui fazer mais nada a não ser, ler o livro, pensar e escrever a respeito.
Segunda, porque durante a segunda semana, uma frente estacionária provocou muitas pancadas de chuva forte na região, durante as quais soprava um vento médio a fraco, de direção e intensidade instáveis, após o que a calmaria se reinstalava.
Terceiro, porque depois de um perrengue passado na MAR é bom a gente dar um tempo pra se autocriticar e aperfeiçoar procedimentos. Penso às vezes que se não fosse pelo perigo que se corre, nós marujos, que gostamos de cutucar a instável Netuna e o temperamental Éolo com vara curta, deveríamos passar um perrengue por mês na MAR. Cada novo perrengue nos re-ensina de forma indelével uma série de princípios que não podemos jamais negligenciar quando na MAR. Concordam?
Já que velejei pouco, remei bastante e testei a nova barraca que eu e meu amigo e colaborador Evandro Lopes inventamos, baseada na que o Beto Pandiani e o Igor Bely usam a bordo do "Bye Bye Brasil". A diferença é que a deles é High e a minha LowTech. Já tínhamos feito três barracas anteriormente, mas esta última versão é a melhor de todas... Dentro dela posso rangar, ler e dormir com relativo conforto e privacidade. Vocês ficariam surpresos se comparassem a primeira com a última... Imensa evolução. Donde se conclui que qualidade não se inventa.
Realizei uma façanha digna de nota, no único dia que velejei. Pela primeira vez percorri o estreito corredor que existe, entre os mais de 70 barcos ancorados ao longo do canal de Itajurú, no bairro da Passagem, de ponta a ponta e com quase tudo em cima. Isso com vento e corrente de maré de sizígia a favor. Ou seja, bastava um pequeno deslize e a “Estrela d’Alva” ficaria presa pelo ra... perdão pelo leme, na amarra da bóia de um dos barcos fundeados. Aposto que isso, meus detratores esqueceram de contar pra vocês. Não esqueceram? Seja como for, pra quem não ousava nem pensar em entrar no canal de Itajurú velejando, progredi bastante, não? No livro dos espíritos do Alain Kardec li que “só faz sentido existir pra melhorar”. Alguém concorda? Alguém discorda? Não entendo isso. Em cada uma das minhas newsletters faço, no mínimo, umas dez perguntas e não recebo nenhuma resposta. Estranha sensação de estar teclando com a pedra da Baleia ou com um indiferente sapo, como as más línguas diziam do meu guru Gilliatt.
Extrato da newsletter nº 18 de 3/10/2008 – projeto “Estrela d’Alva”
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Mais vela! Mais Vela! - Vendée Globe - 3º dia - 11/11/2008
A MAR amigos... Querem saber o que a divina MAR é? Uma grande mestra de humildade. Vejam bem que tremenda lição. Dois, entre trinta marujos experientes, partiram ambos confiantes de Sables d'Olonne no domingo. Ovacionados por uma entusiástica multidão, receberam aplausos, beijos, abraços e apertos de mão.
- Não esqueça de abrir o presentinho de Natal que escondi pra vc...
- Onde linda?
- Em algum lugar dentro do seu bólido alado.
- Obrigado por tudo amor. Adeus crianças!
- Adeus e boa sorte!
Partiram todos dois com a pretensão de dar uma volta ao planeta Terra em solitário, sem escalas, sem assistência e passando pelos temíveis cabos Boa Esperança, Leewin e Horn. Isso depois de sonhar, planejar, correr atrás de patrocinio e treinar duro durante quatro anos. Na primeira esquina a temperamental MAR, pimba! Deu com o caríssimo mastro em fibra de carbono dos dois na água. Sabem de quem estou falando, não?
Partiram todos dois com a pretensão de dar uma volta ao planeta Terra em solitário, sem escalas, sem assistência e passando pelos temíveis cabos Boa Esperança, Leewin e Horn. Isso depois de sonhar, planejar, correr atrás de patrocinio e treinar duro durante quatro anos. Na primeira esquina a temperamental MAR, pimba! Deu com o caríssimo mastro em fibra de carbono dos dois na água. Sabem de quem estou falando, não?
Yannick Bestaven ( "Aquarelle.com" )
Kiko de Pavant ( "Groupe Bel" )
Au revoir Vendée Globe pra todos dois!
Pena...
Mas a melhor estória que conheço de quebra de mastros é a da mulher do Slocum pedindo pra ele, o que nenhuma mulher jamais pediu pra um homem.
- Mais Vela! Mais Vela! Mais Vela!
- Mulher essa canoa já está envergando toda a vela que ela pode suportar.
- Eu quero mais vela! Anda! Mais vela!
- Você tá pedindo eu vou içar!
- Pimba! Pimba! E dois dos três mastros da "Liberdade" se quebraram.
- Eu avisei!
Fernando "Estrela d'Alva" Costa
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Tum-tum! Tum-tum! Tum-tum - "Estrela d'Alva"
foto - Henrique Souza
Salve amigos velejadores!
Estou feliz hoje, bem feliz! Após nove meses no seco, minha querida "Estrela d'Alva", mergulhou n'água salgada novamente.
Em verdade, eu vos digo, haverá mais alegria no coração do veleiro que volta à MAR, do que no coração daquele que jamais se afastou do seio dela.
- O quê, não acredita que um veleiro tenha coração?
- Experimente colar seu ouvido no costado dele, entre o bico de proa e a meia-nau e você ouvirá. Tum-tum! Tum-tum! Tum-tum! Maldade minha deixar a Estrela tanto tempo espetada em terra. Mea culpa! Minha máxima culpa. Nisso e só nisso tem razão meus incorrigíveis detratores.
Bons ventos e boa noite amigos
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“À deriva – um panorama do mar brasileiro" 5 - Ecologia
Boa noite amigo leitor! Tudo bem?
- Algum fenômeno violento ocorrendo na sua cidade, consequência do aquecimento global neste exato momento?
- Tempestade? Não? Sorte sua!
- Furacão? Não? Sorte sua!
- Inundação? Não? Sorte sua!
- Derretimento atípico de neves no cimo das montanhas? Não? Sorte sua!
- Elevação do nível do oceano? Não? Sorte sua. Aqui em Cabo Frio já começou.
- Seca? Não? Anda com muita sorte amigo leitor! Parabéns!
Deus queira que continue assim, mas sem querer alarmá-lo o GreenPeace afirma que esses fenômenos já frequentes, tornar-se-ão cada mais frequentes com a passagem do tempo e antes do ano 2050 o apocalipse inromperá, se nós continuarmos de braços cruzados, como temos feito.
- Tem feito algo pra tentar livrar o planeta do caos meteorológico que o ameaça, amigo leitor?
- Diga a verdade! Não? Nada?
- Pena... Sem o compromentimento e a colaboração de todos, o futuro da doida raça humana na Terra será o pior possível.
- Porque doida raça humana?
- Respondo-lhe a pergunta com outra pergunta.
- Existe raça mais doida que aquela que destrói seu único lar possível em todo universo?
Bem, enquanto você pensa sobre sobre isso, amiga leitora, leia o complemento "Desafios e soluções" ao capítulo 1 - Mudanças Climáticas, do importantíssimo documento À DERIVA - UM PANORAMA DO MAR BRASILEIRO do Green Peace, ao qual todos os terráqueos deveriam se filiar imediatamente.
Os principais desafios para minimizar os efeitos das mudanças climáticas sobre os oceanos são tarefas globais:
> reduzir os níveis de emissões de CO2
> acabar com o desmatamento e as queimadas
> mudar o comportamento diário dos cidadãos, praticando ações mais racionais e responsáveis quanto ao consumo de recursos naturais.
O Greenpeace já desenvolve ações relacionadas a esse tema por meio de nossa campanha de Clima. Com a campanha de Oceanos, pretendemos reforçar nossa atuação especificamente sobre os impactos do aquecimento global nos oceanos. Seguiremos buscando:
> informar a população sobre a necessidade de mudança em seu padrão de consumo
> comunicar às populações de zonas costeiras a vulnerabilidade da região e a urgência de se desenvolver um planejamento em relação ao tema
> colaborar no monitoramento da costa, buscando aumentar o conhecimento acerca dos impactos do aquecimento global no litoral brasileiro
> estimular os principais atores nacionais a discutir a criação de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas e de uma Política Nacional de Oceanos.
Bons ventos a todos... Mas tudo indica que se nós, habitantes da Terra, repito, único planeta habitável do Sistema Solar, não agirmos rápido e no bom sentido, enfrentaremos ventos cada vez mais violentos e perversos.
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SLOCUM x MOITESSIER - velejadores solitários
Já falamos nesta rubrica dos seguintes velejadores solitários:
Alain“Firecrest” Gerbault, Vito“LEHG II” Dumas, Alfred “Centemnial” Johnson, Howard “Great Western” Blackburn, Fred “Elaine” Rebell, Eric “Pen Duick VI” Tabarly, Alain “Club Mediterrannée” Colas, Philippe “Crédit Agricole” Jeantot, Donald “Teignmouth Electron” Crowhurst, Julio “Mistral” Villar, Francis “Gipsy Moth IV” Chichester, Aleixo “Três Marias” Belov e Florence “Pierre I” Arthaud.
Se me permitem falaremos novamente de Joshua “Spray” Slocum e de Bernard “Joshua” Moitessier.
- Porque?
- Porque?
- Primeiro porque o Slocum foi, como vocês sabem o primeiro velejador solitário a dar uma volta ao mundo num veleiro e segundo porque Moitessier é o grande guru da maioria dos velejadores cruzeiristas do planeta.
Talvez vocês gostem da minha idéia. Sabem o que eu fiz? Comparei os dois, mestre e discípulo e encontrei uma série de semelhanças e diferenças dignas de nota. Não vou citar todas, só dez, para que esta newsletter não fique grande demais, se é que isto já não ocorreu. Vejam bem:
1 – Semelhança - Tanto Slocum quanto Moitessier eram altos e magros. Nosso audaz Betão Pandiani idem. Talvez mais alto que os dois primeiros. Todos três lembrando a figura do lunático Dom Quixote. Lunático no bom sentido, entendam-me bem. Lunático no sentido de sonhador e não no de alienista, perdão de alienado.
2 – Diferença – Ao contrário de Moitessier, que não ganhou um tostão e ainda desprezou 5.000 libras, mais um globo de ouro sem ser rico, Slocum fez um bom pé de meia durante a sua volta ao mundo, primeiro vendendo barris de sebo ( oriundos de um navio naufragado durante uma tempestade, da qual ele escapou por pouco, se não me falha a memória) que ele encontrou na Terra do Fogo e depois realizando palestras sobre sua originalíssima viagem em vários portos.
3 – Semelhança – Ambos, Slocum e Moitessier, já haviam naufragado duas vezes, quando partiram para as viagens que os tornaram famosos.
4 – Diferença – Slocum deu a volta ao planeta de leste para oeste pelas baixas latitudes, Moitessier deu a volta ao planeta de oeste para leste pelas altas latitudes.
4 – Diferença – Slocum deu a volta ao planeta de leste para oeste pelas baixas latitudes, Moitessier deu a volta ao planeta de oeste para leste pelas altas latitudes.
5 – Semelhança – Tanto Slocum quanto Moitessier escreveram cada qual um livro relatando suas aventuras. Slocum escreveu “Sozinho em volta do mundo” e Moitessier “ O longo caminho”. Ambos os livros foram traduzidos para vários idiomas e se tornaram cults.
6 – Diferença – Slocum realizou sua volta ao mundo entre 1895 e 1898 enquanto que Moitessier circunavegou o planeta entre 1968 e 1969.
7 – Semelhança – Tanto Slocum quanto Moitessier, primeiro navegaram em companhia de suas esposas, para depois optarem pela solidão. Se tivesse acontecido o contrário eu teria a primeira e única razão pra levar fé no famigerado casório.
8 – Diferença – aparentemente Slocum não tinha vícios, enquanto que Moitessier fuma sem parar, confessa que gosta do cheiro do tabaco e bebe segundo ele próprio 15 litros de vinho (o que não é tanto assim – menos de dois litros por mês), durante a viagem, sem contar com as garrafas de champagne, sorvidas quando da passagem de cada um dos três terríveis cabos Boa Esperança, Leewin e Horn. Detalhe interessante, ele só abre e bebe a garrafa de champagne depois de se afastar bastante do cabo em questão.
9 – Semelhança – As maiores alegrias e tristezas de Slocum e Moitessier são idênticas. A alegria é ver seus barcos correrem a toda velocidade, a tristeza é assistir à autoflagelação das velas nas calmarias.
10 – Diferença – Slocum faz críticas sutis e eventuais à nascente Sociedade de Consumo. Moitessier condena com virulência o que ele chama de o Monstro. Leiam:
“Não suporto mais os falsos deuses do Ocidente, sempre à espreita como aranhas, que nos devoram o fígado, que nos sugam a medula. Eu declaro aqui minha repulsa contra o Mundo Moderno. É ele o Monstro. É ele que destrói a nossa terra, espezinha a alma dos homens....... É do Mundo Moderno, por conta de sua pretensa “Civilização”, por causa de seus pretensos “Progressos” que eu fujo a bordo do meu belo barco pro meio do oceano.”
Extrato da newsletter nº 18 de 3/10/2008 – projeto “Estrela d’Alva”
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Conforme o prometido... - Arquitetura Naval
Boa noite amigas e amigos navegantes!
Como prometi a vocês aqui vai o desenho da "Estrela d'Alva" vista de perfil feito por mim mais...
o desenho da "Estrela d'Alva" vista de topo, feito pelo meu colaborador Evandro "Aguavel" Lopes e aperfeiçoado pelo William. Não, por favor, não sejam muito críticos que ainda estamos no vestíbulo do limbo do desenho técnico. Ligados? - Ei! Porque esta expressão de menosprezo no olhar? Acham que é fácil fazer um esboço desses? Experimentem desenhar o veleiro de vocês em escala, visto de perfil e de topo e depois venham convesar conosco. Criticar é fácil. Vai fazer.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
- Queria que fosse hoje, mas hoje não deu. - Arquitetura Naval
Salve colegas velejadores!
Não sei se já disse a vocês. Creio que não. Vou dizer agora mesmo.
- Eu adoro desenhos de veleiros de perfil.
- Fotos?
- Claro que sim, adoro fotos de veleiros, sou apaixonado por fotografia em geral, retratos em especial e fotos de barcos à vela, de preferência LowTech, em particular... Mas...
- Mas?
- Mas esses desenhos de perfil de veleiros me fascinam. Olho pra eles e minha fantasia começa a redemoinhar...
- Vista de topo?
- Também gosto, mas meu desenho favorito é o de perfil.
- Vista longitudinal?
- Também gosto, mas meu desenho favorito é o de perfil.
- A propósito, tenho uma surpresa pra vocês.
- Vou mostrar-lhes a surpresa amanhã.
- Queria que fosse hoje, mas hoje não deu.
- Amanhã é certo.
- Amanhã à noite, aqui mesmo no blog, vou mostrar-lhes a tal "surpresa".
- Por hora vejam esses desenhos e sonhem com eles durante à noite, que vou fazer o mesmo.
- Boa noite!
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1001 Noites 5 – dupla de sushi
foto de Yann Arthus-Bertrand
“Todas as árvores dessa ilha ficam dentro da MAR, e seu povo vive uma condição religiosa mais feia que o da ilha dos aloés qimari, pois ali se ama a fornicação e o adultério, bebe-se álcool e não se conhecem almuadens nem convocações para a prece...”
tradução de Mamede Mustafa Jarouche
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“Sindabad, o navegante” – quinta viagem
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Tesouro escondido - newsletter 18/2008 do projeto "Estrela d'Alva"
Se tudo correr como previsto, amigos, pretendo revisitar o paraíso aquático de Arraial do Cabo, durante a minha próxima aventura a bordo da "Estrela d'Alva", que estender-se-á de 3 a 17 de outubro. Se num desses dias Netuna e Éolo estiverem ambos de bom humor, tentarei circunavegar pela primeira vez este ano a bela e temperamental ilha de Cabo Frio, em torno da qual mais de 30 navios importantes já naufragaram entre eles a fragata inglesa Thetis. Leiam:
"A ilha do Cabo Frio, situada na costa de Arraial do Cabo (RJ), também tem sua lenda de tesouro escondido, mas encontra-se relacionada com um tesouro real que começou a ser recuperado a partir de 1831, o qual encontrava-se entre os destroços da fragata inglesa Thetis, naufragada naquela ilha em 5 de dezembro de 1830. Diz a lenda cabista, que moedas de ouro e prata foram desviadas e enterradas pelos marinheiros ingleses, em algum ponto da praia da..." continua em link-do-texto.
Extrato da newsletter nº 18 de 3/10/2008 – projeto “Estrela d’Alva”
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Vento contra corrente - dica nº 9 da Bíblia da Vela
Os navegantes franceses, amigos, chamam "Le Cours de Glénans", de a "Bíblia da Vela". Decidi copiar alguns extratos desse precioso vade mecum e traduzí-los livremente pra vocês. Espero que lhes seja útil. Se não for, o que vale é a intenção, concordam? Discordam? Pesquiso, pesquiso, pesquiso, escrevo, escrevo, escrevo, provoco, provoco, provoco e ninguém me diz nada?!! Será que nada do que digo faz sentido pra vocês? Vou parar de escrever e voltar pra MAR, de onde nunca deveria ter saído.
VENTO CONTRA CORRENTE
“Quando a corrente se dirige contra o vento, as ondas então formadas são freadas e de certa forma estranguladas entre o vento e a corrente. Seu comprimento de onda encurta, sua altura aumenta, seu cavado se torna excessivo e elas quebram-se e arrebentam.
Meu comentário: Já quase dancei na saída do canal de Itajurú por ignorar esse princípio? Até que sofri um quase-acidente. Decidi então só cruzar a boca do canal, o lugar mais perigoso da Costa do Sol, com vento e maré a favor. Sou doido, mas minha loucura como o sol, tem sua órbita.
TEXTO ORIGINAL EM FRANCES
“Quand le courant se dirige contre le vent, les vagues formées par le vent se trouvent alors freinées, étranglées en quelque sorte entre le vent et le courant: leur longueur diminue, leur hauteur augmente, leur cambrure devient parfois excessive, elles se brisent et déferlent.
E aí? Gostou da dica amigo velejador? Esta aqui pode simplesmente salvar sua vida. Qualquer dica, por mais banal que seja, pode salvar a vida de um marujo na MAR, numa situação de emergência. Se gostar de rezar, reze pra Iemanjá antes de partir pra MAR. Mas não se esqueça de ler todo dia a Bíblia da Vela ou pelo menos as dicas do Fernando “Estrela d’Alva” Costa, copiadas da Bíblia da Vela.
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Steve do Spartina fala sobre a Estrela e o Cisne - importado de outro blog
SATURDAY, SEPTEMBER 25, 2010
velejador solitário
I received a nice comment today from Fernando Costa, a sailor of a very classic looking boat called "Morning Star" or, in Portuguese, "Estrela d'Alva". Fernando has a very nice blog and -though I don't understand Portuguese - he seems to have a special interest in velajador solitário - I think that translates to "single-handed sailor". In fact today he did a nice post about Spartina and the single-handed trip on Chesapeake Bay. Cool.
Fernando is from Cabo Frio, RJ, Brazil. Brazil will always have a special place in my heart ever since I was invited to join the crew of the...
continua em The Log of Spartina
Good Winds Steve! And thanks for your kind speech!
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Didd do "Abadenn" - velejador solitário e blogueiro
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Navegando na net, amigos, não me perguntem onde, que nem sei mais onde exatamente, encontrei o blog do francês Didd, que acabou de realizar uma aventura que me seduz: partir do continente e circunavegar uma ilha. O que eu acho incrível é que nenhuma pessoa, dentre as que cruzaram meu caminho aleatório até o presente, demonstrou possuir a "paixão das ilhas", que em mim virou febre, idéia fixa, obsessão. Quando eu digo que circunaveguei todas as ilhas que se estendem ao longo da costa, entre Arraial do Cabo e Búzios, meus ouvintes simplesmente me olham indiferentes e nada comentam. Alguns bocejam, o que pra mim é intolerável. Mas o cascudo marujo bretão Didd é uma excessão a esta regra. Didd ama a divina MAR, adora as charmosas ilhas e acaba de realizar (16 e 17 de setembro ) uma expedição em volta de um dos arquipélagos mais famosos do mundo. Famoso pelos perigos que oferece. Ventos fortes, correntes violentas e MAR quase sempre irada. Feia a coisa alí. Curioso pra conhecê-lo, amigo leitor? Curioso pra conhecer um dos mais cascudos arquipélagos do Planeta? Procure as "ìles de Glénan" na costa oeste da França. Navegue rumo a W. Passe pela ilha dos Carneiros. Vá além da ponta Penmarch. Veleje até a ilha de Sein. Ultrapassado o través da ilha de Sein? Sim? Tem certeza? Cuidado que ela engana. Se tem certeza que ultrapassou o través da ilha de Sein, assuma o rumo norte. Norte puro. 000, ligado? Isso, leme a meio, vai nessa e em breve você chegará a Conquet, em pleno coração da Bretanha, ponto de partida da pequena-grande viagem do corajoso Didd, que de Conquet foi a Ouessant, passando por Molène, portal de entrada do canal da Mancha.
Navegando na net, amigos, não me perguntem onde, que nem sei mais onde exatamente, encontrei o blog do francês Didd, que acabou de realizar uma aventura que me seduz: partir do continente e circunavegar uma ilha. O que eu acho incrível é que nenhuma pessoa, dentre as que cruzaram meu caminho aleatório até o presente, demonstrou possuir a "paixão das ilhas", que em mim virou febre, idéia fixa, obsessão. Quando eu digo que circunaveguei todas as ilhas que se estendem ao longo da costa, entre Arraial do Cabo e Búzios, meus ouvintes simplesmente me olham indiferentes e nada comentam. Alguns bocejam, o que pra mim é intolerável. Mas o cascudo marujo bretão Didd é uma excessão a esta regra. Didd ama a divina MAR, adora as charmosas ilhas e acaba de realizar (16 e 17 de setembro ) uma expedição em volta de um dos arquipélagos mais famosos do mundo. Famoso pelos perigos que oferece. Ventos fortes, correntes violentas e MAR quase sempre irada. Feia a coisa alí. Curioso pra conhecê-lo, amigo leitor? Curioso pra conhecer um dos mais cascudos arquipélagos do Planeta? Procure as "ìles de Glénan" na costa oeste da França. Navegue rumo a W. Passe pela ilha dos Carneiros. Vá além da ponta Penmarch. Veleje até a ilha de Sein. Ultrapassado o través da ilha de Sein? Sim? Tem certeza? Cuidado que ela engana. Se tem certeza que ultrapassou o través da ilha de Sein, assuma o rumo norte. Norte puro. 000, ligado? Isso, leme a meio, vai nessa e em breve você chegará a Conquet, em pleno coração da Bretanha, ponto de partida da pequena-grande viagem do corajoso Didd, que de Conquet foi a Ouessant, passando por Molène, portal de entrada do canal da Mancha.
Ler sobre a aventura marítima do Didd, amigos, trouxe-me à memória uma penca de boas lembranças:
Meu amigo Antoine Duguet, marujo bretão como o Didd.
Les Glénans, que me ensinou a perseguir a segurança aliada à elegância ao navegar.
Alfred Johnson e Howard Blackburn, que constam da minha lista dos maiores velejadores solitários de todos os tempos e lugares.
Gilliatt, meu verdadeiro herói, marujo-super-homem do canal da Mancha, do qual a ilha d'Ouessant é portal de entrada.
E pra terminar em grande estilo, os carismáticos gêmeos Berque.
Bons ventos Didd, pra você e pro seu intrépido "Abadenn"
A lamentar na sua aventura, mestre Didd, só o fato da Gaëlle ter-lhe "dado bolo". Normal... Esquenta não. Mulher é assim mesmo. Na hora do "vamos ver", corre da raia. Aqui no Brasil elas nem querem ouvir falar de barco a remo ou à vela. Só gostam mesmo de automóveis, motos e na MAR, das insuportáveis lanchas. Culpa das novelas televisivas que operaram uma verdadeira lavagem cerebral nos brasileiros, ao longo dos últimos 50 anos. Coisa horrorosa, valorizar um invento, o motor, com o perdão da palavra motor, que está destruindo os dois patrimônios mais valiosos do planeta Terra, a água e o ar atmosférico.
Ei, só agora me dei conta que o Steve da "Spartina" e o Didd do "Abadenn" vivem praticamente sobre a mesma latitude, com o oceano Atlântico entre eles... No tempo da "Pangaea" eles seriam vizinhos.
Ei, só agora me dei conta que o Steve da "Spartina" e o Didd do "Abadenn" vivem praticamente sobre a mesma latitude, com o oceano Atlântico entre eles... No tempo da "Pangaea" eles seriam vizinhos.
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domingo, 26 de setembro de 2010
a lagarta virando borboleta - arquitetura naval
Salve amigas e amigos velejadores!
Vou confessar-lhes algo. Desde que me apaixonei pela "Estrela d'Alva", que me preocupo com a possibilidade dela naufragar, ou ser roubada, ou... melhor nem falar. Mas digamos que por uma razão qualquer minha querida canoa alada se extravie e eu sobreviva. De que forma poderia ressuscitá-la? Ou melhor, de que forma poderia reconstruí-la? Já conversei com o carpinteiro naval que a fabricou e ele me disse que possui o plano de linhas da Estrela. Entenda-se que ele possui apenas o plano de linhas do casco da Estrela. Ficariam faltando todas as dezenas de adaptações e acréscimos que foram feitos, por mais de trinta pessoas ao longo dos últimos seis anos, durante sua longa metamorfose de lagarta em borboleta. Entenda-se de simples batera à vela, em cutter-bermudiano-de-fortuna-mas-eficiente. Graças aos ensinamentos de mestre C. R., esse problema começou a ser resolvido esta semana, por mim, auxiliado por meu colaborador "Aguavel". Promete-lhes para breve novidades sobre este importante assunto.
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Boa Esperança, Leewin e Horn - 2º dia - Vendée Globe - 10/11/2008
É porisso que eu não acredito em cartomantes, amigos. Nenhuma delas previu que os dois únicos suiços a participarem desta sexta edição da Vendée Globe, teriam sérios problemas antes do fim do primeiro dia de prova e regressariam ao cais de partida.
Bernard Stamm ( "Cheminées Poujolat" )
Dominique Wavre ( "Temenos II" ).
O primeiro por ter abalroado um pesqueiro e o segundo após detetar um indecifrável apagão no sistema de recarga de baterias.
Bons Ventos
Fernando "Estrela d'Alva" Costa
Está ligado na Vendée Globe, amigo velejador? Trinta veleiros Open 60 de última geração, governados por trinta experientes marujos solitários, navegando em volta do planeta Terra, em longa viagem sem escalas, sem assistência e passando pelos três temíveis cabos: Boa Esperança, Leewin e Horn.
www.vendeeglobe. org.
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IOLE, KETCH e CUTTER - newsletter 18/2008
Aconteceu no dia 20 de setembro e foi um sucesso a quarta reunião do MOLOTEVE/CF ( Movimento LowTech da Vela em Cabo Frio ) com a presença do mestre-veleiro Arnaldo Andrade, da Cognac Velas, que nos falou e muito bem sobre MASTREAÇÕES ALTERNATIVAS e a quem muito agradeço a gentileza de ter motorado até a paradisíaca Região dos Lagos/Costa do Sol, para democratizar conosco seus largos conhecimentos sobre vela.
Ouvindo a agradável e ilustrativa palestra de mestre Arnaldo ocorreu-me uma nova fantasia. Tentar velejar o maior número possível de veleiros, com mastreações alternativas, antes de morrer. Não, não por favor, não estou desprezando o sloop, embora pense que todo tirano deva ser destronado. Só estou em busca do que passei a vida inteira perseguindo, emoções novas.
Na verdade antes mesmo de ouvir o animado discurso do mestre-veleiro Arnaldo, (que teve a delicadeza de visitar e fotografar a minha querida e humilde “Estrela d’Alva”, à beira do canal de Itajurú) eu já vinha namorando os veleiros de mastreação alternativa: Iole, Ketch, Cutter ( A "Estrela d'Alva" é um Cutter Bermudiano, estão ligados? ), Caíque, Iate, Palhabote, Escuna, Sumaca, Patacho, Brigue-Escuna, Polaca etc. ( http://www.ancruzeiros.pt/ancnomenct.html )
Minha curiosidade foi potencializada, quando em novembro do ano passado, tive o imenso prazer de timonear a escuna “Dália” dos simpáticos Silvana & George, ao som de “O Navio Fantasma” de Richard Wagner, circunavegando a ilha Branca em Búzios. Nunca pensei que um veleiro tão grande, pudesse ser tão fácil e agradável de velejar.
A palestra de mestre-veleiro Arnaldo durou uma hora e meia, mas evaporou-se como se tivesse durado apenas cinco minutos. E ele não utilizou nenhum recurso de ensino extraordinário. Só os tradicionais “quadro negro”, “giz” e “apagador”. Donde se conclui que quando o professor é bom, pode esnobar o “admirável mundo novo” dos recursos audiovisuais.
Da mesma forma, o bom ator pode dispensar microfone, iluminação, música de fundo, cortina, palco, maquiagem e agradar seu público.
Um dos alunos deu um conselho ao mestre.
- Seus discursos sobre vela são eloqüentes e substanciais mestre Arnaldo.
- Obrigado.
- Sabe o que você poderia fazer?
- Não!
- Andar com um gravador no bolso, entregá-lo ao fim do dia a uma digitadora e publicar um novo livro por ano.
- É? Vou pensar sobre isso.
Confesso-lhes no entanto que eu não fiquei totalmente satisfeito com o desempenho do mestre-veleiro Arnaldo.
- Porque?
Que iniciasse sua aula sobre "Mastreações Alternativas" lançando na piscina da pousada do Leandro, dez veleiros-miniatura-artesanais-tele-guiáveis armados em Iole, Ketch, Cutter, Caíque, Iate, Palhabote, Escuna, Patacho, Polaca e Sumaca e a finalizasse com uma inesquecível velejada em três dimensões, ao sabor do vento forte de NE, que soprou aquele sábado, dia 20/9, conosco, seus alunos, feitos tripulantes, a bordo do seu extra-ordinário veleiro "Cognac", ao largo da paradisíaca Costa do Sol.
Agora eu pergunto a vocês. Tem culpa mestre-veleiro Arnaldo de cruzar o rumo perigoso de um sonhador-quixotesco-inveterado tipo eu, que vive a querer coisas inviáveis e fantasiosas? Óbvio que não.
- Porque eu sonhei que ele chegasse a Cabo Frio comandando um belo e grande veleiro chamado "Cognac", projetado, construído e armado em Iole, Cutter ou Ketch por ele próprio e com sua simpática esposa Bete como proeira.
Que iniciasse sua aula sobre "Mastreações Alternativas" lançando na piscina da pousada do Leandro, dez veleiros-miniatura-artesanais-tele-guiáveis armados em Iole, Ketch, Cutter, Caíque, Iate, Palhabote, Escuna, Patacho, Polaca e Sumaca e a finalizasse com uma inesquecível velejada em três dimensões, ao sabor do vento forte de NE, que soprou aquele sábado, dia 20/9, conosco, seus alunos, feitos tripulantes, a bordo do seu extra-ordinário veleiro "Cognac", ao largo da paradisíaca Costa do Sol.
Agora eu pergunto a vocês. Tem culpa mestre-veleiro Arnaldo de cruzar o rumo perigoso de um sonhador-quixotesco-inveterado tipo eu, que vive a querer coisas inviáveis e fantasiosas? Óbvio que não. Antes que eu me esqueça, mestre Arnaldo me entregou um ótimo texto escrito e ilustrado por ele próprio, sobre o tema de sua palestra “Mastreações Alternativas” . O documento poderá ser enviado por e-mail aos interessados. Aqueles que assistiram ou não a palestra e que residam em Cabo Frio, basta me procurar que empresto o original para cópia.
O texto começa nestes termos:
“A propulsão à vela em barcos pequenos é prática que data de mais de 30 séculos no mundo ocidental. Muitas soluções satisfatórias foram alcançadas ao longo desse período. Outras tantas...” continua no paper “O Plano Vélico das Pequenas Embarcações” de Arnaldo Paes de Andrade
Curiosidade: Entrei na janelinha de pesquisa, do importante grupo Altomar com o nome Arnaldo e encontrei nada 4808 citações !!! Ou existem muitos Arnaldos no grupo Altomar, ou o homem é mais famoso do que eu supunha! Deveria tê-lo tratado ainda melhor, embora ele tenha me declarado que gostou de ter participado da quarta reunião do MOLOTEVE/CF e da estadia na bela e confortável pousada do Leandro, grande ex-jogador do Flamengo e da seleção brasileira de futebol, cabofriense da gema, imortalizado em estátua de bronze, que pode ser vista na Praça das Águas em Cabo Frio, ao lado da estátua do surfista Victor Ribas.
- Grande abraço mestre-veleiro Arnaldo. Saúde, bons ventos, ótimos negócios e até a próxima.
- Agradeço também o apoio do Museu do Surf, da Pousada Mariá e da Pousada do Leandro.
- Valeu Telmo, Radamés, Júpiter, Leandro, Marcelo e Evandro!
Extrato da newsletter nº 18 de 3/10/2008 – projeto “Estrela d’Alva”
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Michel Desjoyaux 2 - velejador solitário
Bom dia amigos velejadores de Cabo Frio, do Brasil, da América, do mundo inteiro!
Não sei se vocês já perceberam, mas nesta rubrica, velejador solitário contemporâneo, eu elegi quatro marujos, como minhas estrelas-guias no céu da aventura. Dois homens e uma mulher.
Primeiro as damas. Uma veterana e outra iniciante. Iniciante das mais pretensiosas, diga-se de passagem e no bom sentido do termo, claro:
Jéromine Pasteur
Laura Dekker
Agora sim, a vez dos homens:
Mike Horn
Michel Desjoyaux
Falemos mais uma vez deste último, que foi o primeiro, o vencedor da última Vendée Globe em tempo recorde.
A mais recente façanha de Michel Desjoyaux, amigos, foi em terra.
Acreditem se quiserem, mas ele, seu irmão, à frente de um grupo grande de colaboradores construiram um novo Open 60, partindo do zero, em apenas seis meses. Inacreditável!
Ou seja, o novo "Foncia" nasceu de projeto original e inétido, desta feita de autoria de um francês e não de um norte-americano. Verdier em lugar de Farr.
Bons ventos a todas e a todos a começar por Michel Desjoyeaux!
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