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segunda-feira, 7 de maio de 2012

1001 Noites 28 - dupla de sushi



"Deixando-te neste vaso e lançando-te à MAR, tiro-te o uso da vida até o fim dos tempos. Eis a minha vingança."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Pescador"


sábado, 5 de maio de 2012

1001 Noites 27 - dupla de sushi




"Ó gênio, respondeu o pescador, tu que eras, há poucos instantes, o maior, e és agora, o menor de todos os gênios, sabes que as tuas palavras de nada te servirão. Voltarás para a MAR."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Pescador"


sexta-feira, 4 de maio de 2012

1001 Noites 26 - dupla de sushi




"Gênio, pede-me perdão por tua vez, e escolhe a maneira pela qual desejas morrer. Mas não, será melhor que eu te lance novamente à MAR, no mesmo lugar de onde te tirei..."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Pescador"


1001 Noites 25 - dupla de sushi




"Imediatamente, dissoveu-se o corpo do gênio, que, transformando-se em fumaça, se estendeu como antes sôbre a MAR e a praia, e, reunindo-se, começou a entrar de novo no vaso, com movimento lento e constante, até que nada ficou do lado de fora."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Pescador"


1001 Noites 23 - dupla de sushi




"...então na sua frente; e enquanto o contemplava atentamente, saiu do interior do vaso, obrigando-o a recuar dois ou três passos, uma espessa fumaça que se elevou até às nuvens, e, estendendo-se sôbre a MAR e praia, formou-se um forte nevoeiro."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Pescador"


1001 Noites 24 - dupla de sushi




"Feito isso, colocou o vaso nas mãos de um dos gênios que o obedeciam, com a ordem de me lançar à MAR, o que sucedeu, apesar de toda a minha tristeza."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Pescador"


quinta-feira, 3 de maio de 2012

1001 Noites 22 - dupla de sushi




"Suplico-vos que me façais favorável a MAR, como o fizestes a Moisés."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Pescador"


1001 Noites 21 - dupla de sushi




"Meu marido, disse-me ela, não te surpreendas por ver estes dois cães negros ao pé de ti : são teus dois irmãos. Estremeci àquelas palavras e perguntei-lhe por que poder eles se encontravam em tal estado. "Fui eu que os transformei; ou melhor foi uma de minhas irmãs, a quem incumbi de puni-los e que, ao mesmo tempo, afundou o NAVIO.""

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Segundo Dervixe e dos dois Cães Negros"


1001 Noites 20 - dupla de sushi




"Ela transportou-me num instante, da ILHA em que nos achávamos ao terraço superior da minha casa."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Segundo Dervixe e dos dois Cães Negros"


quarta-feira, 2 de maio de 2012

1001 Noites 19 - dupla de sushi




"- Vou destruir-lhes o navio e precipitá-los no fundo da MAR."

tradução de Alberto Diniz

da versão de M. Galland

EDIOURO
LIVRO DAS MIL E UMA NOITES
“História do Segundo Dervixe e dos dois Cães Negros"


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

"OSNI sobre a praia Brava" ou "O espírito de Thomas Morus baixa na utópica Costa do Sol". - estórias vividas

foto - Fernando Costa

Salve amigas e amigos leitores!

Este post ainda está sendo redigido. Quando ele ficar pronto pra ler, aviso a vocês. Caso alguém deseje interagir com sua redação é só escrever a sugestão nos comentários que a levarei em consideração. Não prometo que vá adotá-la, mas prometo que vou lê-la com toda atenção e consequentemente serei influenciado por ela. Ao final darei o crédito a todos que participarem da "construção" do post. O nosso tema de ensaio é uma estória vivida, que o Diógenes me contou. Como a estória é fantástica e ele me deu toda liberdade pra contá-la do jeito que quisesse, decidi partilhar essa liberdade com vocês. Porque liberdade e suco de açaí nunca é demais, não é verdade? Detalhe, vou contar a aventura na primeira pessoa, mas quem a viveu no mundo real não fui eu e sim o Diógenes, mais conhecido aqui em Cabo Frio como "Pará", dono do famoso "Jacaré 4 x 4". Minha idéia é a seguinte: Redigir uma versão reinventada e fantasiosa da estória, junto com vocês e posteriormente, quando conseguirmos finalizá-la, publicar a versão original, tal qual o "Pará" me contou, ao lado da nossa. Que tal? Feliz Ano Novo!


COMENÇANDO A BRINCADEIRA

- Bem vamos brincar?
- Antes uma palavrinha?
- Li em algum lugar que o cérebro humano foi feito especialmente pra jogar e ouvir estórias...
- Penso que escrever pode ser tão divertido quanto velejar. Nos dois a liberdade pode ser total. A bordo de um barco à vela, velejando em solitário, é lógico, que é a maneira mais moderna de velejar, você vai onde quiser. Com um pedaço de lápis na mão, você escreve o que quiser e ninguém mete o bedelho...
- E então, vamos parar de ler e começar a brincar de escrever, enquanto a gente espera o vento entrar pra velejarmos? Não, não me diga que você vai ligar a maldita TV, pra ver novela!!!


CENÁRIO E PERSONAGENS

- O nosso cenário é um dos mais lindos da costa do Brasil, a paradisíaca Costa do Sol ou se preferirem Região dos Lagos. Vejam a carta náutica acima.
Os personagens pertencem a grupo de adolescentes com entre 13 e 15 anos de idade, a maioria cabofriense, mas eu sou paulista, meu nome é Diógenes e meu apelido é "Pará"?
- Alguma gatinha no grupo?
- Sim, sim, poucas, apenas três, Joana, Lídia e Ângela. Pra satisfazer a todos os gostos, uma morena, uma lourinha e uma ruiva. A morena é a Joana. Morena não, MULATA, a mulher mais linda e sensual do planeta.

Praia Brava em Cabo Frio        foto - Fernando Costa

O local específico é a praia dos Amores. Não a de Búzios, que fica entre a praia do Canto e a das Virgens. Estamos falando da praia dos Amores de Cabo Frio que fica ao lado da praia Brava e diante da ilha dos Papagaios.
- Que horas são? 18 h.
- Dia da semana? Sábado.
- Tempo? Bom. Céu começando a polvilhar-se de estrelas.
- Época do ano?
- Verão.
O que nosso grupo de 20 adolescentes, a maioria cabofrienses de nascença, está fazendo na praia dos Amores?

Ilha dos Papagaios       foto - Fernando Costa

A AVENTURA

- Turismo ecológico, numa época em que o turismo ecológico ainda não estava na moda, 1990. Sim, fomos nós mesmos que inventamos esse tipo aventura. Copiamos de ninguém não. Na verdade realizamos uma série de aventuras. Todo primeiro final de semana de cada mês sorteamos uma das praias da paradisíaca Costa do Sol e nela acampamos de sexta à noite até domingo a noite. 48 horas da maior das festas. Nadamos, surfamos, pescamos, conversamos, comemos, dormimos e sonhamos. Concebe jovens mais felizes que nós, todo primeiro fim de semana de cada mês?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O-Coelho-Urso-do-Leão - estórias vividas

link-da-imagem

Muito boa noite amigas e amigos deste nosso blog dedicado à divina MAR, à inteligente VELA e ao sagrado MEIO-AMBIENTE.

Vou contar-lhes uma estória vivida. Não por mim, mas por outro navegante. Pasmem, por um navegante de barco a motor. Com o perdão da palavra motor.
Foi isso mesmo que eu escrevi e vocês leram, vou pela primeira vez, na minha vida, contar a estória de um marinheiro que a partir dos 16 anos e durante 16 anos  navegou a bordo do mesmo barco a motor chamado "Leão".
O nome dele é Coelho. O-Coelho-do-Leão, se me permitem.
- Porque resolvi abrir uma excessão pro Coelho, eu que só costumo prestigiar os maiores velejadores e velejadoras de todos os tempos e lugares?
- Por algumas razões especiais, leiam:
- O Coelho é o mais antigo navegante, dentre os muitos que ancoram seus barcos no canal de Itajurú, bairro da Passagem, onde também mora a "Estrela d'Alva".
- O Coelho é cabofriense da gema.
- O Coelho é campeão mundial de simpatia.


- O Coelho gosta da MAR e dos barcos do fundo do peito.
- O Coelho continua a navegar em solitário e possui mais de "quatro x vinte" anos como gostam de dizer os franceses.
O primeiro nome do Coelho é Artur e como vocês sabem Artur significa urso-grande.
O-Coelho-Urso-Grande de quem lhes falo, com todo respeito, é claro, não é alto, possui estatura mediana.
Mas se é mediano na estatura é grande de coração.
Todo mundo gosta dele e ele parece gostar de todos.
Conversei longamente com mestre Coelho duas vezes.
Duas longas entrevistas.
A primeira sem nada anotar.
A segunda anotando tudo que lhes digo no momento.
Mestre Coelho contou-me muita coisa interessante do tempo em que o canal de Itajurú não era poluído, a cidade de Cabo Frio era tranquila, segura e ainda não havia sido invadida pela praga dos cubos-de-cimento, todos iguaizinhos, todos feios, todos quentes, verdadeiros fornos de cozer pessoas.
Naquela época, estamos falando dos anos 40 do século passado, frutos da MAR de toda espécie não faltavam à mesa de nenhum habitante da Região do Lagos.
Você podia escolher um bonito, uma enchova, um dourado, um namorado, um olho-de-cão, um linguado, que os conterrâneos pescadores lhe traziam
a encomenda na porta por um preço camarada e às vezes de graça ou na base do escambo. Tipo, eu lhe dou dez peixes, você me dá dez quilos de aipim.
Nessa época a água da lagoa de Araruama era cristalina, tom verde-esmeralda e
cheirava a camarão fresco.

Poucas eram as estradas, ruas e pontes e os produtos que abasteciam o insipiente comércio de então eram transportados por embarcações à vela dentro d'água e carroças puxadas a burro em terra.
Curiosamente mestre Coelho nunca velejou. Porque, não sei. Perguntei, mas ele não me respondeu. Mudou de assunto, comentou sobre as canoas à vela ou a remo de um-pau-só importadas de Santa Catarina, que eram usadas na região e pelas quais o grande Joshua Slocum se apaixonou.
Mestre Coelho embarcou aos dezesseis anos de idade no "Leão", que contava 16 anos na época e nele trabalhou por 16 anos.
- Entenderam?
- Prestem atenção.
Mestre Coelho tinha 16 anos, quando embarcou no navio "Leão" de 16 anos e nele trabalhou como marinheiro por 16 anos.
Detalhe curioso. O "Leão" e o marinheiro Coelho além de possuírem a mesma idade, eram filhos do mesmo pai.
Sim, sim, sim, acreditem se quiserem, mas o carpinteiro naval que construíu o navio "Leão" no estaleiro Souza Matos, a bordo do qual o jovem marinheiro Coelho embarcou, era seu pai.


Poderíamos dizer que o marinheiro Coelho era irmão-gêmeo do barco
 que governava ao timão.
Porque? Ora porque?
- Quem não sabe que toda mulher engravida dos barcos que o marido constrói.
Tremenda responsabilidade nas costas de um pai.
Imagina amigo leitor, seu filho voando a serviço, a bordo do avião que você mesmo construiu. Imagina amiga leitora, sua filha pulando de 10 000 metros de altura com um para-quedas que você mesma desenhou, cortou e costurou. 
Detalhe curioso. Mestre Coelho me disse que o construtor do famoso "Tenente Santos", que eu vi velejando em Búzios em 2008, durante a regata de Veleiros Clássicos, foi aprendiz do seu pai.
Mas o jovem marinheiro Coelho embarcou no "Leão" em 1944. Ou seja navegou um ano sob a ameaça dos impiedosos submarinhos alemães, que teriam afundado mais de 30 navios brasileiros e por causa disso é considerado ex-combante
da Segunda Guerra Mundial.

Coisa feia, absurda e ridícula a guerra, não amigos? Indivíduos de uma mesma raça, sim porque todos nós, seres humanos, pertencemos à mesma raça, mandando mecha nos navios uns dos outros. Em algum lugar no futuro, uma verdadeira civilização existirá sobre a Terra e nós seremos considerados todos bárbaros. Esses homens-humanos-pacíficos-do-futuro dirão assim de nós.
- Eles matavam-se uns aos outros em guerras fratricidas! Eram bárbaros!
Mas mestre Coelho não pegou em armas, não deu tiro, não lançou bombas, não disparou torpedos, não morreu, nem matou ninguém.
Mestre Coelho é do signo de Leão, serviu no "Leão" mas é manso, é educado, é gentil, é fraternal, é compassivo, logo não é bárbaro.
Ele declarou-me que se preciso for, tira a própria camisa pra com ela agasalhar
um irmão necessitado.
E que mesmo irado, não levanta a voz pra ofender um simples cão.
Que maravilha seria esse mundo se todos pensassem com a cabeça
 solidária de mestre Coelho.
- Que tipo de matéria prima transportava o "Leão" no tempo de mestre Coelho?
- Sal e madeiras.
O sal era levado daqui da Região dos Lagos até, no limite, Santa Catarina ao sul e Espírito Santo ao norte. Normalmente para o Rio de Janeiro e Angra dos Reis.
O navio voltava carregado de toras de madeira.
- Que tipo de madeira?
- Na ponta da língua: vinhático, cedro, peroba do campo e jequetibá.
Perguntei a mestre Coelho qual o pior perrengue que ele enfrentou na MAR e ele me contou que após arribar às pressas pra evitar um mau tempo anunciado, o "Leão" encalhou em Conceição da Barra, Espírito Santo.
A propósito, acabei de tomar conhecimento de dois dados interessante no site Naufrágios do Brasil.

link-da-imagem
Primeiro - O estado do Rio de Janeiro é o campeão brasileiro de naufrágios.
Segundo - A principal causa de naufrágios no Brasil é o encalhe.
Mas o "Leão" de mestre Coelho sobreviveu àquele rápido encalhe e entre mortos e feridos, como se costuma dizer, salvaram-se todos.
Depois de ser marinheiro a bordo do "Leão", mestre Coelho trabalhou na Álcalis e posteriormente no colégio Miguel Couto.
- Perguntei a ele de qual dos três empregos ele gostou mais e ele me respondeu que a companhia das crianças é uma dádiva dos céus.
- Entendi que ele gostou mais de trabalhar como inspetor de alunos, do que de ser marinheiro e secretário na Álcalis e vocês?
Como já lhes disse, mestre Coelho continua navegando firme e forte a bordo do "Kauai", nome do bisneto e possui dois botinhos de apoio, o "Coelho" 1 e o 2. Todos três pintados de cinza.
- Cinza? Porque cinza mestre Coelho?
- Porque não amarelo, laranja ou vermelho?
- São as cores que mais se destacam contra o fundo azul da MAR, não?
- Acho o cinza uma cor tão triste. Ah, já sei pra quê. Camuflagem pra escapar do ataque dos submarinos alemães.
- Brincadeira, não me leve a mal. Sabe como é brasileiro, não?
 Faz piada até com a própria morte.
- Esqueci de perguntar a mestre Coelho se o MAR pra ele é masculino ou feminino.
Pra mim e pros franceses, que entendem mais de MAR e de mulher, que portugueses e brasileiros juntos, o MAR é e sempre será feminino.
Saúde mestre Coelho e muito obrigado pelas entrevistas!


domingo, 14 de novembro de 2010

O velejador, sua namorada mais o cão Hund - estórias vividas na MAR


A estória é a seguinte. Um amigo velejador, cujo nome estou proibido de divulgar, contou-me que tinha acabado de se separar da mulher, que apossou-se do seu apartamento em novembro de 2008. De repente não tinha mais onde morar. A solução que encontrou foi juntar-se ao responsável pela separação.
- Quem?
- Seu veleiro Ranger 22, pra bordo do qual ele se mudou "de mala e cuia" no dizer da minha avó Balbina. No princípio estranhou morar a bordo. Sentiu falta do barulho dos motores dos carros, do vozerio dos vizinhos falando alto, da sub-música que toca-se alto em toda parte . Sentiu falta da imobilidade da sua cama. Sentiu falta das luzes da cidade acesas durante a noite toda, perturbando nosso sono de macróbios humanos. Sentiu falta do calor infernal que faz na cidade. Enfim sentiu falta de todos os defeitos da cidade, mas já na segunda semana deu-se conta que viver na MAR ou perto dela é a maneira ideal de se viver... Passou a velejar com frequência, só arriando as velas pra dormir numa enseada tranquila ou ao abrigo de uma ilha amiga. Em vez de azarar as moças nas boates, passou a perseguí-las nas praias e rapidinho descolou a primeira namorada. Sairam pra velejar uma primeira vez, com vento fraco, conforme manda o figurino, mas da segunda o vento refrescou. Estavam previstos 10 entraram 25 nós de vento, chegando a 30 nas frequentes rajadas. Ele pensou em voltar. Estavam a duas milhas do porto de origem. Teria sido prudente e relativamente fácil voltar. Mas o diabo, sempre atento a uma nova chance de praticar o mal e perder os inocentes, colou a boca no ouvido do nosso colega velejador e cochichou.

- Siga em frente! Vá em frente corajoso velejador, o dia está lindo, a temperatura ideal e a MAR foi feita pra quem a merece.
- Nosso colega vejador entusiasmou-se com a enganosa lábia do diabo. Manteve todas a velas em cima e meteu leme a meio.

O vento de través bem folgado, quase entrando pela alheta foi apertando, as ondas crescendo e a velocidade do veleiro aumentado cada vez mais. Nosso colega velejador tinha dificuldade pra manter o rumo. As ondas começaram a estourar invadindo cada vez mais a proa do veleiro. Enquanto isso a namorada dele, tranquila estava e tranquila continuou, tomando banho de sol deitadinha no convés de bum bum pra cima, mais apetitosa e macia que um caqui, só que maior e bem menos vermelha. A meio caminho entre Rio das Ostras de onde saiu e Búzios onde ele pretendia chegar o vento alcançou 30 nós na rajada. A MAR cresceu bastante de tamanho e apareceu um swell imenso ninguém sabe de onde. O veleirinho coitado, cuja manutenção deixava a desejar, como acontece com 90% dos poucos veleiros brasileiros que ainda navegam, balançava, caturrava, adernava muito nas rajadas, enfurnava a proa n’água, estalava, rangia, espumava, mas a namorada do nosso colega velejador, que nadava bem, mas em matéria de vela era analfabeta, pensava que tudo aquilo era normal.
- De repente o incorrigível diabo, mergulhou em parafuso, despencando do interior de um enorme cúmulo-nimbo, a nuvem da desgraça, e aterrisou invisível no convés do Ranger 22, do nosso pobre amigo velejador e salivando, pensou:
- É hora de fazer a festa!
Esqueci de dizer que nosso colega velejador possuía um cão pastor-alemão chamado Hund. Hund era um cão sempre alerta e obediente. Começou a rosnar, a latir, a acuar o diabo, que, todos sabem, é pródigo em artimanhas pra engambelar-nos a nós pobres e pequeninos mortais. Não satisfeito em mal aconselhar nosso colega velejador, foi recuando, foi caminhado de costas e estalando os dedos.
- Vem meu irmão. Vem comigo, vem Hund?
-  Atiçado, Hund continuou a latir, a avançar na direção do diabo que ia sempre recuando, afastando-se do seguro barlavento, em direção ao perigoso sotavento. De repente uma onda mais forte chicoteou o convés lançando Hund no espaço. O diabo riu sua famosa gargalhada rascante e desapareceu do veleiro. Hund ainda flutuando no ar olhou aflito nos olhos do nosso colega velejador, que olhou desesperado nos olhos da namorada, que angustiada olhou nos olhos de Hund ainda parado no ar. Suspense!

- Ploft, Hund cai n’água e desaparece na esteira do Ranger 22, naquele momento surfando a inacreditáveis 15 nós de velocidade.
- O amigo leitor já viu um Ranger 22, mesmo com tudo em cima dar 15 nós? Nem eu.
- Outra pergunta.
- Diga-me agora você, que é velejador experiente, com várias travessias de oceano nas costas, diga-me o que acha que aconteceu 10 segundos depois dessa muda troca de olhares que acabamos de mencionar? Hund olhando nosso colega velejador nos olhos, que olhou pra namorada no fundo dos olhos que olhou pra Hund no fundo dos olhos?
- Pago-lhe um suco de açaí na “pastelaria” NOVO SABOR, do Paulo Chinês, mais tarde, se adivinhar o que aconteceu com nossos amigos, assim que Hund caiu de cabeça n'água salgada.
- Dou-lhe uma.
- Dou-lhe duas.
- Nosso colega velejador jogou uma bóia n’água, aquartelou o veleiro e escalou 2/3 do mastro pra tentar avistar Hund?
- Dou-lhe três! Errou a resposta e perdeu o suco de açaí.
- A resposta certa é… continua num próximo post.

~~~~~~~~~~~~~~

- Irada assim porque amiga velejadora?
- Gosta de novela não é? Ué, tem certeza que você é brasileira? Brasileiro é que costuma negligenciar a MAR, pra assitir novela na TV!
Os franceses fazem ao contrário.
- Um abraço a todos e a todas.
-  Quando Madame Sorte quiser, conto a segunda parte dessa incrível estória pra vocês.
- Bons ventos a todas e a todos e que o cão de estimação de vocês jamais caia à MAR durante um pé de vento.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mais populares - sôbre este blog 2

 


Não sei se você percebeu no pé da página-início deste blog, dedicado à MAR, aos barcos à VELA e ao MEIO-AMBIENTE, amigo leitor...
Mas nossa atual lista de postagens mais populares é:

Em primeiro lugar pela primeira vez, o belíssimo poema...

"Navio Negreiro" de Castro Alves - poema

Estamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o...

continua em: link-do-texto
 
Pela primeira vez em segundo lugar, o campeão de audiência do blog, desde que foi postado.

Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra - filme
 
Para o malandro e charmoso capitão Jack Sparrow (JOHNNY DEPP), as águas cristalinas da MAR do Caribe, assim como os sete MARES de todo o mundo, representam um vasto playground, repleto de aventuras e mistérios. A idílica vida de pirata de Jack, entretanto, vira de cabeça para baixo quando...
continua em...
 

Em terceiro lugar o relato de uma certa expedição que fiz para
Arraial do Cabo em 2008.

viagem anterior – arraial do cabo

Durante minha última expedição de sete dias para Arraial do Cabo, os ventos sopraram fracos com exceção do primeiro e segundo dias. Portanto velejei pouco, o que não me impediu de ver, assistir, ouvir e fazer coisas muito...
continua em link-do-texto

Em quarto lugar, pouco tempo depois de ser publicada... 

Uma idéia é um meteoro por Telmo Moraes

Salve amigas e amigos visitantes!

É com prazer que lhes apresento uma estória vivida pelo Telmo Moraes, diretor do imperdível Museu de Surf de Cabo Frio, que é, como vocês verão, um excelente contador de estórias. - A estória é ótima e em três minutos, que parecerão 3 segundos vocês terminarão de lê-la. Ao final da estória aposto que darão razão a Victor Hugo quando ele diz que...


Em quinto lugar e sempre presente, já faz tempo, entre os mais populares, um belo mapa-mundi.

carta especial pra dar volta ao mundo
em solitário - imagem

Bons ventos amigos e amigas e até breve!












sábado, 6 de novembro de 2010

Uma idéia é um meteoro por Telmo Moraes


Salve amigas e amigos visitantes!

É com prazer que lhes apresento uma estória vivida pelo Telmo Moraes, diretor do imperdível Museu de Surf de Cabo Frio, que é, como vocês verão, um excelente contador de estórias.
- A estória é ótima e em três minutos, que parecerão 3 segundos vocês terminarão de lê-la.
Ao final da estória aposto que darão razão a Victor Hugo quando ele diz que "uma idéia é um meteoro".
- Todos prontos?
- Desligaram seus celulares?
- Certeza?

 

UMA IDÉIA É UM METEORO
por Telmo Moraes

"Toda vez que vou a São Paulo visitar minha mãe ou simplesmente a negócios, costumo voltar pela Rio-Santos, margeando o litoral.
Em uma dessas viagens, estava de passagem pelo Guarujá. Pra ser preciso ia subindo de carro o morro do Maluf e olhando do alto as ondas do MAR quebrando contra as pedras, que circundam aquela pequena elevação.
Pensei com meus botões.
- Vem frente fria aí, o MAR está de ressaca.
De repente um grande ajuntamento de gente inquieta chamou-me a atenção.
Lembro de ter-me perguntado:
- O que estará acontecendo lá embaixo, meu Deus?
Movido pela curiosidade desci do carro e vi um homem se debatendo dentro d’água.
Soube mais tarde tratar-se de um pescador-de-encosta que havia sido arrastado por uma onda mais violenta.
Pelo que pude observar ou ele não sabia nadar ou nadava muito mal.
Começou visivelmente a afogar-se.
Pra meu desespero ninguém tomava nenhuma providência. Ninguém agia.
Ninguém fazia nada.
Todos hipnotizados pela angustiante cena.
- Pensei: Preciso fazer alguma coisa e rápido.
- Um minuto de hesitação e aquele pobre homem morrerá.
- Mas até que eu chegue lá embaixo, até que tire os sapatos, o cinto, as roupas enfim, até que eu pule n’água, até que consiga nadar até o infeliz, será tarde demais.
- Preciso pensar e agir rápido!
- Preciso salvar aquele homem e só tenho trinta segundos disponíveis.
 20, 10, 5, 4, 3... zero!
- Meu tempo acabou!
- Pronto! Consegui! O homem está salvo!
- Acreditem se quiserem, mas acabei de salvar um homem da morte
com uma idéia simples!
Agora o problema é seu amigo leitor.
O meu problema eu resolvi brilhantemente. Salvei uma vida humana com uma idéia original, seguida de ação fulminante.
Seu problema é adivinhar o que foi que eu fiz.
Eu tive apenas 30 segundos, sob forte pressão emocional, pra pensar e agir salvando o homem.
- E você? Quer quanto tempo pra resolver seu problema?
- Seu problema é adivinhar o que foi que eu fiz.
- Três minutos? 
- Dou-lhe cinco.
- Quatro.
- Três.
- Dois.
- Um.
- Zero.
- Seu tempo acabou amigo leitor e o homem morreu. Ninguém sobrevive a cinco minutos sem respirar.


- Vou contar-lhe o que fiz. Simples! Muito simples.
- 30 segundos antes do homem morrer? Peguei a chave do carro.
- 20 segundos antes do homem morrer? Abri a mala do carro.
- 10 segundos antes do homem morrer? Atirei o estepe na direção do homem, que foi rodando, quicando, ganhando cada vez mais velocidade...
- 5 segundos antes do homem morrer? - Splash! o pneu cai precisamente ao lado do homem, que no auge do desespero, vislumbra o raio de luz da salvação, abre um sorriso instantâneo e agarra-se ao pneu, com suas últimas forças.
Um minuto mais tarde: a viatura dos bombeiros chega.
Dois minutos mais tarde: o homem agarrado ao pneu afasta-se da arrebentação batendo as pernas.
Três minutos mais tarde: os bombeiros conseguem colocar um bote-inflável dentro d’água. Mas o nosso homem continua flutuando, agarrado ao pneu do meu carro.
Quatro minutos mais tarde: um dos bombeiros consegue fazer o motor do inflável pegar.
Cinco minutos mais tarde: dois bombeiros conseguem tirar o homem da água.
Quinze minutos mais tarde: o chefe dos bombeiros me devolve o pneu salvador, mas antes me estende a mão, me abraça com toda força e diz emocionado.
- Sua inteligência salvou uma vida!
Enxuguei uma lágrima com a manga da camisa, guardei o estepe na mala e...
- Yuuuuuuuuuupeeeeeee! Gritei doido de alegria!
Liguei meu carro e sorri do Guarujá até o Rio, onde cheguei ao anoitecer... Olhei pro Cristo e Ele deu-me um segundo abraço.
- Sabem quando vou me esquecer daquele dia glorioso? Nunca!”

Telmo Moraes, diretor do Museu do Surf



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