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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bernard Moitessier II – velejador solitário - Histórico - Comemorando um ano de atividade deste blog





Muito bom dia, amigas e amigos !

Publiquei este mesmo post (abaixo) há exatos 12 meses atrás. Lembram-se ? Dia 19/8/2010. Não sei se vocês sabem, mas o dia 19 de agosto é o dia internacional de um dos maiores inventos da Civilização Moderna. A FOTOGRAFIA, sem a qual este blog seria bem menos divertido, concordam? Mas o post abaixo fala do grande Bernard Moitessier, na minha humilde opinião, o melhor velejador de todos os tempos e lugares. Guru-mor da seita filosófica VELEJAR POR VELEJAR, com a qual pouquíssimos brasileiros simpatizam. A maioria dos nossos velejadores, um bando de "nervosos e angustiados", quando ouvem falar em velejar pensam imediatamente em regata, cerveja, churrasco e

sábado, 21 de agosto de 2010

casal de assassinos - pensando alto


Salve colegas velejadores!

Pensem num velejador solitário, Amyr Klink por exemplo, circunavegando a mais cascuda das ilhas, a Antártica, durante 79 dias, a bordo do“Paratii”, a partir de 31 de outubro de 1998...

Um velejador solitário é o contrário de um casal de assassinos. Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, por exemplo, matando covardemente a pobre menina Isabella Nardoni de 7 aninhos em 29 de março de 2008.
Sim, porque um casal de assassinos adultos, que investem juntos contra uma criança indefesa são o máximo da covardia. Dois grandes contra um pequeno.
Enquanto que um velejador solitário é o “nec plus ultra” da coragem, pois que afronta sozinho uma dupla de terríveis gigantes: MAR & vento. Um pequenino contra dois incomensuráveis.

Ih, tive uma idéia no mínimo original. Ensinar o casal de assassinos e campeões mundiais de covardia Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá a velejar e depois condená-los a circunavegar a Antártica, cada qual a bordo de uma réplica do Paratii, durante os próximos trinta anos.
Aposto que eles iam compreender, durante as tempestades, o drama que viveu a pobre menina Isabella Nardoni na noite de 29 de março de 2008. Ser encantoada por dois grandões, espancada, estrangulada e atirada pela janela. É mais ou menos isso que o vento e o MAR, fazem em dupla, contra os velejadores solitários que se atrevem a circunavegar a Antártica.

A propósito, vocês já perceberam com que emoção o Amyr Klink reage, quando o cineasta Breno Silveira lhe pergunta, sobre os momentos difíceis que ele viveu durante a sua viagem de circunavegação da Antártica, no excelente DVD “Amyr Klink - Mar sem fim”? O homem arregala e baixa os olhos, numa profunda expressão de pavor. Dizem que o medo do perigo é maior depois que o perigo já passou. Mas isto já é outra estória.


Bons ventos amigos e amigas e até a próxima, se Deus quiser.
Fernando Costa, velejador solitário da Região dos Lagos, autor e único responsável pelos projetos "Estrela d'Alva", "Pescador de Nuvens", "Trabalhadores do Mar" e "Flotilha da Espuma".

Extrato da newsletter n° 10/2008 de 15 de maio de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

DVD Bernard Moitessier - comentário de post



“Caro Fernando Costa 
Estou lendo sôbre o Bernard Moitessier e fiquei muito interessado no DVD que você comentou. Tem como me emprestar ou me informar onde consigo um? Felicidades no seu projeto e ótimos ventos.”

Roberto Rodrigues 6 – 5-2008 - http://br.groups.yahoo.com/group/altomar/

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Prezado Roberto

( Roberto é nome de um grande diretor de cinema italiano, que foi casado com uma das mulheres mais lindas do mundo. )

Esse DVD é uma preciosidade. Uma jóia rara. Você vai adorar. Além de falar, com muita propriedade, da vida do genial Bernard Moitessier, conta a estória da primeira regata de volta ao mundo em solitário, sem escalas e sem assistência, promovida pelo jornal inglês The Sunday Times em 1968. E isso não é tudo. O generoso menu possui outros tópicos super interessantes. O DVD custa 29,90 euros, é falado em francês e não possui legendas. Ótimo motivo pra vc arranjar uma namorada francesa bilingue como tradutora. Creio que vc poderá comprá-lo aqui:


Ótimos ventos

Fernando Costa

 

extrato da newsletter n°10/2008 de 15 de maio de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Eric Tabarly – velejador solitário

Já falamos duas vezes consecutivas, amigos, do papa da vela n° 1, vamos falar a seguir e pela primeira vez do papa da vela n° 2.
O papa da vela n° 1 era francês.

O papa da vela n° 2 também era francês.

O papa da vela n° 1 foi velejador solitário, mas nem sempre.

O papa da vela n° 2 idem.

O papa da vela n° 1 é o guru dos cruzeiristas, embora tenha participado da primeira regata de volta ao mundo em solitário, sem escalas e sem assistência.
O papa da vela n° 2 é o guru dos regatistas.

O papa da vela n° 1 era magro, mas forte.

O papa da vela n° 2 era troncudo e bem forte.

O papa da vela n° 1 gostava de falar.

O papa da vela n° 2 era lacônico.

O papa da vela n° 1 possuía um veleiro famoso chamado “Joshua”.




O papa da vela n° 2 teve uma célebre série de veleiros chamados “Penduick”.

O papa da vela n° 1 morreu de câncer em terra.

O papa da vela n° 2 caiu no mar de bordo de um dos seus veleiros e morreu de hipotermia no mar.

Aposto que o amigo leitor já identificou o papa da vela n° 1 como sendo Bernard Moitessier e o n° 2 Eric Tabarly. Falemos de mestre Tabarly, porque de mestre Moitessier já falamos duas vezes neste blog. Não muito, que ele detestava falar muito. Como minha avó Balbina, Tabarly pensava que a palavra é de prata e o silêncio de ouro. Três curiosidades que garimpei na net bastam:
Curiosidade n° 1 – Tabarly jamais usou e proibia que seus tripulantes usassem colete salva-vidas ou cinto de segurança a bordo, argumentando que mais vale correr o risco de cair na MAR, do que ter seus movimentos tolhidos durante uma manobra perigosa a bordo.


Curiosidade 2 – Conta-se que Tabarly teria recusado um convite pra almoçar em companhia do presidente Charles De Gaule, para docar um dos seus veleiros. Conta-se mais, que o presidente De Gaule teria renovado o convite noutra ocasião acrescentando o seguinte comentário por escrito e à mão. Você está convidado a almoçar novamente comigo, mas se tiver um outro problema urgente pra resolver a bordo do seu veleiro, fique à vontade. Modifiquei um pouco esta anedota, mas conservei sua essência. Tudo bem?
Curiosidade n° 3 – O apelido de Tabarly era “Pepé-tout-dessus”, cuja tradução é “Papai-tudo-em-cima”. “Papai” porque a maioria dos tripulantes dos seus barcos tinha idade pra ser seus filhos e “tudo em cima” porque ele exigia o máximo dos seus veleiros, mantendo todas as velas em cima e sem rizo, quando o vento refrescava.

link da imagem não localizado - www.posterguide.com

Para finalizar o artigo, uma ótima notíca, dia 17 de maio, amanhã, sábado, será inaugurada em Lorient, Bretanha, França, a Cité de la Voile Eric Tabarly, que aberta à visitação pública, desde o dia 5 de abril do corrente, já contabilizou 20 000 visitantes.

Presentes pra você, amiga velejadora, que ama, idolatra e venera mestre Tabarly:

excelente filme sobre Tabarly no blog Velejar é Preciso.

site da Cité de la Voile Eric Tabarly

site oficial do Tabarly
http://www.asso-eric-tabarly.org/

Bons ventos a todos os velejadores de monocascos, e porque não de multicascos idem?

Fernando Costa

Extrato da newsletter n° 10/2008 de 15 de maio de 2008 - projeto "Estrela d'Alva"

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

bernard moitessier II – velejador solitário



Já falamos este ano e não faz muito tempo do grande guru dos velejadores solitários do mundo inteiro, Bernard Moitessier. Mas acabo de ver o DVD “Bernard Moitessier – Itinéraire d’un marin de légende”, mais concentrado que monge budista meditando e não resisto à tentação de comenta-lo com vocês. Três comentários, não mais, pra não alongar esta newsletter, que texto pra brasileiro ler deve ser curto. Brasileiro ainda não descobriu os prazeres da leitura, nem do transcendental ato de velejar. Brasileiro troca a leitura de um bom livro pela assistência de uma telenovela qualquer. Arre!!!! E deixa deserto o maravilhoso braço de MAR que se estende entre o forte de São Mateus e a Prainha em Arraial do Cabo, pra ver mais um jogo do Flamengo contra o Botafogo na TV. Em terra centenas, milhares, milhões de carros queimando petróleo, poluindo o ar atmosférico e aumentando o rombo da camada de ozônio. Na MAR, às vezes, uma única vela branca e solitária a deslizar ao longo da paradisíaca Costa do Sol, a da minha intrépida canoa alada. Mas vamos aos três comentários sobre o excelente DVD:




1 – Me emocionei até as lágrimas vendo os veleirinhos-miniatura que o Bernard Moitessier construía e lançava à MAR contendo notícia para seus familiares, amigos e imprensa, já que ele se recusou a levar a bordo aparelhos de comunicação rádio, durante a primeira regata de volta ao mundo, sem escalas e sem assistência.

2 – Me surpreendi com a declaração de uma ex-aluna de um dos cursos de vela que o Bernard Moitessier deu a bordo do “Joshua”, durante um breve período que ele passou na França, antes de partir para a primeira regata de volta ao mundo em solitário que o tornaria eternamente famoso. Curiosos pra saber o que ela disse? Disse que em vez de dar a clássica aula de vela, em que o mestre impõe procedimentos, dita regras e dá ordens em tom de voz peremptório, Bernard Moitessier falava baixinho, tratava os alunos como colegas, fazia muitas perguntas e dava poucas respostas. Algo assim:
- Eu costumo rizar minha vela deste jeito e vocês, como é que vocês fazem?
Bom professor, amigos, bom professor é aquele que aprende!

3 – Me encantei com a casa de madeira e palha de coqueiro perfeitamente integrada ao meio ambiente, que ele construiu com a ajuda dos amigos na Polinésia.

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Obras do Bernard Moitessier editadas em francês e inglês.



Un Vagabond des mers du sud 1960. Translated by Rene Hague as Sailing to the Reefs.



Cap Horn à la voile: 14216 milles sans escale 1967. Translated by Inge Moore as Cape Horn: The Logical Route.



La Longue route; seul entre mers et ciels 1971. Translated as The Long Way by William Rodarmor, 1973.



Tamata et l'alliance 1993. Translated as Tamata and the Alliance by William Rodarmor, 1995.



Voile, Mers Lointaines, Iles et Lagons 1995. Translated as A Sea Vagabond's World by William Rodarmor, 1998.

Bons ventos a todos e até breve!

Fernando Costa

Extrato da newsletter n° 9 de 1° de maio de 2008 - projeto “Estrela d’Alva”
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