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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vito Dumas - velejador solitário


Já falamos daquele que sonhava com as ilhas que faltavam às suas antigas cartas náuticas, o russo Fred Rebell.

Já falamos daquele que continuou a velejar, tendo realizado duas travessias do Atlântico em solitário, após ter perdido todos os dedos das duas mãos e os artelhos dos dois pés, o canadense Howard Blackburn.

Já falamos daquele que sonhava dar uma volta ao mundo a bordo de um veleiro, mas não tinha veleiro, não tinha dinheiro pra comprar um veleiro, nem sabia velejar, o espanhol Julio Villar.

Já falamos daquele que abandonou voluntariamente a primeira regata de volta ao mundo em solitário, estando na liderança e próximo da chegada, tornando-se o guru-mor da maioria dos velejadores do planeta, o francês Bernard Moitessier.

Já falamos do pescador de bacalhau que atravessou pela primeira vez o Atlântico Norte, a bordo de uma canoa à vela, pouco maior que a “Estrela d’Alva”, o norte-americano Alfred Johnson.

Já falamos do vencedor dos dois primeiros “BOC Challenge around alone” e criador da fantástica “Vendée Globe”, recentemente ( 2006 ) condenado à prisão, pela implacável justiça francesa, Phillippe Jeantot.

Vamos falar agora do super-marujo que pela primeira vez na história da navegação mundial, deu uma volta ao planeta em solitário, a bordo de um veleiro de pequeno porte pela “rota impossível”. Ninguém menos que o argentino Vito Dumas ( 1900 – 1965 ).

Vamos falar sim, mas só do que o Roberto Rodrigues esqueceu de dizer no seu entusiástico relato, que vocês poderão ler nas mensagens n°: 49480, 49851 e 50145 de Lord Absolut no forum do grupo Altomar.

Anotem! O Roberto Rodrigues esqueceu de dizer:

1 - que o nome do barco do Vito Dumas, LEHG foi composto com as iniciais das palavras Lucha - Entereza - Hombria - Grandeza

 http://almagrande-ria.blogspot.com/2008/08/vito-dumas.html

2 – que Vito Dumas viajou para a Europa em 1931 para tentar atravessar o canal da Mancha a nado, façanha que não conseguiu realizar.
3 – que durante sua incrível volta ao mundo pelos 40° bramadores, rugidores ou rugientes, se assim preferirem, Vito Dumas não levou rádio transmissor a bordo, para não se tornar suspeito de espionagem. Não sei se vocês sabem, eu não sabia, acabei de ler isto na imprescindível Wikipedia, que os alemães e principalmente os japoneses se utilizavam de pequenos veleiros, conduzidos por tripulações reduzidas, com esta finalidade, durante a segunda guerra mundial.
4 – que Vito Dumas é o primeiro navegador solitário a ter sobrevivido após dobrar o temível Cabo Horn.
5 – que Vito Dumas escreveu os seguintes livros: “Mis Viajes”, “Solo, rumbo a la Cruz del Sur”, “Los cuaranta bramadores” e “El crucero de lo imprevisto.”
Estou quase convencido, amigos velejadores, com base na pesquisa que acabei de fazer na internet, que Vito Dumas foi o maior, o mais ousado, o mais apaixonado pelo mar, o mais original velejador solitário de todos os tempos e lugares. Mas isso é o que penso e vocês? Digam-me! O que pensam de Vito Dumas?

Fernando Costa

Newsletter n° 07 de 3 de abril de 2008 - projeto Estrela d'Alva

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