Cabo Frio, 6/11/2010 - foto de Fernando Costa
Salve colegas construtores navais!
FEBRE-DO-CAVALETE
FEBRE-DO-CAVALETE
Aqui quem lhes fala é o mais bisonho dos construtores navais!
Conforme prometido, aqui vai a foto que mostra parte do resultado da etapa de trabalho de ontem. Lembram-se do que lhes contei?
"- Ontem, eu e meu colaborador Evandro, cortamos e lixamos as cavernas, desenhamos um novo modelo de cavalete e "aparelhamos" a madeira reciclada para construi-lo."
Vejam na foto acima, cinco das seis cavernas horizontais.
Mais cinco pares de cavernas verticais.
Mais a roda de proa.
Mais a quilha.
Todas as peças em louro-canela e como vocês notaram, bem cortadinhas e lixadas no capricho, primeiro com lixa nº 80 (doação de mestre Iedo) e depois com lixa nº 220, comprada com meu magro salário de canoeiro-pobre-rico.
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Hoje preparamos os dois cavaletes em madeira reciclada, madeira duríssima, tivemos de corta-la com serra pra ferro, maçaranduba creio eu. Trabalhamos, pela primeira vez, durante cinco horas non-stop. Sintoma claro da febre da construção naval que se anuncia e que quando pega não larga mais da gente, dizem. Detalhe, ainda não começamos a construir o barquinho, propriamente dito. Imagina quando começarmos a fazê-lo. Vamos acabar virando noite, que nem dois zumbis obcecados. Na verdade o que nos acometeu hoje foi apenas a febre-do-cavalete. Quando digo nós, refiro-me a mim mesmo, é lógico, e ao meu colaborador Evandro Lopes, que nossos amigos "Louva-Deus" mais Fabiano "Eco-Carapeba" debandaram.
Normal. Um dia eles voltam.
Bons ventos amigos! E se estiverem sem ter o que fazer das horas, o que conduz fatalmente ao tédio e à depressão, iniciem a construção de um barquinho com as próprias mãos. Qualquer barquinho serve. Na falta de outra sugestão, construam um "Alegria", que lhes prometo só sorrisos.
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