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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Por mares nunca doutro lenho arados - "Os Lusíadas" de Luís de Camões




Ele começa: Ó gente, que a natura 
Vizinha fez de meu paterno ninho, 
Que destino tão grande ou que ventura 
Vos trouxe a cometerdes tal caminho? 
Não é sem causa, não, oculta e escura, 
Vir do longínquo Tejo e ignoto Minho, 
Por mares nunca doutro lenho arados, 
A Reinos tão remotos e apartados. 

CANTO SÉTIMO - ESTROFE 30


- Para o deleite daqueles que, como eu, adoram "Os Lusíadas"...
- Quantos no mundo inteiro, cinco, dez, cem?
- Trezentos?
- Tudo isso, gente?
- Não entendo porque essa dificuldade que

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O corpo nu, e os membros genitais... - "Os Lusíadas" de Luís de Camões




O corpo nu, e os membros genitais,
Por não ter ao nadar impedimento,
Mas porém de pequenos animais
Da MAR todos cobertos cento e cento:
Camarões e cangrejos, e outros mais
Que recebem de Febe crescimento,
Ostras, e camarões do musgo sujos,
As costas com a casca os caramujos.



Ousada, pictórica e hilária esta estrofe de "Os Lusíadas", um dos maiores e mais belos poemas da literatura universal. Pena que nós brasileiros não aprendemos a apreciá-lo... Neste ponto sou brasileiro não, porque gostei de "Os Lusíadas" desde o princípio, apesar do primeiro verso, da primeira estrofe, do primeiro canto, falar da coisa que mais odeio neste mundo.

Fernando Costa 


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As perigosas coisas da MAR - "Os Lusíadas" de Luís de Camões





Contar-te longamente as perigosas
Coisas da MAR, que os homens não entendem:
Súbitas trovoadas temerosas,
Relâmpados que o ar em fogo acendem,
Negros chuveiros, noites tenebrosas,
Bramidos de trovões que o mundo fendem,
Não menos é trabalho, que grande erro,
Ainda que tivesse a voz de ferro.


Querem saber uma "coisa perigosa da MAR" que até agora não entendi e muito lamentei. O "microburst" que afundou o "Concordia" ao largo de Cabo Frio há dois anos atrás. Lembram? Eu jamais esquecerei. O naufrágio de um navio-escola, constitui a tragédia-mor. Felizmente entre mortos e feridos, salvaram-se todos, como se costuma dizer. O navio foi pro fundo, mas navio a gente constrói outro. Isso, se um medo colossal não se apoderar de nós. Passar 40 horas numa balsa, esperando por socorro em MAR agitado, a 200 milhas da costa, faz mal à mente do mais cascudo dos marujos.

Fernando Costa 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

- Ó glória de mandar! - "Os Lusíadas" de Luís de Camões




- Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!


CANTO QUARTO - ESTROFE 95


"OS LUSÍADAS" 
de Luís de Camões




Aqui começa o famoso discurso do Velho do Restelo, uma das minhas ilhas favoritas do oceânico "Os Lusíadas". Depois de lê-lo a gente sente um enorme medo de enfrentar a MAR. "Que mortes, que perigos, que tormentas,
que crueldades neles experimentas!". Mas, meu prezadíssimo Camões, diga-me, o que você prefere, morrer com charme no

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Qual em cabelo... - "Os Lusíadas" de Luís de Camões







Qual em cabelo: " - Ó doce e amado esposo,

Sem quem não quis Amor que viver possa,
Por que is aventurar à MAR irosa
Essa vida que é minha, e não é vossa?
Como por um caminho duvidoso
Vos esquece a afeição tão doce nossa?
Nosso amor, nosso vão contentamento
Quereis que com as velas leve o vento?"


Boa pergunta fez a namorada ou esposa do marujo da estrofe acima, uma das minhas favoritas de "Os Lusíadas" de Luís de Camões, belo, épico, erótico e romântico poema que nenhum brasileiro jamais leu. E se leu, não leu por inteiro. E se leu por inteiro forçado pela professora de literatura, odiou ter lido. Eu, neste ponto, não sou

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

- Dai velas! - "Os Lusíadas" de Luís de Camões






" - Dai velas, disse, dai ao largo vento,
Que o Céu nos favorece e Deus o manda;
Que um mensageiro vi do claro assento
Que só em favor de nossos passos anda."
Alevanta-se nisto o movimento
Dos marinheiros, de uma e de outra banda;
Levam gritando as âncoras acima,
Mostrando a ruda força, que se estima.


Essa expressão é nova pra mim. "- Dai velas!". Bonita, não? Dar velas equivale a dar asas, na minha imaginação... E velejar é voar baixo... Mas às vezes a bordo do meu humilde barco à vela, vôo mais alto que a bordo de um avião. Se é que me entendem. Entendem amigos leitores?

Fernando Costa



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Na MAR tanta tormenta... - "Os Lusíadas" de Luís de Camões







Confesse-me uma coisa amiga leitora, morre de medo de "Os Lusíadas", não morre? Mais do que do oceano Atlântico, não é verdade? Morra mais não, esta obra prima é leve, apesar de quase infinita, muito engraçada e com frequência erótica. Veja que coisa mais linda, mais cheia de graça, sem deixar de ser sábia, mui sábia esta estrofe que selecionei pra gente ler.

Fernando Costa


Na MAR tanta tormenta, e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme, e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?

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