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sábado, 29 de setembro de 2018

A SOLIDÃO DE “SILICRIM” E AMYR KLINK - contribuição de Felipe Boto



Resultado de imagem para o imperio de um navegador

Mestre Silicrim



 - Bom dia colegas velejadores.

- Será que vocês já tinham ouvido falar em "Mestre Silicrim"?

- Eu não.

- Descobri essa estória graças ao meu mais novo colega de infância Felipe Boto.

- História marítima das mais palpitantes, com final

sábado, 2 de julho de 2011

Caminhos da Energia apresentado por Amyr Klink - news

- Tomei conhecimento deste interessante projeto, graças ao comentário do Norton Salerno, a quem muito agradeço pela dica.
- Dica é pouco, mais que dica, um ótimo passe a gol! 
- Gooooooooollll do blog da Estrela, graças ao excelente cruzamento do Norton!
- E meus parabéns ao canal Futura e a mestre Amyr Klink pelo programa!
- Preciso dizer a vocês que minha forma ideal de energia é a eólica e que meus veículos favoritos são o Barco à Vela em primeiro lugar e a bicicleta em segundo?
- Bicicleta movida à força muscular ou bicicleta à vela.
- Sim, sim isso mesmo, pra quem não sabe criei um modelo de bicicleta à vela faz uns dois anos...
- Falar nisso, acabo de comprar uma bicicleta vermelha na LUKE BIKE pra combinar com as cores do

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Shackleton again - intempestivo



Relendo minha mensagem anterior, não resisti à tentação de transcrever aqui pra vocês, na integra ou pelo menos a 80%, o trecho do livro "Cem dias entre céu e MAR", em que mestre Amyr Klink fala sobre Shackleton, que parece ser seu grande guru. Leiam! Só espero que Madame Probabilidade não se zangue comigo.



" O polo estava vencido quando o mesmo Shackleton idealizou e organizou uma expedição transantártica, que partiu em 1914 da Inglaterra com o ousado objetivo de atravessar o continente antártico passando pelo polo. Eram no total 28 homens a bordo do "Endurance", que na verdade nunca alcançou o continente.


Preso no gelo na MAR de Weddell, depois de dez meses de deriva o navio foi destruído. A expedição, acampada em blocos de gelo que derivavam com a corrente, pulando de um para outro iceberg e avançando a remo e à vela, conseguiu alcançar a ilha Elefante a dois quilômetros do lugar do naufrágio, em 15 de abril de 1916.


Estavam há um ano e meio sem pisar em terra firme. Shackleton a bordo de um dos botes que sobrou do navio, a baleeira James Caird, nome do médico do "Endurance" e que foi impermeabilizada com gordura de focas, decidiu então ir buscar socorro nas ilhas Geórgias do Sul e separou cinco homens para ir com ele.


 Numa façanha quase impossível, os seis homens depois de 16 dias gelados, atravessaram 1 200 km da região mais tempestuosa do globo, exatamente no início da estação mais perigosa. Alcançaram o lado sul das Geórgias, não habitado, mas a estação baleeira fica ao norte. E o pequeno barco, coberto de gelo e fazendo água, não venceria a arrebentação da baía Haakon.


Shackleton novamente dividiu o grupo e, com dois homens, e nada mais que 45 metros de corda, escalou uma cadeia de montanhas que até então ninguém vencera, e encontrou do outro lado da ilha a estação baleeira. Duas expedições foram organizadas, uma para resgatar os três companheiros deixados no lado sul da ilha e outra para salvar os que ainda estavam na ilha Elefante.
Quatro meses, três navios e quatro tentativas foram necessárias para que enfim se...

Continua na página 131 de "Cem dias entre céu e MAR" de Amyr Klink, Companhia da Letras



Acabo de seguir através do fantástico Google Earth,  com meus olhos arregalados, que a divina MAR há de comer, com meus cabelos e pelos crespos todos na vertical o longo caminha trilhado pelo hercúleo Shackleton e seus heróicos e fiéis seguidores... Bota fiéis nisso! Eu com apenas cinco dos homens do Shackleton já teria construído 10 "Alegrias", mais 3 "Amizades", mais cinco "Coragens", mais 2 "Audácias". Depois o pessoal aqui de Cabo Frio me chama de maluco porque eu circunaveguei todas as 20 ilhas que se encontram ao largo da costa, entre Arraial do Cabo e Búzios, a bordo de uma canoinha a remo e à vela, com 4,88 m de comprimento sem contar com o gurupés e 1,30 m de boca máxima.
- Louco, eu, colegas velejadores? Louco foi Shackleton! Louco e herói! Louco e o rei dos líderes! Louco e imortal.


Fêmur de Macaco x Nave Espacial - histórico

foto - Fernando Costa

Bom dia amigos visitantes!

Estava pesquisando a citação que o Amyr Klink fez do Shackleton em "Cem dias entre céu e mar" há dois dias sem encontrar... Tinha certeza absoluta da existência da citação, mas não sabia em que página ela se encontrava. Já perceberam que livro é portátil, é leve, é barato, é prático, é charmoso, mas não possui janela de pesquisa. Não tem como vc encontrar um determinado nome que esteja procurando rapidamente. Num texto na tela do computador ou on line vc encontra uma citação, um palavra, uma expressão, um número, numa fração de segundos, enquanto que num livro pode levar até dois dias.
Bendito Computador! Bendita internet!
- Mas enfim encontrei a citação que mestre Amyr Klink fez do maior de todos os aventureiros, depois do Mike Horn. Começa assim olha:

" O polo estava vencido quando o mesmo Shackleton idealizou e organizou uma expedição transantártica, que partiu em 1914 da Inglaterra com o ousado objetivo de..." continua na página 130 do citado livro.

Sobre o grande Shackleton já falamos no post anterior. O que desejo falar agora pra vocês é que dentro do livro de mestre Amyr encontrei um documento importante. O recibo que mestre Nils me passou quando lhe comprei o mastro inglês da Estrela d'Alva. Um mastro de 30 anos. Um belo e eficiente mastro dourado que faz o maior sucesso por onde passo com a Estrela e que mudou tudo pra melhor a bordo. Eu costumo dizer que o primeiro mastro da Estrela, uma escora de eucalipto, era um fêmur de macaco e novo mastro usado, que mestre Nils me vendeu barato é uma nave espacial. O mastro é leve, resistente, flexível e aerodinâmico. Coisa mais linda do mundo. Viram lá em cima, amigos? Ah ia me esquecendo, o recibo data de 30 de janeiro de 2007.


sábado, 13 de novembro de 2010

Amyr Klink - Velejador Solitário


Ainda não entendi porque, amigos, mas vários velejadores que conheci, demonstraram antipatia pelo grande Amyr Klink. Eu ao contrário declaro-me seu fã entusiástico, embora não o conheça pessoalmente.
- Porque?

Ora por três razões, primeiro por que ele (Amyr Klink) é o maior velejador solitário brasileiro de todos os tempos. Entenda-se velejador solitário como o mais ousado e moderno dos velejadores, pois que dos 6 000 anos que o bicho-homem navega sobre a MAR, há pouco mais de 100 anos que consegue fazê-lo em solitário. Tem idéia do quanto precisamos evoluir pra conduzirmos um veleiro de grande porte em solitário, amigo velejador?

* Segundo, por ele (Amyr Klink) ter-me ensinado muita coisa interessante sobre a divina MAR, os barcos, a navegação e a vela, através de três dos seus ótimos livros, que tive o prazer de ler.

** Terceiro por ele (Amyr Klink) ter despertado em mim o amor pelas canoas brasileiras em geral e pelas aventuras marítimas originais, fruto de uma fantasia pessoal do navegador, em particular.

***Precisa mais? Precisa? Se precisar possuo outros argumentos importantes, para encarecer a figura do, repito, grande Amyr Klink.

Em sua homenagem aqui vai a...

Lista cronológica das façanhas oceânicas que realizou relatadas nos livros "Cem dias entre céu e mar", "Paratii - entre dois polos", "Mar sem fim", "As janelas do Paratii" e "Linha d'Água".

1984 - Travessia do Atlântico sul a remo e em solitário.

1989/91 - Invernagem na Antártica em solitário a bordo do Paratii e posteriormente percurso de 27 mil milhas entre a Antártica e o Ártico.

1998 - Circunavegação da Antártida ao longo de 79 dias em solitário.

2002 - Conclusão da etapa experimental do projeto Viagem à China que prevê a volta ao mundo por uma rota nunca antes percorrida.

2003/4 - Reedição da circunavegação da Antártida em companhia de cinco tripulantes a bordo do Paratii2.



Extrato da newsletter nº 2 de 5/6/2009 - projeto "Estrela d'Alva"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Campeão de audiência na França - Thalassa


Enquanto os canais de TV brasileiros
só exibem o mesmo besteirol de sempre:
telenovelas, programas de auditório, big brothers,
telejornais sensacionalistas e congêneres, 
 desde o invento da TV,
em pleno horário nobre,
vejam o programa campeão de audiência na França,
que vai ao ar todas as quintas-feiras às 20 h 35,
há exatos 35 anos.


Entenderam porque o povo brasileiro,
que fumou a TV mais fissuradamente
que os indianos o ópio,
durante os últimos 30 anos,
só gosta de automóveis a motor,
com o perdão da palavra motor,
apartamentos bem enceradinhos
sem espaço pra biblioteca,
nem quintal pras crianças brincarem
mais patifaria da grossa?
Entenderam porque as cidades
brasileiras, como diz mestre Amyr Klink,
crescem de costas pra MAR.
Entenderam porque os brasileiros em geral
ainda acham que a divina MAR,
obra prima do CRIADOR,
 só serve pra pescar peixe e despejar esgoto?
Entenderam porque a França é um dos países
que mais ama a majestosa MAR?
Entenderam porque a maioria
dos sites que cito no meu blog
são franceses?
Entenderam porque eu que sou
apaixonado pela maravilhosa MAR
adoro a França?
Entenderam porque eu só vejo
 NatGeo
The History Channel
Animal Planet
Discovery
e THALASSA?

sábado, 11 de setembro de 2010

Aleixo Belov, André Homem de Mello e Amyr Klink. – newsletter nº 15 de 2008


Aposto R $ 1.000,00 (MIL REAIS) como o amigo velejador, sensível e inteligente como todo velejador, já percebeu que nos últimos tempos, a minha vida tem se resumido à realização de duas pequenas-grandes aventuras:
Aventura 1 – velejar ao longo da paradisíaca COSTA DO SOL, a bordo de uma pequenina canoa artesanal a remo e à vela, feita de madeira, chamada “Estrela d’Alva”, sete dias sim, sete dias não.
Aventura 2 – Redigir uma curiosa newsletter em terra, contando aos amigos os melhores momentos da recém-realizada mini-expedição.
E aí ganhei a aposta prezado leitor? Seja sincero. Ganhei ou perdi?
Sim ou não imagino que a amiga leitora pensa que estou satisfeito com minha vida sui-generis e feliz? Engano. Ledo engano. Sou insaciável. Sofro de "angústia fáustica" no mais alto grau, leitora amiga. O que eu gostaria mesmo é de multiplicar-me por dez, por cem, por mil (por mil é exagero) entrar no túnel do tempo e coabitar o cérebro de todos os velejadores solitários que circunavegaram o planeta Terra até o presente, incluindo mestre Joshua Slocum, que foi o primeiro a ter e realizar essa brilhante e arrojada idéia. Alguém conhece aventura maior, mais radical e mais rica em eventos emocionantes que esta?

CIRCUNAVEGAR O PLANETA TERRA A BORDO DE UM BARCO À VELA.

Façanha que só três brasileiros realizaram até o presente, em solitário: Aleixo Belov, tema desta newsletter, André Homem de Mello e Amyr Klink.

P. S. : Fiz uma escala em Cabo Frio , para terminar de redigir e enviar-lhes esta newsletter, último item que faltava realizar da minha longa check list. Talvez o mais importante.

Extrato da newsletter n° 15 de 29 de julho de 2008 – projeto Estrela d’Alva.
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