quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Estourou o primeiro conflito na COP 21 - 30 posts sobre a realização da COP21 em Paris/França - 3









Primeiro conflito durante a realização da COP 21 

- Boa tarde amigas e amigos leitores.

 - Pronto, aconteceu o que eu mais temia, estourou um conflito entre os chefes de estado dos países que participam da COP21 em Paris.

- Um conflito norte-sul.

- Briga por causa de
dinheiro.

- Leiam a matéria abaixo, publicada ontem no Observatório do Clima e saibam mais a respeito.

Fernando Costa

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Financiamento causa primeira crise em Paris

02/12/2015

Bloco dos países em desenvolvimento, que inclui o Brasil, solta comunicado acusando nações ricas
de violar princípio básico da Convenção do Clima ao tentar mudar texto sobre finanças

Se é verdade que nenhuma conferência do clima começa sem conflito, a COP21 teve sua grande estreia na noite desta quarta-feira. O G77, bloco que as nações em desenvolvimento, soltou uma nota fazendo críticas duras aos países desenvolvidos, rompendo o clima relativamente amistoso que se viu nos dois primeiros dias de reunião, após as falas dos chefes de Estado. O objeto da discórdia era previsível: o financiamento climático.

A embaixadora sul-africana Nozipho Mxakato-Diseko, porta-voz do grupo de 130 países, circulou um comunicado com 17 parágrafos acusando os países desenvolvidos de violar os princípios centrais da Convenção do Clima, ao tentar empurrar o abacaxi do financiamento para os países em desenvolvimento.

Segundo ela, há repetidas tentativas de introduzir no texto do acordo em negociação “condicionantes econômicas” para o financiamento à adaptação e à mitigação. “Qualquer tentativa de substituir a obrigação central dos países desenvolvidos de prover apoio financeiro aos países em desenvolvimento por diversas condicionantes econômicas arbitrariamente identificadas é uma violação do processo multilateral e ameaça um resultado aqui em Paris”, afirma a nota.

Segundo o G77, financiamento climático é uma obrigação legal dos países ricos sob a Convenção – já que suas emissões históricas causaram a maior parte do aquecimento observado. “Não é ‘ajuda’, ou ‘caridade’, ou o mesmo que assistência ao desenvolvimento”, afirmou Mxakato-Diseko.

A nota tem duas características incomuns, que dão uma ideia da alta voltagem do tema: além da linguagem, o fato de ter sido divulgada publicamente, inclusive enviada por e-mail aos 3.000 jornalistas credenciados pela ONU para cobrir a COP. Em geral, esse tipo de roupa suja entre os países é lavado em sessões plenárias.

“POTODOSO”, “WITODOSO”

No centro da discussão estão duas expressões conhecidas por suas abreviaturas: “potodoso” e “witodoso”. Uma significa “in a position to do so” (em posição de fazê-lo) e a outra, “willing do to so” (que queiram fazê-lo). Trata-se de frases que os países desenvolvidos querem inserir no texto sobre financiamento, para ampliar o escopo dos países que deverão aportar dinheiro para bancar o combate à mudança do clima nas nações pobres. Além da obrigação dos ricos, estabelecida pela Convenção do Clima, pretende-se estender a base de doadores aos países emergentes, que eram pobres em 1992, quando a Convenção foi assinada, e que hoje estariam “em posição de” contribuir.

O argumento dos países desenvolvidos é que o mundo mudou muito desde 1992. Hoje alguns dos países de maior renda per capita do mundo são nações em desenvolvimento, como os Emirados Árabes e o Catar. A Coreia do Sul, que era um país em desenvolvimento em 92, hoje pertence ao mundo desenvolvido. E a China detém a segunda maior... LINK



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