terça-feira, 25 de abril de 2017

Ninguém conhecia a* MAR como ele - "Os Trabalhadores da* MAR" de Victor Hugo - RELEITURA 1





"Estou relendo uma vez mais o impressionante livro de Victor Hugo, que despertou minha paixão profunda pela divina* MAR e decidi partilhar meus extratos favoritos com vocês, amigos leitores.

- Espero que gostem!

Fernando Costa

" Mess Lethierry, o homem notável de Saint-Sampson, era um marinheiro terrível. Tinha navegado muito. Foi grumete, gajeiro, timoneiro, contramestre, mestre de equipagem, piloto, arrais. Agora era
armador. Ninguém conhecia a* MAR como ele. Era intrépido para salvar gente. Quando havia temporal, Mess Lethierry ia passear à praia, com os olhos no
horizonte. Que é aquilo lá ao longe? É alguém que está em perigo. É um barco de Weymouth, ou de Aurigny, ou de Courseulle, é o iate de
um lorde, um inglês, um francês, um pobre, um rico, é o diabo, fosse quem fosse, ele saltava dentro da lancha, chamava dois ou três homens valentes, dispensavaos
quando não tinha, equipava ele só, desatava a amarra, travava do remo, fazia-se ao largo, subia e descia nas cavas das ondas, mergulhava no furacão, ia ao perigo. Viam-no assim de longe, no meio das lufadas do vento, de pé sobre a embarcação, gotejante de chuva, confundido com os relâmpagos, face de leão e juba de espuma. Passava assim às vezes um dia inteiro no perigo, e nas vagas à saraiva e ao vento, costeando os navios que soçobravam, salvando homens, salvando cargas, disputando com a tempestade."

OS TRABALHADORES DA* MAR
tradução de Machado de Assis




"Mess Lethierry, l’homme notable de SaintSampson, était un matelot terrible. Il avait beaucoup navigué. Il avait été mousse, voilier, gabier, timonier, contre-maître, maître d’équipage, pilote, patron. Il était maintenant armateur. Il n’y avait pas un autre homme comme lui pour savoir la MER. Il était intrépide aux
sauvetages. Dans les gros temps il s’en allait le long de la grève, regardant à l’horizon. Qu’est-ce que c’est que ça là-bas ? Il y a quelqu’un en peine. C’est un chasse-marée de Weymouth, c’est un coutre d’Aurigny, c’est une bisquine de Courseulle, c’est le yacht d’un lord, c’est un Anglais, c’est un Français, c’est un pauvre, c’est un riche, c’est le diable, n’importe, il sautait dans une barque, appelait deux ou trois vaillants hommes, s’en passait au besoin, faisait l’équipe à lui tout seul, détachait l’amarre, prenait la rame, poussait en haute MER, montait et descendait et remontait dans les creux du flot, plongeait dans l’ouragan, allait au danger. On le voyait ainsi de loin dans la rafale, debout sur l’embarcation, ruisselant de pluie, mêlé aux éclairs, avec la face d’un lion qui aurait une crinière d’écume."


Victor Hugo


LES TRAVAILLEURS DE LA MER


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