sexta-feira, 8 de abril de 2016

No peito e na raça - 30 memórias sobre a mais difícil, pra não dizer impossível, das minhas travessias OCEÂNICAS




Baía de São Marcos - MA -  2016 - foto de Fernando Costa



- Passamos a última noite de viagem ancorados num certo ponto dentro baía de São Marcos.

- Porque?

- Porque seria perigoso demandarmos o porto* de São Luís mergulhados no
breu.

- Até aí tudo bem.

- Dormimos uma noite tranquila, após muitas outras de grande ansiedade.

- O problema começou na hora de içarmos a âncora mais uns 50 metros de amarra, feita de corrente de ferro, do fundo da* MAR.

- Porque?

- Porque nossa "máquina de suspender" falhou*.

- Puxa Fernando, pode puxar, mandou SHV*.

- Ha ha ha ha ha ha!

- Só se eu me chamasse Sansão, Hércules ou Vulcano!!!

- Como não é o caso, encontramos uma solução de fortuna.

- Qual?

 - Içamos a âncora usando uma das duas catracas afixadas ao pé do mastro, metro a metro, ao longo de uma operação das mais delicadas, pra não dizer arriscadíssima.

- Por sorte nossa, o vento soprava fraco e a corrente de maré estava longe do seu máximo, que pode atingir 7 nós dentro da baía de São Marcos.

Fernando Costa


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