terça-feira, 19 de abril de 2016

Ninguém é de ferro - 30 memórias sobre a mais difícil, pra não dizer impossível, das minhas travessias OCEÂNICAS




Por do sol ao largo da costa norte do Brasil - 2016 - foto de Fernando Costa


- Curiosos pra saber o que foi que lucrei após ter timoneado durante DOZE horas por dia  ao longo de DEZ dias consecutivos?

- A certeza que sou capaz, numa emergência, de realizar tão
hercúleo trabalho.

- Antes eu não o sabia nem acreditava nessa possibilidade.

- Mas se em algum lugar no futuro, quando estiver navegando em solitário, bem longe de terra e o leme de vento mais o piloto automático do meu futuro veleiro entrarem em pane ao mesmo tempo, não entrarei em pânico.

(- Quem entra em pânico em alta* MAR, normalmente não sobrevive pra contar sua estória.)

 - Conduzirei meu barco até o porto mais próximo no braço, timoneando-o um total DOZE horas por dia e deixando-o à deriva durante as outras DOZE horas.

- Isso de forma parcelada é claro, que ninguém é de ferro, pra pagar tão alta conta à vista.

- Três horas ao leme, seguidas de três horas derivando ou aquartelando...

- Algum de vocês conhece a experiência?

Fernando Costa

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