segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Já morei ou naveguei a bordo de 24 veleiros diferentes - Conversando com meus botões 26



Coqueiros vistos do interior do "Triton", durante o último dilúvio que se abateu sobre a Paraíba - fevereiro de 2016 - foto de Fernando Costa




Boa noite amigas e amigos leitores! :)

- Não sei se vocês perceberam, mas desde 31 de março de 2012 até o presente, 29 de fevereiro de 2016, quase quatro anos se passaram e durante esse tempo eu morei/naveguei a bordo de um, dois, três, quatro, cinco, seis... vinte e três veleiros diferentes.

- Feliz de mim!

- Se contarmos com a minha querida canoa alada, chegamos a 
vinte e quatro veleiros.

- Lembram dos seus nomes?

- Eu jamais os esquecerei.

- Porque?

- Porque o veleiro é o objeto mais charmoso e inteligente que o privilegiado cérebro do homem concebeu e sua mão habilidosa produziu.

- Porque o veleiro é uma criatura adorável que evolui entre um animal e um ser humano.

- Porque um veleiro é a casa ideal.

- Porque um veleiro é o rei dos brinquedos para ambos os sexos e todas as idades.

- Queria eu ser um poeta tão genial como Charles Baudelaire, pra dedicar um belo poema a cada um desses inesquecíveis veleiros que me serviram de casa e veículo de sonhos.

1 - "Estrela d'Alva" - (2002/2012) - Durante várias expedições que duravam de 1 a 30 dias, ao largo da Costa do Sol, entre Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. 

2 - "Cisne Branco" - durante seis meses e quinze dias - Saúde, bons ventos e mais uma vez obrigado pela canja amigo Paulão. (2012)

3 - "Hatuna Matata" do "Skipper Bavaria" - durante aproximadamente 100 horas. Viagem Cabo Frio-Ilha Grande, Ilha Grande-Cabo Frio. (2012)

4 - "Oraclip" - na paradisíaca ilha Grande, durante cinco dias. Gracias à gentileza d'"El Terrible Viejo del Marangatú". :) (2012)

5 - "Doliceyou" - em Port Olona, Les Sables d'Olonne, França -  a bordo do qual passei dois meses, durante o inverno 2012/13. Este eu tive o prazer de comprar e o desprazer de vender contra minha vontade. (2012/2013)

6 - "Ocean Sun" - durante mais de quarenta dias - Travessia Les Sables d'Olonne - Saint Martin. Minha primeira travessia do Atlântico à vela. Entenda-se predominantemente à vela, porque infelizmente navegamos a motor, bem mais do que eu gostaria. Eu que odeio motor. :( (2013)

7 - "Escorpion" - durante duas semanas, se não me falha a memória, em Saint Martin, Caribe. (2013)

8 - "Smastis" - durante aproximadamente um mês, ancorado na lagoon de Saint Martin, Caribe. (2013)

9 - "Grodby" - durante os 21 dias da travessia Caribe-Açores. (2013)

10 - "Tudo Bem" - durante os 20 dias da travessia Horta (Faial) - Gibraltar, fazendo escalas nas ilhas Terceira e São Miguel e depois Sagres, Lagos, Faro, Barbate e Cádiz. (2013)

11 - "Sun Fun" - durante dois meses em Gibraltar e 10 dias de viagem navegando entre Gibraltar, Porto Santo e Madeira. (2013)

12 - "Kept Lady", dois dias da travessia Madeira-Tenerife. (2013)

13 - "Delirium" - Dois meses - em Tenerife. Merci beaucoup double maître Michel! (2013/2014)

14 - "Guajira" - 15 dias da travessia Tenerife-São Vicente e Marina de Mindelo. (2014)

15 - "Fräulein" - 45 dias ancorado na baía de Mindelo em São Vicente. Obrigado Alcides. Obrigado Raul. Obrigado Manuel Claudino. Obrigado Cabo Verde! (2014)

16 - "La Myette" - escuna com casco de aço, pintado de vermelho à la Moitessier - aproximandamente dois meses, entre a baía de Mindelo, em São Vicente, Fernando de Noronha e Recife. (2014)

17 - "Yacaré" - Durante pouco mais de um mês - Trimarã de propriedade do Bax, em Recife. Obrigado e muito bons ventos amigo. (2014)

18 - "Sucuri" - Veleiro de madeira, que pertenceu ao famoso "Manuel Português". Muchas Gracias, doutor e navegante Edgard. (2014)

19 - "Miroca" - Brasília 27 do "General Grego Epaminondas" a bordo do qual velejei de Olinda até Salvador e a bordo do qual morei pouco mais de um mês em Salvador. (2014)

20 - "Obélix" - veleiro em fibra de vidro do nosso amigo Marcelo, a bordo do qual morei na baía de Guanabara, enseada de Botafogo, a meio caminho entre o Corcovado e o Pão de Açúcar. (2015)

21 - "C'est la Vie" - aconchegante veleiro em fibra de vidro de propriedade do gentil Claudio Copello, a bordo do qual morei durante a realização da "Transat Jacques Vabre". (2015)

22 - "Creno Moustache Solidaire", Class 40 francês em fibra de vidro, participante da "Transat Jacques Vabre", a bordo do qual velejei entre Itajaí e Cabedelo, Paraíba, passando pelo Rio de Janeiro, em companhia de Morgan Launay, Marco Prime e "Mlle. Capitú". Este foi o veleiro mais sofisticado e rápido a bordo do qual já naveguei. (2015)

23 - "Marapuama", Bruce Roberts com casco de aço, a bordo do qual morei em Jacaré, Cabedelo, Paraíba, graças à gentileza do Peter, do Rambo e do seu proprietário, o simpático Cel. Pompílio. (2015)

24 - "Triton", Brasília 32 de propriedade da Ribeira Adventure's Club, do nosso amigo Luciano Zinn. "Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves. Assim falava a canção que na América ouvi. Mas quem cantava chorou, ao ver o seu amigo partir..." Será? Ha ha ha ha... Eu? Eu prefiro cantar em vez de chorar e vocês?

Embarquei hoje no meu* veleiro de nº 25, a bordo do qual devo navegar até a França. A confirmar que o futuro só a Deus pertence, principalmente quando esse futuro próximo inclui uma travessia do oceano Atlântico no sentido sul-norte.

E vocês, quando vão mudar do pior veleiro (uma casa ou apartamento imóvel, cravado em terra) para a melhor casa (um veleiro, de preferência com todas as velas ao vento, navegando bem no meio do oceano)? 
Hein?

Fernando Costa

Um comentário:

  1. Quanta experiência... quem sabe um dia eu pode-a navegar metade disso...
    Robério

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