quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Filme "En Solitaire" de Christophe Offenstein, o naufrágio - NEWS do mês de fevereiro - 7








Boa noite amigas e amigos leitores deste oceânico blog dedicado à* divina* MAR, ao inteligente BARCO À VELA e ao sagrado MEIO AMBIENTE.

- Não sei se vocês ainda se lembram, mas durante as festividades (1 a 10 de novembro de 2012) que antecederam a partida para a última edição da planetária Vendée Globe eu contei pra vocês que

assisti algumas cenas do filme "En Solitaire" serem rodadas diante de Sables d'Olonne, França, em pleno golfo de Gasconha.

- Lembram-se?


- Sim ou não, confesso que eu, que estava curiosíssimo pra assistir esse filme que foi lançado em 6 de novembro de 2013, acabei esquecendo dele durante minhas três travessias consecutivas do Atlântico, a bordo de sete (eu disse sete mesmo) veleiros diferentes. (2013/2014)


- Pois bem, motivado por um post publicado no grupo ALTAMAR*, fui assistir "En Solitaire" todo alegrinho, crente que ia ganhar o dia, a noite, a semana.


- Ledo engano, amigos!


- Minha alegria não durou nem três minutos.


- Porque?


- Porque "En Solitaire" transformou a mais louca, a mais original, a mais perigosa, a mais bela, a mais ousada, a mais incrível, fantástica, extraordinária das aventuras, num intragável xarope grosso.


- "En Solitaire" só deus, se existir, sabe como, transformou o "Everest dos Mares", num morrinho menor e bem menos interessante que o morro do Pasmado.


- Estou até agora tentando entender como foi que diretor, roteirista e atores de "En Solitaire" lograram tornar entendiante ao extremo um filme que conta uma regata de volta ao mundo, em solitário, sem escalas e sem assistência, passando pelos famigerados cabos Boa Esperança, Leeuwin e Horn.


- Mas confesso-lhes que meu espanto tornou-se ainda maior quando li, neste site aqui, um grande número de internautas e periódicos idem, a maioria franceses, elogiando esse filme insosso, inodoro, incolor que é "En Solitaire" e que eu só assisti até o fim, porque fui obrigado a fazê-lo.


- Teriam mudado os franceses ou mudei eu?


- That is the question!


- Ia-me esquecendo de dizer, o filme tem só uma coisa boa, uma coisa não, uma pessoa, uma pessoinha interessante.


- Quem?


- A atriz-mirim que faz o papel de filha do chatérrimo e prepotente velejador solitário. 


- Só não sei como essa menininha brilhante consegue ser interessante, "recitando" falas de um roteiro tão desinteressante.


- O resto uma cambadinha de gente medíocre que enterrou a oportunidade de ouro de fazer um belo filme sobre a regata dos meus sonhos. 


- Quando penso que eles tiveram à disposição um dos mais belos veleiros que já vi na minha vida...


- Veleiro esse que perdeu, que pena, pela segunda vez seu mastro. 


- A primeira no sentido literal e a segunda no figurado.


- Sinceramente, eu que voei do Rio até Londres, de Londres até Paris, de Paris até Sables d'Olonne especialmente pra assistir a última edição da estupenda Vendée Globe, lamentei profundamente ter olhos e ouvidos diante desse lamentável "En Solitaire" assinado por esse infeliz em tudo Christophe Offenstein.


- Morrendo de curiosidade aqui, sabem pra quê?


- Pra saber o que os 20 super-velejadores-solitários que participaram da última edição da regata Vendée Globe pensaram, disseram e escreveram sobre esse filmeco-de-meia-tigela e vocês?


- Será que eles foram condescendentes ou sinceros como eu acabo de ser?


- Bem, agora vou assistir "Tanguy de Lamotte:L'incroyable Vendée Globe"...


- Será que vou decepcionar-me de novo, eu que sou fã de carteirinha do Tanguy de Lamotte?


Fernando Costa

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