segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dose pra leão-MARinho - ESTÓRIA nº 4 - A travessia do famigerado golfo de Gasconha em pleno inverno - Palestra 100 ilhas antes de morrer - 2ª versão - Recife 11


Leia uma introdução a esta série de 30 posts aqui.


Golfo de Gasconha - França - 2013 - foto de Fernando Costa



Palestra "100 ILHAS ANTES DE MORRER" - 2ª VERSÃO - RECIFE

Dose pra leão-MARinho - ESTÓRIA nº 4 - A travessia do famigerado golfo de Gasconha em pleno inverno

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- Lembrei-me do dramático relato de Vito Dumas, perguntando a si mesmo como seu frágil coração humano pode resistir aos

sobressaltos mil por ele sofrido, durante a travessia do Golfo de Gasconha.

- Confesso que tive medo de morrer durante três dias consecutivos, mas depois cansei-me de ter medo (sim, sim, ter medo cansa, e como cansa amigos) e passei a ignorar o perigo real daquele catamarã novo em folha rachar ao meio e naufragar em menos de um minuto. O catamarã, felizmente não rachou externamente, mas internamente começou a desmoronar, a desabar, a implodir. No segundo dia de viagem começou a fazer água e as bombas de alarme de porão disparavam o tempo todo.


- Eu que não sou de marear, mareei durante 30 horas. Porque? Porque as condições eram extremas. Ventos fortes, frio intenso, ondas costelas-de-vaca quebrando contra o costado do veleiro com frequência e violência pra mim inéditas. Vejam na foto acima o pedacinho de buja (com vela grande arriada) que era suficiente pra arrastar um catamarã de 45 pés de comprimento a oito nós. Viram? Dose pra leão! Leão-MARinho.


Fernando Costa



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