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sábado, 14 de agosto de 2010

Mestre dos Mares

Sinopse do filme:

 HMS Surprise -  28 canhões - 197 tripulantes - Costa do Brasil - abril de 1805 - "Interceptar fragata francesa, Acheron… Afundem, incendeiem ou aprisionem o navio."



O diretor indicado a três estatuetas do Oscar, Peter Weir, e o vencedor do Oscar, Russell Crowe, unem esforços na criação de uma aventura épica emocionante:

 MESTRE DOS MARES - O Lado Mais Distante do Mundo
 (MASTER AND COMANDER: The Far Side of the World).




Passada durante as guerras napoleônicas, quando os ingleses batem-se com os franceses pelo domínio das rotas comerciais das Américas, Crowe vive o capitão "Lucky" Jack Aubrey, um renomado comandante de guerra da armada britânica, e Paul Bettany é o médico de bordo e naturalista do almirantado, o dr. Stephen Maturin. Seu navio, o HMS Surprise, é atacado de surpresa por um inimigo mais poderoso em franca vantagem, a fragata francesa Acheron. Com o HMS Surprise seriamente avariado e grande parte de sua tripulação ferida, Aubrey fica dividido entre o dever e a amizade, enquanto se lança numa perseguição altamente arriscada por dois oceanos, a fim de interceptar e capturar seu inimigo. Trata-se de uma missão que pode consolidar sua reputação - ou destruir o sortudo capitão "Lucky Jack" e sua tripulação.


No curso da jornada épica dos personagens, o filme singra por meio mundo - começa no Oceano Atlântico, na costa do Brasil, passando pelas águas tormentosas do Cabo Horn, através de gelo e neve, até o lado mais distante do mundo e as praias remotas das Ilhas Galápagos, no Pacífico (trata-se do primeiro filme em toda a história a ser rodado naquelas paragens).



MESTRE DOS MARES foi dirigido por Peter Weir a partir do roteiro de Weir & John Collee, baseado na série de romances marítimos de Patrick O'Brian. No The New York Times, Richard Snow declarou que os romances de O'Brian sobre "Aubrey/Maturin", os nomes de seus protagonistas, são "os melhores romances históricos jamais escritos". David Mamet, também numa crítica do Times, chamou O'Brian de o maior romancista da língua inglesa dos últimos 30 anos. Quanto à criação do autor, o capitão Jack Aubrey, o Times posteriormente declarou que Russell Crowe "parece ter nascido para interpretá-lo".


Meu comentário:

O amigo Pedro Simões, vulgo “Tuco” que se encontra em segundo lugar no ranking da classe laser na “COPA PÉ DE VENTO” ( insista amigo César, persista, jamais desista que o futuro da vela no Brasil agradece ) me recomendou e eu assisti ao hollywoodiano “ Mestre dos mares”, que no original se chama “Master and Commander”. Jamais entendi essa mania que as distribuidoras tem de trocar o título dos filmes. Ah... captei! É que brasileiro ainda escolhe filme pelo nome e não pela ficha técnica. Ha ha ha ha ha ha... Santa inocência! Exclamaria minha avó Balbina.

Achei o roteiro interessante, a fotografia bonita, e como bem observou o próprio “Tuco”, a reconstituição de época razoavelmente bem feita, mas as qualidades do filme não vão muito além. 10 recomendações para o famigerado Oscar??!!! A “Academia” mergulhou de vez na decadência! Academia? Que Academia??!! Desde quando uma meia dúzia de tendenciosos críticos de cinema, reunidos pra julgar de forma arbitrária filmecos comerciais de terceira categoria merecem o título da nobre escola filosófica de Platão?


Tentei, mas não consegui acreditar que o bisonho Russell Crowe, liderando aquela esdrúxula tripulação composta de ingênuos meninotes + supersticiosos velhotes conseguisse vencer no mar piratas tão cascudos. Ele usa dois estratagemas bem primários para combater a “Acheron”, o segundo deles copiado de um inseto capturado nas ilhas Galápagos. Acontece que o sutil inseto se utiliza do mimetismo e o canastrão Russell Crowe apela para o “travestismo”, digamos assim.

mimetismo



Fenômeno que consiste em tomarem diversos animais a cor e configuração dos objetos em cujo meio vivem, ou de outros animais de grupos diferentes. Ocorre no camaleão, em borboletas, etc.

Dicionário Aurélio – sec XXI

O comandante ( será que ele merece esse título tão pomposo?) Russell Crowe, que só possui no seu limitado repertório dramático três expressões: “encolerizado”, “angustiado” e “alegrinho” e entre elas nenhuma nuance, não consegue vestir a pele do personagem e portanto não convence que “Jack, o sortudo” seja mais malandro que o rei da malandragem. Um pirata dos irados mares do sul! Amigos, alguém consegue ser mais diabólico que o diabo, mais chato que um motor de popa e mais traiçoeiro que um pirata? Hollywood quer nos convencer que Russell Crowe o é. O único ator que merece ser assim chamado é o que faz o papel do médico de bordo do “SURPRISE”. O resto, como diria Raul Pompéia, não passa de uma cambadinha de medíocres tagarelas figurantes de novelas televisivas, cujos nomes nem deveriam constar dos créditos.


Pra tentar distrair o espectador da falta de talento dos atores, o diretor lança mão da manjadíssima pirotecnia hollywoodiana. Toma-lhe explosão de bombas fantásticas que estilhaçam tudo em milhares de pedacinhos, coisa que na época não existia. Toma-lhe sangue de mel + corante a jorrar de braços e pernas decepados. Toma-lhe tiro de fuzil com mira telescópica, antes da invenção do fuzil com mira telescópica, no exato meio geométrico da testa dos tripulantes. Russell Canastrão Crowe mata facilmente, só o diretor sabe como, uns trinta piratas selvagens com sua espada nervosinha. Acredite quem quiser.

Quanto a mim, o que eu queria é impossível. Queria entrar no túnel do tempo e ver, com esses olhos que o mar há de comer, como o pirata Fournier, ( ancestral da minha “amiga” Barbara Fournier ), a bordo do “Imperial Argentino”, perseguido pela fragata “Dona Paula”, em 2 de outubro de 1827, provocou seu encalhe e afundamento na ilha dos Franceses, a única da paradisíaca Costa do Sol que ainda não circunaveguei a bordo da minha intrépida canoa alada “Estrela d’Alva”, que em francês se chama “Étoile du Berger” e em inglês “Morning Star”. Hollywood, amigos, é o maior poço de mentiras do Planeta. Não serve como escola de história e como diversão, troco uma dúzia de filmes hollywoodianos, com quantos oscars a mercenária “Academia” quiser, cinco, dez, vinte, trinta, cinquenta por uma boa velejada entre a ilha de Cabo Frio e o continente. O que pretendo fazer a partir de segunda-feira que vem. Alguém conhece lugar mais lindo e agradável pra se velejar? Só não entendo porque jamais encontro vocês por lá. Todos em terra firme, vendo filmes hollywoodianos e novelas televisivas? Que desperdício! Quando a hora da morte chegar vocês arrepender-se-ão disso.



“- Carpe, carpe diem, seize the day boys, make your lives extraordinary.”

Ih, critiquei, critiquei, critiquei Hollywood e acabei concluindo o artigo, citando um extrato de fala do roteiro de um filme hollywoodiano. Mas desse eu gosto. Todo barco à vela tem bolina e toda regra exceções!

Concordam? Aposto que não. Criticar filme holywoodiano no Brasil e desafiar um bando de zumbis ferozes é a mesma coisa.

Fernando Costa



Newsletter n° 10 de 15 de maio de 2008.

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